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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Altas e baixas

Klabin, Eletrobras, Ultrapar e BR Distribuidora: os destaques do Ibovespa nesta segunda-feira

As units da Klabin (KLBN11) reagiram positivamente à compra de ativos da IP Brasil, enquanto as ações da Eletrobras subiram após o balanço trimestral da companhia

Victor Aguiar
Victor Aguiar
30 de março de 2020
15:23 - atualizado às 18:08
Homem usando equipamentos de proteção individual com a mão direita numa bobina de papel; imagem simboliza as empresas do setor, como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)
Homem usando equipamentos de proteção individual com a mão direita numa bobina de papel; imagem simboliza as empresas do setor, como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) - Imagem: Shutterstock

Apesar de a tensão global com o coronavírus continuar como pano de fundo para os mercados, foi o noticiário corporativo quem deu as cartas ao Ibovespa nesta segunda-feira (30). Os ativos da Eletrobras e da Klabin apareceram entre as maiores altas do dia, impulsionados por fatores específicos às empresas; no lado oposto, Ultrapar e BR Distribuidora estiveram entre as principais quedas.

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As units da Klabin (KLBN11), por exemplo, fecharam em alta de 5,01%, a R$ 15,73 — na máxima, chegaram a subir 13,28%, a R$ 16,97. E não é por menos: no início do dia, a companhia anunciou uma transação milionária.

A empresa comprou a unidade de papel ondulado e embalagens da International Paper Brasil, por R$ 330 milhões — a IP detém 6,6% de participação de mercado nesse segmento. trata-se, portanto, de uma movimentação estratégica, uma vez que a Klabin possui interesse no setor.

E, de fato, a operação foi bem recebida por analistas. Em relatório, o BTG Pactual diz entender que a administração da Klabin já estava de olho nos ativos da IP há mais de um ano — e, agora, conseguiram dar uma tacada de baixo risco.

"Apesar de alguns investidores questionarem o timing dessa transação, é importante ressaltar que eles estão pagando um preço bastante baixo e que trará um impacto limitado na alavancagem", escrevem Leonardo Correa e Caio Greiner, analistas do BTG.

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O UBS foi outra instituição a elogiar a Klabin, destacando que a operação consolida a empresa como líder no setor de papel ondulado no país, e com um valuation atrativo.

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Ânimo com a Eletrobras

Outro destaque positivo da sessão desta segunda-feira foi a Eletrobras: as ações ON (ELET3) dispararam 10,58% e as PNBs (ELET6) avançaram 6,57%, na esteira dos resultados trimestrais da estatal.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 3,12 bilhões nos três últimos meses de 2019, cifra 77,3% menor na comparação anual. No entanto, vale ressaltar que a Eletrobras contou com efeitos não-recorrentes no quarto trimestre de 2018 que impulsionaram seus números na ocasião.

Considerando o resultado consolidado de 2019, a Eletrobras lucrou R$ 10,74 bilhões, o que representa uma queda de 20% em relação a 2018. Ainda assim, a empresa propôs pagamento de R$ 2,5 bilhões em dividendos.

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Embora os números não tenham sido considerados particularmente fortes pelos analistas, há alguns pontos que se destacaram no balanço. O Credit Suisse, por exemplo, vê o anúncio dos dividendos como um fator positivo; o Safra considerou o resultado 'sem brilho', mas lembrou do potencial de privatização da estatal — especialmente em meio ao surto de covid-19.

"A crise do coronavírus pode incentivar o governo a acelerar as reformas econômicas e o pacote de privatizações, incluindo a Eletrobras. O cronograma para a aprovação do projeto continua como principal fator de influência [para a empresa] e esperamos que a discussão acelere em 2020", diz o Safra.

Distribuidoras em baixa

Na ponta negativa do Ibovespa, as distribuidoras de combustível despontaram entre as principais baixas da sessão — caso de Ultrapar ON (UGPA3), com perda de 3,82%, e BR Distribuidora ON (BRDT3), com queda de 2,54%.

Não há uma notícia específica que esteja punindo o setor como um todo, mas sim a percepção de que o segmento irá sofrer com a desaceleração econômica causada pelo surto de coronavírus. Com uma menor demanda por combustível, tais empresas tendem a ver uma queda na geração de receita.

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Mais cedo, o boletim Focus mostrou um corte brusco nas projeções para a economia brasileira em 2020. Agora, há a previsão de queda de 0,48% do PIB neste ano — na semana passada, o documento estimava um crescimento de 1,47% na atividade doméstica.

Top 5

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
ELET3Eletrobras ON23,31+10,58%
MGLU3Magazine Luiza ON41,60+6,67%
ELET6Eletrobras PNB26,44+6,57%
EQTL3Equatorial ON17,59+6,28%
BRAP4Bradespar PN28,57+5,11%

Confira também as maiores quedas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
RENT3Localiza ON28,70-8,37%
SMLS3Smiles ON13,65-5,93%
COGN3Cogna ON5,06-4,89%
YDUQ3Yduqs ON26,77-4,39%
VVAR3Via Varejo ON5,45-4,39%

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