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2020-04-14T08:50:42-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Esquenta dos mercados

Enquanto investidores refletem sobre tensões locais, exterior positivo embala os negócios

O bom humor no exterior com a balança comercial chinesa e reabertura da economia em alguns locais ditam o ritmo, enquanto os investidores locais refletem sobre o impacto fiscal dos auxílios e aguardam o IBC-Br

14 de abril de 2020
8:01 - atualizado às 8:50
otimismoPIB

Boas notícias embalam os mercados no exterior.

Na China, o comércio do país teve um desempenho melhor do que o esperado. O país informou uma queda nas exportações (recuo de 6,6%) e importações (queda de 0,9%) durante o mês de maio, mas os números são melhores do que o antecipado pelos economistas. Com isso, as bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada.

Na Europa, o destaque é o ínicio do retorna à normalidade, com Itália e Espanha estudando os primeiros passos para encerrar a situação de isolamento social. O número de mortos e novos infectados vem caindo. A notícia anima os investidores locais e as bolsas do velho continente operam em alta, com exceção da Bolsa de Londres, já que o país ainda deve manter o isolamento por mais algum tempo.

Nos Estados Unidos, Donald Trump sinalizou que o governo está próximo de concluir um plano de reabertura da economia, já que os EUA se aproximam do pico de casos da doença.

Nova temporada

Pelo menos nos Estados Unidos, já é tempo de conhecer os resultados do primeiro trimestre de 2020 e a nova leva de resultados deve mexer com o mercado hoje. A temporada começa com a divulgação dos números de Johnson & Johnson, JPMorgan, Wells Fargo

Bomba fiscal

O sinal positivo no exterior deve embalar os negócios por aqui, com o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, subindo mais de 2% no começo da manhã. Mas os investidores possuem algumas preocupações locais para digerir.

A primeira e maior delas é o risco fiscal do auxílio emergencial aos Estados para combater os efeitos do coronavírus. O projeto foi aprovado na noite de ontem com um placar de 431 a 70, e é visto como uma derrota para o governo. A medida agora segue para o Senado e deve ter um impacto de R$ 89,6 bilhões nos cofres públicos.

A votação da PEC do Orçamento de Guerra, que amplia os poderes do BC e também preocupa o mercado, ficou para amanhã. Hoje, na Câmara, a sessão das 10h deve votar a MP 905, que flexibiliza as relações de trabalho.

Além disso, atenção voltada para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a prévia do PIB do BC, de fevereiro.

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,49%, aos 78.835,82 pontos. O dólar também avançou 1,75%, a R$ 5,1833.

Em queda

A previsão do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos de queda na produção de petróleo nos EUA faz a commodity recuar no mercado futuro. Por volta das 7h, o petróleo WTI para maio operava com queda de 1,61%, a US$ 22,05, enquanto o Brent para junho recuava 0,6%, a US$ 31,55.

Agenda

Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G7 se reúnem hoje.

O tradicional Encontro Anual de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) também acontece hoje, de forma virtual.

Fique de olho

  • Whirlpool aprovou pagamento de dividendos no próximo dia 29. No total, serão distribuidos R$ 1,5 bilhão.
  • JHSF aprovou pagamento de R$ 54 milhões em dividendos. Data de pagamento será definida após deliberação do conselho.
  • BB Seguridade cancelou a Assembleia Ordinária que estava marcada para o dia 22 de abril. AGE continua marcada para a mesma data.
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