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Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
esquenta dos mercados

Coronavírus volta a pesar nos mercados após Donald Trump testar positivo

Os mercados reagem negativamente ao boletim médico de Trump, com os índices futuros em Nova York recuandomais de 1% e as principais praças europeias no vermelho

2 de outubro de 2020
8:08 - atualizado às 8:27
Imagem: Shutterstock

A cautela toma conta dos mercados nesta sexta-feira e o principal fator que deixa os investidores cautelosos é o diagnóstico positivo de Donald Trump e sua esposa para a covid-19. Com a proximidade das eleições americanas, a notícia lança uma nova onda de incertezas no cenário. Os índices futuros em Nova York recuam mais de 1% e as principais praças europeias operam no vermelho.

Ainda nos Estados Unidos, o destaque do dia é o relatório de emprego de setembro, o payroll. No Brasil, os investidores aguardam o resultado da produção industrial de agosto.

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Banho de água fria

O coronavírus volta a pesar nos mercados internacionais nesta sexta-feira. Dessa vez, o aumento no número de casos na Europa fica em segundo plano.

A notícia que estampa os principais jornais do mundo é o diagnóstico positivo para a doença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua esposa, Melania Trump. Durante a madrugada, o presidente americano anunciou no Twitter o resultado do teste.

"Esta noite, Melania e eu testamos positivo para covid-19. Vamos iniciar nossa quarentena e processo de recuperação imediatamente. Vamos superar isto juntos"

Na Ásia, parte do mercado não funcionou em razão de um feriado na região. A Bolsa de Tóquio, no entanto, reagiu negativamente e fechou em queda durante a madrugada.

Faltando apenas um mês para as eleições presidenciais americanas, o teste positivo de Trump para covid-19 inspira diversas incertezas. No momento, analistas avaliam se a notícia pode mudar o curso da corrida eleitoral ou até mesmo causar o adiamento das eleições.

Os olhos dos investidores também se voltam para o rival de Trump, o candidato democrata e ex-vice-presidente Joe Biden. Os dois estiveram juntos no primeiro debate da corrida eleitoral na última terça-feira (30).

Na Europa, onde os investidores exibem sinais de cautela nesta manhã, dados fracos do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro também pesa. Contrariando expectativas, o índice recuou 0,3% em setembro.

Nos Estados Unidos, a incerteza em torno do novo cenário faz os índices futuros recuarem mais de 1%

Com o pé direito

O primeiro pregão de outubro foi positivo para a bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,93%, aos 95.478,52 pontos. O dólar também fechou o dia em alta após avançar 0,63%, a R$ 5,6541.

A bolsa brasileira conseguiu superar a cautela com a situação fiscal e os ruídos políticos se apoiando no bom desempenho das ações da Petrobras. Os papéis da petroleira refletiram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de permitir a venda de subsidiárias sem a aprovação do Congresso.

Dia de payroll

O destaque da agenda do dia é a divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos, o payroll (9h). A expectativa é que 800 mil novas vagas tenham sido criadas em setembro, contra s mais de 1,3 milhões de vagas abertas em agosto, o que pode indicar uma desaceleração da recuperação da maior economia do mundo.

Os investidores brasileiros também esperam os dados da produção industrial de agosto (9h). A previsão é que o índice avance cerca de 3,70%.

Fique de olho

  • O BNDES concluiu a venda de sua participação na Suzano. A ação foi precificada em R$ 46 no follow on
  • A Notre Dame Intermédica comprou a Lifeday Planos de Saúde por R$ 70 milhões
  • A Telefônica aprovou a conversão de ações PN em ON, na proporção de 1 para 1.
  • A Hering ganhou o direito de reaver crédito tributário de R$ 178 milhões
  • Construtora Pacaembu adiou precificação da sua oferta inicial de ações.
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