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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Bolsa e dólar hoje

Ibovespa retoma 104 mil pontos e opera perto da estabilidade; dólar continua em forte queda

Dia tem agenda esvaziada, e mercado monitora novas tensões entre Estados Unidos e China

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
22 de julho de 2020
10:39 - atualizado às 17:01
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa aprofundou a queda na tarde desta quarta-feira (22), chegando a perder o patamar dos 104 mil pontos. Mas há pouco o índice desacelerou as perdas e passou a cair apenas 0,07%, aos 104.240,53 pontos. O dólar à vista, porém, segue em queda forte, recuando 1,87%, a R$ 5,1137.

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Segundo Jefferson Rugik, diretor da Correparti, o que se vê no câmbio é uma continuidade do movimento de ontem, de desmonte de posições defensivas em razão da melhora dos cenários global e interno.

Os avanços nas vacinas contra o coronavírus, a aprovação de um pacote de ajuda de 1,8 trilhão de euros na União Europeia e as negociações de mais estímulos nos Estados Unidos contribuem para a redução da aversão a risco. O envio da proposta de reforma tributária do governo para o Congresso ontem, por sua vez, contribui para a melhora da percepção de risco no cenário doméstico.

"Essa nova posição do governo de negociar com o Congresso, de o próprio ministro da Economia ir ao Senado entregar a proposta, é muito positiva e ajuda nesse desmonte de posições defensivas", diz Rugik.

Agenda esvaziada e tensões entre EUA e China

O dia tem agenda esvaziada e sem novidades que possam sustentar uma continuidade dos ganhos nas bolsas. Wall Street abriu em alta, mas perdeu força no fim da manhã, enquanto as bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com perda de 0,87%.

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Há pouco, porém, as bolsas americanas deram uma acelerada. O Dow Jones subia 0,64%, o S&P 500 avançava 0,61% e o Nasdaq tinha baixa de 0,24%.

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As bolsas asiáticas também fecharam majoritariamente em baixa, diante das preocupações dos investidores com o avanço dos casos de coronavírus nos Estados Unidos. Também preocupa a situação da doença no Japão e em Hong Kong. Apenas as bolsas chinesas e de Taiwan fecharam com ganhos.

O mercado monitora um novo fator de tensão no âmbito geopolítico, que contribui para segurar o desempenho das bolsas. O governo americano fechou o consulado chinês em Houston, no estado do Texas, e a China ameaçou retaliar com o fechamento do consulado americano em Wuhan.

Os Estados Unidos justificaram a iniciativa dizendo que o fechamento do consulado é para "proteger propriedade intelectual americana e informações privadas de americanos". Os EUA acusam a China de roubo de segredos comerciais e militares.

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Os juros futuros fecharam com sinais mistos. Confira os principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 2,04% para 2,035% (-0,25%);
  • Janeiro/2022: de 2,96% para 2,97% (+0,34%);
  • Janeiro/2023: de 4,03% para 4,07% (+0,99%);
  • Janeiro/2025: de 5,49% para 5,55% (+1,09%).

As ações da Weg têm a maior alta do Ibovespa nesta manhã, após a companhia divulgar números positivos no balanço do segundo trimestre. Às 16h46, os papéis da companhia (WEGE3) disparavam 13,86%.

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