Ibovespa volta ao campo positivo, enquanto dólar despenca para menos de R$ 5,20
Apesar de exterior positivo, Ibovespa passa por aparente realização de lucros; dólar, porém, cai mais de 2% em dia de pouca aversão a risco
A bolsa brasileira começou esta terça-feira (21) em alta, rompendo os 105 mil pontos, mas virou o sinal e passou a cair no fim da manhã, chegando a perder os 104 mil pontos. Desde o fim da manhã, vem alternando altas e quedas. Às 16h30, o índice voltou para o campo positivo, subindo 0,08%, aos 104.510,46. O dólar à vista, no entanto, tem permanecido em queda forte durante todo o pregão, recuando agora 2,57% a R$ 5,2043.
Apesar da virada do Ibovespa nesta manhã, não houve nenhuma notícia que pudesse justificar o desempenho negativo da bolsa brasileira, e lá fora permanece o clima de otimismo. Em Nova York, há pouco, o Dow Jones avançava 0,71%, o S&P 500 subia 0,22% e o Nasdaq tinha queda de 0,67%. As bolsas europeias, asiáticas e da Oceania fecharam em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou o pregão com ganho de 0,31%.
Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, acredita que as quedas do Ibovespa no pregão de hoje se tratem apenas de um ajuste técnico, com uma realização de lucros após as altas mais recentes, antes de o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregar a proposta de reforma tributária do governo hoje à tarde. O ministro entregou o texto no início da tarde de hoje.
Otimismo externo e no câmbio
O clima no mundo nesta terça-feira é de menor aversão a risco, após avanços nas pesquisas de vacinas contra o coronavírus noticiados ontem, além de um acordo entre líderes da União Europeia em torno de um pacote orçamentário para conter a crise econômica causada pela pandemia de covid-19.
Ontem, a Pfizer anunciou que as pesquisas da sua vacina contra o coronavírus, desenvolvidas junto à BioNTech, tiveram resultados positivos na Alemanha. Já a revista científica The Lancet publicou que a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca produziu resposta imunológica em um estudo com mil participantes. Na China, a CanSino Biologics também obteve resposta imune dos cerca de 500 voluntários testados.
Ontem também chegaram ao fim as negociações entre líderes da União Europeia em torno de um pacote de 1,8 trilhão de euros para conter a crise econômica no bloco. Os líderes decidiram por um plano de recuperação de 750 bilhões de euros, dos quais 390 bilhões serão oferecidos em doações e o restante em empréstimos.
Leia Também
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Segundo Luciano Rostagno, estrategista do Banco Mizuho, este é o componente externo que leva o real, assim como outras moedas emergentes, a ganharem força ante o dólar nesta terça-feira. Mas o real é a moeda emergente que apresenta a maior alta no pregão de hoje, "o que nos leva a crer que haja também um componente local", diz.
Para ele, trata-se do otimismo do mercado com o avanço na reforma tributária, uma vez que o andamento das reformas sinaliza uma trajetória positiva para as contas públicas. E num cenário de crise provocada por uma pandemia, a dificuldade de manter as contas públicas sob controle vem pesando sobre a cotação do real ante a moeda americana.
"Agora parece que poderemos discutir a reforma tributária em bases mais construtivas, o que aumenta a chance de avançarmos neste tema", diz Rostagno.
Os juros futuros não acompanharam a queda do dólar e fecharam em alta em todos os principais vencimentos:
- Janeiro/2021: de 2,03% para 2,06% (+1,48%);
- Janeiro/2022: de 2,92% para 3,00% (+2,74%);
- Janeiro/2023: de 4,01% para 4,07% (+1,50%);
- Janeiro/2025: de 5,50% para 5,51% (+0,18%).
Petrobras ainda sobe forte
As ações da Petrobras, entretanto, ainda apresentam alta forte, em dia de apresentação do relatório de produção do segundo trimestre. Os papéis repercutem o avanço de 2,40% no petróleo tipo Brent com vencimento em setembro, que fechou cotado a US$ 44,32. Às 16h39, as ações preferenciais (PETR4) subiam 2,90%, e as ordinárias (PETR3) avançavam 2,21%.
Os papéis da Vale (VALE3), por outro lado, caíam 1,48% no mesmo horário. A mineradora apresentou relatório de produção do segundo trimestre ontem à noite, com crescimento da produção de minério um pouco abaixo do esperado.
Qualicorp na Lava Jato
As ações da Qualicorp (QUAL3) têm a maior queda do dia, depois que a sede da empresa foi alvo de busca e apreensão de documentos pela Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral de São Paulo na manhã desta terça.
A ação faz parte da Operação Paralelo 23 - a terceira fase da operação Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo - e investiga suposto caixa dois de R$ 5 milhões ao ex-governador José Serra (PSDB) na campanha de 2014, quando foi eleito senador.
Às 16h40, os papéis recuavam 6,12%.
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores
