Menu
2020-09-21T16:46:15-03:00
Ricardo Gozzi
mercado agora

Ibovespa opera em queda e dólar sobe com escândalo envolvendo bancos da Europa e dos EUA

Aumento de casos de covid-19 na Europa e morte de juíza federal norte-americana constituem ingredientes adicionais à forte aversão ao risco nos mercados globais

21 de setembro de 2020
10:16 - atualizado às 16:46
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa inicia a semana em queda e o dólar sobe em relação ao real repercutindo a forte aversão ao risco observada nos mercados internacionais.

A revelação de que JPMorgan, Deutsche Bank, HSBC, Standard Chartered Bank e Bank of New York Mellon teriam movimentado mais de US$ 2 trilhões em operações sinalizadas como suspeitas pelos organismos de controle das próprias instituições financeiras, entre 1999 e 2017, abala os mercados financeiros em escala global nesta segunda-feira.

As operações suspeitas denunciadas em reportagem do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos incluem lavagem de dinheiro e diversos outros crimes financeiros.

Apesar do impacto visto hoje nas ações do setor financeiro, analistas consideram que a denúncia não deve levar a um aperto regulatório no Brasil pelo fatos de as medidas por aqui serem consideradas mais rigorosas do que em outros países.

Também causam preocupação o novo aumento de casos do novo coronavírus na Europa e a notícia do falecimento da juíza federal norte-americana Ruth Bader Ginsberg.

O aumento dos casos de covid-19 na Europa tem impacto principalmente sobre as ações ligadas a viagens e turismo. Já os papéis ligados relacionados com comércio eletrônico sobem diante da perspectiva de aumento de vendas em caso de novas medidas de restrição.

Enquanto isso, a vaga aberta na Suprema Corte dos EUA com a morte da magistrada tende a dar início a uma acirrada disputa pela nomeação restando apenas algumas semanas para as eleições presidenciais norte-americanas.

Com isso, as bolsas europeias fecharam em queda acentuada, os principais índices de ações de Wall Street operam no vermelho e o Ibovespa recua, disputando o nível de suporte de 96 mil pontos.

Por volta das 16h45, o principal índice do mercado brasileiro de ações recuava 1,53%, aos 96.788 pontos, em forte queda, mas longe das mínimas da sessão.

Agenda da semana inspira cautela

O noticiário negativo se soma a uma agenda que tem todos os ingredientes para inspirar cautela tanto no Brasil quanto no exterior no decorrer da semana.

Nos EUA, o presidente do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, prestará testemunhos perante o Congresso dos EUA amanhã, na quarta e na quinta-feiras.

Por aqui, o Banco Central (BC) divulgará amanhã a ata da reunião do Comitê de Política Monetária realizada na semana passada. Na quinta-feira, o BC publicará seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que será seguido de uma entrevista coletiva do presidente da autoridade monetária brasileira, Roberto Campos Neto.

A agenda envolvendo o Fed e o BC ocorre em um momento no qual a fé dos investidores nos banqueiros centrais está sendo testada em meio a temores de que os estímulos financeiros concedidos até agora não sejam suficientes para fazer frente à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Dólar e juro

Enquanto o Ibovespa cai, o dólar sobe em relação ao real repercutindo a aversão ao risco vinda de fora.

O movimento fortalece a moeda norte-americana praticamente ante todas as divisas mais líquidas, mas passou a perder um pouco de força no meio da tarde.

Por volta das 16h45, o dólar subia 0,45%, cotado a R$ 5,4020.

Já os contratos de juros futuros subiram acompanhando o dólar, especialmente nos trechos mais longos, mas encerraram perto das mínimas da sessão.

Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:

  • Janeiro/2022: de 2,970% para 3,000%;
  • Janeiro/2023: de 4,380% para 4,440%;
  • Janeiro/2025: de 6,300% para 6,400%;
  • Janeiro/2027: de 7,280% para 7,340%.
Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

seu dinheiro na sua noite

Fidelidade em baixa com a pandemia

Não, não estou falando da fidelidade entre casais. Até porque, por mais que a convivência excessiva em família na quarentena tenha abalado alguns casamentos, o momento não anda muito propício às puladas de cerca. Estou falando do setor de fidelidade, que abarca as empresas de programas de pontos e milhagem, sobretudo aqueles ligados às companhias […]

Empresa ligada à Vale

Justiça aprova pedido de Recuperação Judicial da Samarco

RJ não terá impacto nas atividades operacionais da mineradora, nem nas ações de reparação e compensação pela tragédia de Mariana

FECHAMENTO

Ibovespa ignora tensão em Brasília e NY no vermelho e avança 1%; dólar também sobe

Enquanto as blue chips garantiram o bom desempenho do Ibovespa, o dólar avançou 0,84%, pressionado pelo noticiário em Brasília

Exaltou integração

Presidente do Banco Central não enxerga competição entre bancos e fintechs

Segundo Campos Neto, a integração entre as mídias sociais e o sistema financeiro é maior inovação que existe no momento

Menos pontos e milhas

Setor de empresas de fidelidade encolhe quase 30% em 2020

O segmento de fidelidade movimentou R$ 5,3 bilhões em 2020, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF)

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies