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2020-05-08T08:20:40-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Esquenta dos mercados

Alívio nas tensões entre EUA e China anima investidores em dia de IPCA e payroll

No Brasil, expectativa é que o IPCA de abril registre deflação. Lá fora, o relatório de emprego americano, o payroll, deve trazer o impacto do coronavírus na economia

8 de maio de 2020
8:08 - atualizado às 8:20
inflação
Imagem: Shutterstock

No mercado doméstico, os investidores seguem monitorando de perto Brasília, onde as falas do presidente Jair Bolsonaro e a deterioração da relação do Executivo com o Congresso seguem mexendo com os ânimos do mercado. Mas, para além das crises políticas, indicadores econômicos importantes são muito aguardados hoje.

No Brasil, temos o IPCA de abril, número que pode continuar pressionando o dólar, se as projeções de deflação se confirmarem.

O dia também começa marcado pela expectativa do 'payroll', o relatório de emprego americano. Os especilistas esperam que a taxa salte até 15%, refletindo o impacto do coronavírus na economia americana. Enquanto isso, os investidores comemoram o aparente alívio da tensão entre Estados Unidos e China, o que mantém os negócios no campo positivo.

Aliviando a tensão

Aparentemente, Estados Unidos e China estão tentando reverter a tensão criada nos últimos dias entre os países - e que tem se refletido no mercado.

Donald Trump chegou a ameaçar interromper o acordo comercial firmado entre os países em janeiro se a China deixar de cumprir a sua parte e não comprar bens e serviços americanos.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, entrou em campo e conversou com Robert Lighthizer, representante comercial dos Estados Unidos, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

Segundo informações da agência de notícias chinesa, os países estão dispostos a cooperarem tanto no campo da saúde pública como no campo comercial, seguindo o acordo firmado em janeiro.

Com os sinais promissores da conversa, as bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada. As bolsas europeias também começam o dia no campo positivo.

Ontem, as bolsas americanas reagiram bem a queda de pedidos semanais no auxílio-desemprego, mesmo que o número ainda continue elevado. A Nasdaq, inclusive, conseguiu zerar o prejuízo acumulado no ano.

Nesta sexta-feira, os índices futuros operam em alta firma de mais de 1%.

Esperar para ver

O Ibovespa teve uma quinta-feira de grande instabilidade, descolando no clima positivo visto no exterior e deixando de pegar carona na queda da Selic. O principal índice da bolsa brasileira fechou em baixa de 1,20%, aos 78.118,57 pontos.

Já o dólar teve um dia de alta pressão, refletindo a surpresa do corte efetuado pelo Banco Central na taxa básica de juros, e renovou mais uma vez as máximas, fechando o dia com o recorde nominal de R$ 5,8409, após avanço de 2,43%.

Pesou para a bolsa brasileira a aprovação pelo Senado do pacote de auxílio financeiro aos Estados e municípios, sem a contrapartida exigida pelo Ministro Paulo Guedes.

O presidente Jair Bolsonaro prometeu vetar o trecho, mas, enquanto o veto não vem, os investidores locais permaneceram mais cautelosos.

O texto atual prevê uma economia de apenas R$ 43 bilhões. Caso o veto se confirme, a cifra passa a ser de R$ 130 bilhões.

Brasil e o coronavírus

O Brasil atingiu a marca de 9.146 mortos pela covid-19, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. O número total de infectados no país é de 135.106 casos.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro se uniu com um grupo de empresários que visitava Brasília e fez uma visita surpresa ao STF, transmitida pelo Facebook do presidente.

No encontro, Bolsonaro, Guedes e os empresários reforçaram os prejuízos da quarentena para a economia e 'pressionando' a Corte para que amenizasse as medidas de isolamento social. O ministro Paulo Guedes chegou a dizer que o país pode virar uma nova Venezuela.

Bolsonaro também voltou a expressar a importância de Paulo Guedes para o governo, afirmando que o ministro da Economia é dono de 99% da pauta econômica do país.

Agenda

Às 9 horas temos os dados da inflação oficial, o IPCA. A estimativa dos analistas é de deflação, o que deve pressionar ainda mais o câmbio.

Lá fora, o destaque é o payroll, com os analistas projetando o que deve ser a maior taxa da série histórica.

Na Europa, o Eurogrupo se reúne para discutir a pandemia de covid-19.

Balanços

Confira alguns dos últimos números divulgados no noticiário corporativo:

  • Light teve lucro de R$ 166,692 milhões no primeiro trimestre, alta de 1,5%.
  • As Lojas Americanas registraram prejuízo de R$ 49,2 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 8,8%.
  • A Natura viu o seu prejuízo crescer 10 vezes no primeiro trimestre, indo a R$ 820 milhões. A companhia também aprovou um aumento de capital de até R$ 2 bilhões.
  • Yduqs viu seu lucro cair 30% no primeiro trimestre, a R$ 167,8 milhões. A receita recuou 1%, a R$ 923,2 milhões.
  • BMG registrou lucro líquido recorrente de R$ 97 mi no 1TRI, queda de 2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Fique de olho

  • Segundo informações do jornal Valor Econômico, a Via Varejo avalia oferta subsequente de ações, de até R$ 5 bilhões. A assembleia da companhia acontece no dia 4 de junho.
  • Latam e Delta Airlines assinaram acordo para a criação de uma joint venture para rotas entre América do Norte e do Sul.
  • Log-in aprovou aumento de capital social, após emissão de 1,290 milhões de ações ON, a R$ 4,24, indo a R$ 1,336 bilhão.
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