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mercados agora

Ibovespa se firma em queda após saída de Teich; dólar vira e tem leve alta

O Ibovespa opera em baixa e o dólar fica perto do zero a zero; mercados reagiram negativamente à saída de Nelson Teich do ministério da Saúde

Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Uma sessão que tinha tudo para ser tranquila para os ativos domésticos passou por uma reviravolta: a saída de Nelson Teich do ministério da Saúde elevou a aversão ao risco entre os investidores, fazendo o Ibovespa acentuar as perdas e levando o dólar à vista de volta ao zero a zero — a moeda americana passou boa parte da manhã em baixa.

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Por volta de 15h15, o Ibovespa operava em queda de 0,82%, aos 78.362,72 pontos — mais cedo, o índice chegou a subir 0,67%, aos 79.538,23 pontos. Com isso, a bolsa brasileira fica aquém dos mercados globais: lá foram as principais praças da Europa fecharam em leve alta e os mercados americanos têm ganhos moderados.

No câmbio, o dólar à vista agora tem ligeira valorização de 0,27%, a R$ 5,8353, distante das mínimas do dia, a R$ 5,7607 (-1,01%). Com o desempenho do momento, a moeda americana caminha para fechar a semana com uma alta acumulada de mais de 1,5%.

  • A edição desta sexta-feira do podcast Touros e Ursos já está no ar! Os repórteres Victor Aguiar e Julia Wiltgen comentaram os principais assuntos que movimentaram os mercados na semana, com destaque para a escalada do dólar rumo aos R$ 6,00:

O ministério da Saúde confirmou a saída de Nelson Teich do comando da pasta por volta das 12h, horário em que os ativos domésticos começaram a piorar. O governo fará uma coletiva de imprensa ainda hoje — o antigo ministro permaneceu menos de um mês no cargo.

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Considerando que a curva de contágio do coronavírus ainda está numa fase ascendente no Brasil e que diversas capitais já estudam a implantação de um lockdown total para combater a doença, a nova troca na Saúde gera mais turbulências no já conturbado cenário político.

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E, considerando as incertezas vindas de Brasília, os investidores reagiram com cautela à notícia — o que sempre implica numa redução nas posições em bolsa e numa maior demanda por dólares, de modo a diminuir a exposição desnecessária ao risco.

Teich assumiu a pasta em 17 de abril, após o então ministro Luiz Henrique Mandetta deixar o cargo por divergências com o presidente Jair Bolsonaro, em especial sobre o isolamento social.

Na segunda-feira, Teich soube em uma entrevista coletiva que o presidente havia editado um decreto ampliando as atividades consideradas essenciais durante a pandemia, incluindo salões de beleza e academias.

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Havia também divergências entre o ministro e Bolsonaro sobre uso da cloroquina em pacientes da covid-19. Hoje, a recomendação da pasta é para casos graves e de internação, enquanto o presidente defende a prescrição ampla da substância — cujo efeito contra a doença não é comprovado.

Exterior cauteloso

Além do novo episódio na crise política doméstica, os mercados também precisam lidar com o tom mais cauteloso visto lá fora: nos Estados Unidos, as vendas no varejo despencaram 16,4% em abril, marcando a maior retração mensal da série histórica no país.

Os dados mais fracos da atividade nos EUA ganham ainda mais relevância em meio às discussões quanto a uma possível precipitação na reabertura da economia do país, considerando que uma 'segunda onda' do coronavírus começa a ganhar força na Ásia.

Assim, em meio à economia já dando sinais intensos de recessão e às dúvidas quanto ao cronograma para uma eventual recuperação, a prudência acaba dominando as negociações no exterior.

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Ainda lá fora, a China informou um avanço de 3,9% da produção industrial em abril, após queda no mês anterior, e uma queda de 7,5% das vendas no varejo, contra uma baixa de 15,8% em março.

Na zona do euro, o PIB encolheu 3,8% no primeiro trimestre de 2020 ante o quarto trimestre de 2019 — maior contração numa série histórica iniciada em 1995.

[captacao]

Juros em queda

O mercado de juros, por outro lado, seguiu em trajetória de baixa, sem se abalar muito com a turbulência política — os DIs reagem às perspectivas de forte retração do PIB do país, conforme indicado pelo resultado do IBC-Br de março:

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  • Janeiro/2021: de 2,62% para 2,56%;
  • Janeiro/2022: de 3,66% para 3,52%;
  • Janeiro/2023: de 4,84% para 4,74%;
  • Janeiro/2025: de 6,80% para 6,73%.

Agenda cheia

A Petrobras divulgou um prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre, mas com resultados operacionais agradaram o mercado. Como resultado, as ações da estatal operam em alta: os papéis ON (PETR3) sobem 2,09%, enquanto os PNs (PETR4) avançam 0,52%.

Os papéis da B3 sobem mais de 4% depois de a empresa reportar um lucro de R$ 1,025 bilhão no três primeiros meses do ano, um avanço de 69,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa no momento:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
HGTX3Cia Hering ON12,54 +12,97%
B3SA3B3 ON40,09 +6,00%
GOLL4Gol PN10,97 +5,18%
BRKM5Braskem PNA23,26 +4,92%
RENT3Localiza ON30,63 +4,57%

Confira também as cinco maiores quedas do índice:

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CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
PCAR3GPA ON55,48 -7,38%
CYRE3Cyrela ON12,69 -6,90%
GGBR4Gerdau PN11,04 -5,96%
RAIL3Rumo ON19,46 -5,26%
SUZB3Suzano ON45,09 -5,15%
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