O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Dão tom às negociações os dados de desemprego nos EUA, de atividade econômica brasileira – especialmente no setor de serviços – e a contínua instabilidade em Brasília
O Ibovespa volta a refletir os temores quanto aos impactos do novo coronavírus na economia e opera em queda firme nesta sexta-feira (3), revertendo os ganhos contabilizados ontem. Dados de desemprego nos Estados Unidos, de atividade econômica brasileira e conflitos políticos em Brasília dão o tom às negociações.
Por volta das 16h05, o índice recuava 4,26%, aos 69.177,10 pontos, influenciado pelo mau humor visto lá fora: na Europa, as principais praças operam em queda e, nos Estados Unidos, o Dow Jones (-1,49%), o S&P 500 (-1,61%) e o Nasdaq (-1,71%) caem em bloco.
No câmbio, o dia também é de estresse: o dólar à vista subia 0,72% no mesmo horário e, com isso, já aparece na faixa de R$ 5,3040 — é a primeira vez que a moeda americana ultrapassa o nível de R$ 5,30.
Em parte, o pessimismo reflete o relatório de empregos dos Estados Unidos em março, um dos primeiros indicadores a capturar os efeitos da crise do coronavírus: o país cortou 701 mil empregos em março, segundo dados publicados nesta sexta-feira (3) pelo Departamento do Trabalho. Com o resultado, a taxa de desemprego avançou de 3,4% para 4,4%.
Por aqui, as notícias também não são animadoras: no Brasil, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto caiu para 37,6 pontos em março, de 50,9 em fevereiro. A retração foi puxada pelo setor de serviços que, em março, caiu para 34,5, de 50,4 em fevereiro.
"Os dados de março mostram que o fechamento de empresas, o cancelamento de pedidos e a diminuição da demanda por parte dos clientes em meio à emergência de saúde pública da covid-19 resultaram numa rápida queda no volume de produção do setor de serviços" disse em nota, o diretor de Economia da IHS Markit, Tim Moore.
Leia Também
O PMI composto da zona do euro também recuou, de 51,6 em fevereiro para a mínima histórica de 29,7 em março, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit. O resultado ficou bem abaixo da leitura prévia de março e da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 31,4 em ambos os casos.
Em meio aos dados fracos de atividade econômica, os mercados vêem alívio com a hipótese de um corte total na produção de 10 milhões de barris por dia (bpd) promovido pela Opep+ — aliança formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados.
A medida seria uma forma de reagir aos efeitos adversos da pandemia de coronavírus no mercado da commodity. Segundo fontes ouvidas pela Dow Jones, a Arábia Saudita se responsabilizaria por uma redução de ao menos 3 milhões de bpd em sua oferta e a Rússia, de 1,5 milhão de bpd. EUA, Canadá e Brasil diminuiriam sua produção em quase 2 milhões de bpd.
Mais cedo, a agência informou ter ouvido de fontes que a Opep+ planeja uma teleconferência na segunda-feira (06) para debater um eventual corte de ao menos 6 milhões de bpd em sua produção.
O noticiário mais positivo referente ao mercado de commodities dá um novo ânimo às cotações do petróleo: no momento, o WTI para maio sobe 8,97%, a US$ 27,60 o barril, enquanto o Brent para junho avança 11,96%, a US$ 33,59 — ontem, ambos os contratos dispararam mais de 20%.
Mas, apesar desse novo salto na commodity, o mercado continua assumindo uma postura bastante negativa em relação ao estado da economia global — tanto é que nem mesmo as ações da Petrobras conseguem subir hoje.
Os papéis ON da estatal (PETR3) operam em baixa de 2,07%, enquanto os PNs (PETR4) caem 2,58%, devolvendo parte dos ganhos de mais de 8% contabilizados na sessão anterior.
Em Brasília, novos ataques do presidente Jair Bolsonaro a governadores e críticas ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aumentaram o sentimento de instabilidade política entre poderes. Ontem, o chefe do Executivo disse que o ministro “extrapolou” na gestão da pandemia do novo coronavírus e que falta humildade a Mandetta.
Considerando todo esse cenário, as curvas de juros de curto prazo seguem exibindo um leve viés negativo, com os investidores firmes na aposta de mais cortes na Selic para estimular a economia doméstica. Os vencimentos mais longos, por outro lado, operam em leve alta:
São poucas as ações do Ibovespa que conseguem operar em alta nesta sexta-feira. Veja abaixo quais são os ativos com melhor desempenho do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| COGN3 | Cogna ON | 3,68 | +0,55% |
| TAEE11 | Taesa units | 26,36 | +0,04% |
| CYRE3 | Cyrela ON | 12,39 | -0,48% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | 20,44 | -0,87% |
| VIVT4 | Telefônica Brasil PN | 51,20 | -1,23% |
Confira também as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| USIM5 | Usiminas PNA | 4,07 | -12,10% |
| CSNA3 | CSN ON | 6,19 | -11,19% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | 4,09 | -10,31% |
| SMLS3 | Smiles ON | 10,77 | -10,25% |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | 8,11 | -9,89% |
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação
Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos
O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM