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O bom humor no exterior com a balança comercial chinesa e reabertura da economia em alguns locais ditam o ritmo, enquanto os investidores locais refletem sobre o impacto fiscal dos auxílios e aguardam o IBC-Br
Boas notícias embalam os mercados no exterior.
Na China, o comércio do país teve um desempenho melhor do que o esperado. O país informou uma queda nas exportações (recuo de 6,6%) e importações (queda de 0,9%) durante o mês de maio, mas os números são melhores do que o antecipado pelos economistas. Com isso, as bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada.
Na Europa, o destaque é o ínicio do retorna à normalidade, com Itália e Espanha estudando os primeiros passos para encerrar a situação de isolamento social. O número de mortos e novos infectados vem caindo. A notícia anima os investidores locais e as bolsas do velho continente operam em alta, com exceção da Bolsa de Londres, já que o país ainda deve manter o isolamento por mais algum tempo.
Nos Estados Unidos, Donald Trump sinalizou que o governo está próximo de concluir um plano de reabertura da economia, já que os EUA se aproximam do pico de casos da doença.
Pelo menos nos Estados Unidos, já é tempo de conhecer os resultados do primeiro trimestre de 2020 e a nova leva de resultados deve mexer com o mercado hoje. A temporada começa com a divulgação dos números de Johnson & Johnson, JPMorgan, Wells Fargo
O sinal positivo no exterior deve embalar os negócios por aqui, com o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, subindo mais de 2% no começo da manhã. Mas os investidores possuem algumas preocupações locais para digerir.
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A primeira e maior delas é o risco fiscal do auxílio emergencial aos Estados para combater os efeitos do coronavírus. O projeto foi aprovado na noite de ontem com um placar de 431 a 70, e é visto como uma derrota para o governo. A medida agora segue para o Senado e deve ter um impacto de R$ 89,6 bilhões nos cofres públicos.
A votação da PEC do Orçamento de Guerra, que amplia os poderes do BC e também preocupa o mercado, ficou para amanhã. Hoje, na Câmara, a sessão das 10h deve votar a MP 905, que flexibiliza as relações de trabalho.
Além disso, atenção voltada para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a prévia do PIB do BC, de fevereiro.
Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,49%, aos 78.835,82 pontos. O dólar também avançou 1,75%, a R$ 5,1833.
A previsão do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos de queda na produção de petróleo nos EUA faz a commodity recuar no mercado futuro. Por volta das 7h, o petróleo WTI para maio operava com queda de 1,61%, a US$ 22,05, enquanto o Brent para junho recuava 0,6%, a US$ 31,55.
Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G7 se reúnem hoje.
O tradicional Encontro Anual de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) também acontece hoje, de forma virtual.
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