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Mercados hoje

Ibovespa se firma em alta, mas dólar também fecha no positivo

Apesar de tom negativo em NY, Ibovespa permanece no campo positivo, após tombo de 1,86% ontem; dólar fechou com ganho, na faixa de R$ 5,16

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22 de dezembro de 2020
10:51 - atualizado às 17:40
Selo Mercados Touro e Urso Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Após uma manhã positiva de recuperação parcial do tombo de ontem, o Ibovespa desacelerou a alta no início desta tarde, depois que os índices acionários americanos todos viraram para queda.

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Mais cedo, o índice chegou até a virar para o negativo. Mais para o fim da tarde, porém, o Ibovespa voltou a se firmar em alta, e às 17h15 avançava 0,60% a 116.514 pontos.

As bolsas de Nova York começaram o dia com sinais mistos, com o Nasdaq subindo, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 recuavam. No início da tarde, o Nasdaq chegou a virar para baixa, mas logo voltou a apresentar leve alta. Há pouco, o S&P 500 passou a operar perto da estabilidade. Perto das 17h15, o Dow Jones recuava 0,61%, o S&P 500 caía 0,25% e o Nasdaq tinha alta de 0,32%.

Na Europa, no entanto, o clima do pregão de hoje foi de recuperação dos tombos de ontem, quando repercutiu nos mercados a notícia de que foi identificada no Reino Unido uma nova cepa do coronavírus, mais transmissível.

A notícia levou cerca de 40 países a imporem restrições de viagens e comércio ao país, que também impôs novas restrições à circulação de pessoas, principalmente em Londres.

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Estes fatores ainda pesam nas negociações hoje, mas há também certo otimismo com a aprovação do pacote fiscal de US$ 900 bilhões pelo Congresso na madrugada de hoje.

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Assim, enquanto Wall Street tem um tom mais negativo, as bolsas europeias fecharam hoje em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou o dia com ganho de 1,18%, depois de cair 2,30% ontem.

Já dólar à vista, que recuava com a redução da aversão a risco no início do pregão, virou para a alta, e fechou em alta de 0,76%, a R$ 5,1619.

Um dos motivos é o aumento da percepção de risco fiscal com a iminência da votação na Câmara, hoje, da PEC dos municípios, que aumenta a transferência de recursos da União para os municípios e pode elevar o gasto do governo federal em R$ 4 bilhões ao ano.

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Indicadores econômicos mistos

Alguns indicadores econômicos divulgados nesta terça pesam para o lado positivo da balança. O Reino Unido revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) britânico teve alta de 16% no terceiro trimestre, ante os três meses anteriores. O desempenho foi melhor do que o esperado pelo mercado.

A leitura final do PIB americano do terceiro trimestre também veio acima do esperado: crescimento anualizado de 33,4%, acima dos 33,1% esperados.

Por outro lado, houve piora na confiança do consumidor americano em dezembro e queda acima do previsto nas vendas de moradias usadas nos Estados Unidos.

Já no Brasil, a inflação se mostra pressionada. O IBGE mostrou, nesta manhã, que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação, avançou 1,06% em dezembro e fechou 2020 em 4,23% - maior acumulado no ano desde 2016, quando bateu 6,58%.

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Ainda assim, o número veio abaixo da mediana das estimativas coletadas pelo Broadcast, que era de 1,16% para o mês. O setor de serviços continuou com os preços perto da estabilidade ou até com deflação, mostrando que a recuperação econômica ainda é bastante desigual

Apesar da alta do dólar, os juros futuros fecharam em baixa na maioria dos principais vencimentos. Confira:

  • Janeiro/2021: de 1,91% para 1,914%;
  • Janeiro/2022: de 2,96% para 2,90%;
  • Janeiro/2023: de 4,41% para 4,30%;
  • Janeiro/2025: de 5,94% para 5,86%.

Quem sobe e quem desce

As ações de frigoríficos se destacam entre as maiores altas do dia, assim como as produtoras de papel e celulose. A alta do dólar contribuiu para valorização dessas empresas exportadoras. Também beneficiam as produtoras de papel e celulose as altas nos preços da celulose.

Na outra ponta do Ibovespa, continuam sofrendo as ações mais sensíveis à pandemia de coronavírus e a restrições de viagens e circulação de pessoas, como CVC e aéreas.

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Com a queda de mais de 6% do minério de ferro nesta terça, CSN figura entre as maiores quedas do índice. As ações da Vale (VALE3) também caem forte, com recuo de 0,38%, a R$ 86,53, por volta das 17h20.

Maiores altas

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO
SUZB3 Suzano 57,68+4,42%
PRIO3PetroRio58,80+3,89%
KLBN11 Klabin 25,77+3,49%
BEEF3Minerva10,55+3,23%
MRFG3Marfrig14,89+3,19%

Maiores baixas

CÓDIGO EMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO
CVCB3CVC18,51-6,42%
EMBR3 Embraer 8,23-3,63%
AZUL4 Azul 35,31-3,26%
HGTX3Hering17,15-3,22%
GOLL4 Gol23,21-3,09%

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