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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Esquenta dos mercados

Expectativa por retomada da atividade em alguns países impulsiona dia de recuperação

Os índices futuros em Nova York e o mercado europeu amanhecem no azul, na expectativa pela retomada das atividades, após os países superarem o pico do covid-19. No Brasil, investidores monitoram a busca por um substitituto para Mandetta

Jasmine Olga
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16 de abril de 2020
8:05 - atualizado às 9:04
Imagem: Shutterstock

Para cima ou para baixo, a maior parte dos movimentos do mercado financeiro parecem estar ligados ao noticiário em torno do coronavírus.

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A doença, que já ultrapassou a marca de 2 milhões de casos, com 137,6 mil mortes registradas, continua impactando a economia global e sendo o motor para a cautela dos investidores.

Hoje, no entanto, os olhares se voltam para as possiblidades de reabertura econômica e retomada das atividades nos principais países da Europa e nos Estados Unidos. Assim, os mercados ensaiam um dia de recuperação no começo da manhã.

Donald Trump prometeu anunciar hoje as diretrizes para a reabertura da economia do país. Ontem, os números divulgados de vendas no varejo e produção industrial dos Estados Unidos mexeram negativamente com os mercados. Foram tombos históricos, com o varejo recuando 8,7 % em março - maior recuo mensal da história - e a produção industrial caindo mais que a previsão, ao cair 5,4%.

Enquanto o plano de reabertura não é esclarecido, o destaque fica com a divulgação do número de requerimentos do auxílio-desemprego no país. Os índices futuros em Nova York apresentam alta no começo da manhã, recuperando parte das perdas de ontem.

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O mercado europeu também começa o dia com leve alta, refletindo mais uma vez a visão de que o pior da pandemia já passou para grande parte dos países do bloco. A atenção se volta para os projetos de retomada das ativades na Alemanha - maior economia do continente -, Itália e Espanha.

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As bolsas asiáticas fecharam em queda, com exceção do índice Xangai Composto, que subiu 0,31%. A China deve divulgar hoje a noite o seu Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, número muito aguardado. O resultado deve refletir os efeitos reais da epidemia do coronavírus no país.

Seguindo a onda

Assim como as bolsas globais, os contratos futuros do petróleo também indicam um dia de recuperação. Ontem, o WTI atingiu o seu menor nível em mais de 18 anos.

Nesta manhã, o petróleo WTI para maio avançava 1,96%, a US$ 20,26. O Brent para junho subia 3,14%, a US$ 28,55 o barril.

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Por aqui…

Ontem, o Ibovespa acompanhou a queda dos mercados no exterior - puxado pelos dados fracos da economia americana e queda na projeção da demanda global do petróleo - e caiu 1,36%, aos 78.831,46 pontos.

Além do temor externo, o mercado local observa com cuidado as movimentações do governo e os números do coronavírus. O país alcançou a marca de 1,7 mil mortes - com 204 óbitos em um dia. Já são 28,3 mil infectados - 3,8 mil novos casos em um dia.

No plano político, em primeiro lugar está a relação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e o presidente Jair Bolsonaro. Os rumores dão conta que Mandetta deve ser demitido ainda nesta semana.

Se a previsão se confirmar, Bolsonaro deve ter o caminho mais fácil para defender um afrouxamento do isolamento social. Segundo o ministro, o Brasil só deve atingir o pico da doença em maio. Ontem, o STF decidiu por unanimidade que Estados e municípios possuem autonomia para regular medidas de isolamento.

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Acontece em Brasília

O Senado concluiu ontem a votação em primeiro turno da PEC do Orçamento de Guerra. A pauta deve ser retomada na sexta-feira (17). O texto, com alterações, ainda deve retornar para a Câmara.

Os senadores indicaram a obrigatoriedade de que empresas socorridas pelo governo mantenham os postos de trabalho.

Agenda

Outros eventos também chamam a atenção do mercado nesta quinta-feira.

Além dos números da produção industrial na zona do euro, divulgados no começo da manhã, temos uma reunião do FMI/Banco Mundial (8h). Os ministros do G20 também se reúnem virtualmente para discutir programas de alívio para os países mais pobres.

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Nos Estados Unidos, segue a temporada de balança, com destaque para a divulgação dos números do Morgan Stanley.

Fique de olho

  • Azul irá retomar voos para cidades da região Norte, no Pará e Roraima, na semana que vem;
  • Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, informou que o programa de desinvestimentos da companhia está mantido, mas deve sofrer atrasos.
  • Suzano adiou suas assembleias gerais ordinárias e extraordinárias para o dia 22 de maio;
  • Cogna também cancelou as datas previamente marcadas e ainda divulgará a nova data;
  • O Banco Daycoval cancelou o seu pedido de registro de oferta pública de distribuição de ações preferenciais;
  • Natura & Co recomendou que seus executivos e líderes reduzam os seus salários em 20% entre abril e junho.

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