Ibovespa se firma em alta, mas dólar também fecha no positivo
Apesar de tom negativo em NY, Ibovespa permanece no campo positivo, após tombo de 1,86% ontem; dólar fechou com ganho, na faixa de R$ 5,16
Após uma manhã positiva de recuperação parcial do tombo de ontem, o Ibovespa desacelerou a alta no início desta tarde, depois que os índices acionários americanos todos viraram para queda.
Mais cedo, o índice chegou até a virar para o negativo. Mais para o fim da tarde, porém, o Ibovespa voltou a se firmar em alta, e às 17h15 avançava 0,60% a 116.514 pontos.
As bolsas de Nova York começaram o dia com sinais mistos, com o Nasdaq subindo, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 recuavam. No início da tarde, o Nasdaq chegou a virar para baixa, mas logo voltou a apresentar leve alta. Há pouco, o S&P 500 passou a operar perto da estabilidade. Perto das 17h15, o Dow Jones recuava 0,61%, o S&P 500 caía 0,25% e o Nasdaq tinha alta de 0,32%.
Na Europa, no entanto, o clima do pregão de hoje foi de recuperação dos tombos de ontem, quando repercutiu nos mercados a notícia de que foi identificada no Reino Unido uma nova cepa do coronavírus, mais transmissível.
A notícia levou cerca de 40 países a imporem restrições de viagens e comércio ao país, que também impôs novas restrições à circulação de pessoas, principalmente em Londres.
Estes fatores ainda pesam nas negociações hoje, mas há também certo otimismo com a aprovação do pacote fiscal de US$ 900 bilhões pelo Congresso na madrugada de hoje.
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Assim, enquanto Wall Street tem um tom mais negativo, as bolsas europeias fecharam hoje em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou o dia com ganho de 1,18%, depois de cair 2,30% ontem.
Já dólar à vista, que recuava com a redução da aversão a risco no início do pregão, virou para a alta, e fechou em alta de 0,76%, a R$ 5,1619.
Um dos motivos é o aumento da percepção de risco fiscal com a iminência da votação na Câmara, hoje, da PEC dos municípios, que aumenta a transferência de recursos da União para os municípios e pode elevar o gasto do governo federal em R$ 4 bilhões ao ano.
Indicadores econômicos mistos
Alguns indicadores econômicos divulgados nesta terça pesam para o lado positivo da balança. O Reino Unido revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) britânico teve alta de 16% no terceiro trimestre, ante os três meses anteriores. O desempenho foi melhor do que o esperado pelo mercado.
A leitura final do PIB americano do terceiro trimestre também veio acima do esperado: crescimento anualizado de 33,4%, acima dos 33,1% esperados.
Por outro lado, houve piora na confiança do consumidor americano em dezembro e queda acima do previsto nas vendas de moradias usadas nos Estados Unidos.
Já no Brasil, a inflação se mostra pressionada. O IBGE mostrou, nesta manhã, que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, avançou 1,06% em dezembro e fechou 2020 em 4,23% - maior acumulado no ano desde 2016, quando bateu 6,58%.
Ainda assim, o número veio abaixo da mediana das estimativas coletadas pelo Broadcast, que era de 1,16% para o mês. O setor de serviços continuou com os preços perto da estabilidade ou até com deflação, mostrando que a recuperação econômica ainda é bastante desigual
Apesar da alta do dólar, os juros futuros fecharam em baixa na maioria dos principais vencimentos. Confira:
- Janeiro/2021: de 1,91% para 1,914%;
- Janeiro/2022: de 2,96% para 2,90%;
- Janeiro/2023: de 4,41% para 4,30%;
- Janeiro/2025: de 5,94% para 5,86%.
Quem sobe e quem desce
As ações de frigoríficos se destacam entre as maiores altas do dia, assim como as produtoras de papel e celulose. A alta do dólar contribuiu para valorização dessas empresas exportadoras. Também beneficiam as produtoras de papel e celulose as altas nos preços da celulose.
Na outra ponta do Ibovespa, continuam sofrendo as ações mais sensíveis à pandemia de coronavírus e a restrições de viagens e circulação de pessoas, como CVC e aéreas.
Com a queda de mais de 6% do minério de ferro nesta terça, CSN figura entre as maiores quedas do índice. As ações da Vale (VALE3) também caem forte, com recuo de 0,38%, a R$ 86,53, por volta das 17h20.
Maiores altas
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| SUZB3 | Suzano | 57,68 | +4,42% |
| PRIO3 | PetroRio | 58,80 | +3,89% |
| KLBN11 | Klabin | 25,77 | +3,49% |
| BEEF3 | Minerva | 10,55 | +3,23% |
| MRFG3 | Marfrig | 14,89 | +3,19% |
Maiores baixas
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| CVCB3 | CVC | 18,51 | -6,42% |
| EMBR3 | Embraer | 8,23 | -3,63% |
| AZUL4 | Azul | 35,31 | -3,26% |
| HGTX3 | Hering | 17,15 | -3,22% |
| GOLL4 | Gol | 23,21 | -3,09% |
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