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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

esquenta dos mercados

IBC-Br e temporada de balanços nos EUA roubam a atenção dos investidores em meio a temor com a covid-19

Números surpreendentes da economia chinesa não foram o suficiente para diluir as preocupações com o avanço do coronavírus e reestabelecimento de medidas de isolamento na califórnia. Com excessão dos índices futuros em Nova York, o sinal predominante no mercado é o de queda

Jasmine Olga
Jasmine Olga
14 de julho de 2020
8:17 - atualizado às 9:01
Mercados juros bolsa coronavírus
Imagem: Shutterstock

A terça-feira é de agenda cheia para os investidores. No Brasil, expectativas para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de maio (9h), considerado a prévia do PIB do BC. Lá fora, o destaque é o começo da temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos.

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Mais cedo os investidores receberam sem entusiasmo diversos indicadores europeus que vieram abaixo do esperado. Na China, os números surpreendentes das importações e exportações de junho não foram suficientes para apagar as preocupações com o coronavírus, que segue sendo o maior fator de cautela nos mercados. A decisão do estado da Califórnia em fechar novamente bares e restaurantes levantam dúvidas de como realmente deve se dar a retomada econômica nos Estados Unidos e no Mundo.

Segunda onda

Nas últimas semanas, a preocupação com uma segunda onda do coronavírus tem pesado nos mercados. O receio sempre foi de que com o avanço acelerado da doença na principal potência econômica do mundo, os estados reatroagissem em suas medidas de isolamento social.

Em um momento em que os Estados Unidos batem recordes diários de novos casos, e os investidores já se encontravam cautelosos com a situação, o estado da Califórnia decidiu fechar locais de ambientes fechados como restaurantes, vinícolas, cinemas, zoológicos, museus e bares. Em algumas regiões, salões de beleza e academias também terão que fechar as portas.

Uma segunda onda forte no país e a necessidade de novas medidas de isolamento pode provocar um impacto negativo na curva da retomada da atividade econômica - tanto nos EUA como no resto do mundo.

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Assim, as notícias que chegaram da Califórnia minaram os ânimos dos investidores globalmente, com as bolsas fechando próximas das mínimas.
O Ibovespa perdeu o patamar dos 100 mil pontos e fechou o dia em queda de 1,33%, aos 98.697,06 pontos. O dólar terminou em alta de 1,25%, a R$ 5,3885.

Leia Também

Destaque da agenda

No Brasil, a atenção dos investidores se volta para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de maio. Considerado a prévia do PIB do BC, o número deve refletir uma recuperação após superado o momento mais delicado da pandemia no país. Segundo estimativas da Broadcast, o IBC-Br deve apontar uma alta de 4,4%.

Fator EUA

O cenário da pandemia no mundo continua assustando os investidores nesta terça-feira, com os Estados Unidos e Brasil liderando os números de casos e mortos pela doença.

Além disso, novas rusgas entre EUA e China também retornam ao radar do investidor. Mike Pompeo, secretário de Estado americano, afirmou que a reivindicação chinesa por recursos do mar do sul da China é ilegal. Na nota oficial, o secretário afirma que "os Estados Unidos defendem um Indo-Pacífico livre e aberto" e que "o mundo não permitirá que Pequim trate o Mar do Sul da China como seu império marítimo".

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A nova onda de tensão acontece ainda em meio aos atritos envolvendo discussões sobre a responsabilidade pela pandemia de covid-19 e a nova onda autoritária chinesa sobre Hong Kong.

Durante a madrugada, nem mesmo novos números positivos das exportações e importações chinesas animaram os investidores e as bolsas do continente acabaram fechando em queda.

Os números surpreenderam de forma positiva. As exportações avançaram 0,5% em junho, ante queda de 3,3% em maio. A expectativa era de queda de 4,3%. Já as importações cresceram 2,7%, após tombo de 16,7% em maio. A previsão era de queda de 10%.

Na Europa, as bolsas também refletem o temor com a situação do coronavírus nos Estados Unidos e operam em queda nesta manhã após a divulgação de novos dados econômicos na região.

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Na zona do euro, a produção industrial subiu 12,4% de abril para maio, ante expectativa de 13,2%. No Reino Unido a alta foi de 6%, com projeção de alta de 7,5%. O PIB britânico também decepcionou, mesmo após a recuperação de 1,8% em maio. A expectativa era de uma aceleração de 5,5%.

No entanto, nos Estados Unidos os índices futuros operam em leve alta nesta manhã. Por lá, os investidores aguardam os primeiros balanços trimestrais, com destaque para os grandes bancos. Fique de olho em: JPMorgan, Delta Airlines, Citigroup e Wells Fargo.

Agenda

No Brasil o destaque fica com a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de maio (9h).

No exterior, a temporada de balanço é a grande estrela, mas destaqye também para o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos.

Fique de olho

  • Smiles convocou assembleia extraordinária para o dia 20 de agosto para discutir o acordo para venda antecipada de passagens da Gol à empresa.
  • Hapvida antecipará pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio de 30 de dezembro para 24 de julho.
  • BTG Pactual aprovou aumento de capital para R$ 10,042 bilhões.
  • A precificação das ações da You Inc ficou entre R$ 17,50 e R$ 23,50.

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