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Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

Mercados hoje

Ibovespa acentua queda e dólar vai às máximas da sessão após ata do Fed

B3 seguia na contramão dos mercados internacionais pela 3ª sessão seguida até ata do Fed pesar sobre os negócios de forma generalizada

Ricardo Gozzi
19 de agosto de 2020
10:44 - atualizado às 17:03
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa acentuou a queda e o dólar atingiu as máximas da sessão desta quarta-feira depois da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve Bank (o banco central norte-americano).

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Depois de abrir em alta acompanhando a retomada do otimismo no exterior, o principal índice do mercado brasileiro de ações passou a cair logo nos primeiros minutos de pregão e assim persiste desde então, refletindo temores locais com o possível rompimento do teto de gastos.

A divulgação da ata do Fed arrastou os principais índices da bolsa de Nova York para o território negativo. Consequentemente, o Ibovespa acentuou o declínio. Por volta das 16h40, o Ibovespa operava em queda de 1%, aos 101.059 pontos, perto das mínimas da sessão.

Na ata, o Fed cortou as projeções para o crescimento econômico dos EUA no que resta do ano, acrescentando que a "natureza incomum" da pandemia do novo coronavírus dificulta a análise dos fatores de risco à economia.

Enquanto isso, em mais um dia de agenda vazia no cenário local, os investidores aguardavam o resultado de uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à espera de notícias sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021.

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O principal temor entre os investidores é que a proposta orçamentária, que precisa ser entregue pelo governo ao Congresso até o fim do mês, sinalize algum rompimento do teto de gastos.

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Também estava no radar o encontro de Maia com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e representantes da Febraban na busca por uma solução que resulte na redução das astronômicas taxas de juros cobradas por instituições financeiras nas linhas de cheque especial e rotativo do cartão de crédito.

Dólar e juro

Já o dólar disparou e passou a renovar sucessivamente as máximas da sessão tanto no Brasil quanto no exterior logo depois da divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano).

A moeda norte-americana já operava acima da marca de R$ 5,50 desde o início da tarde desta quarta-feira em meio a persistentes temores com relação ao teto de gastos no Brasil às vésperas da apresentação da proposta de orçamento do governo para 2021.

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Depois da divulgação da ata, o dólar passou a subir tanto ante moedas fortes quanto a divisas de países emergentes em meio à sinalização de riscos à recuperação econômica norte-americana em meio à pandemia do novo coronavírus.

Com isso, o dólar visita a faixa dos R$ 5,50 pela terceira vez esta semana e retorna aos níveis mais elevados ante o real desde 22 de maio, chegando à marca de R$ 5,5380 na máxima do dia.

Por volta das 16h40, a moeda norte-americana subia 1,25%, cotada a R$ 5,5352.

Já os contratos de juros futuros, depois de abrirem em queda, passaram a subir depois de o dólar ter acelerado a alta até encerrarem próximos das máximas da sessão.

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Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:

  • Janeiro/2022: de 2,690% para 2,780%;
  • Janeiro/2023: de 3,880% para 4,000%;
  • Janeiro/2025: de 5,680% para 5,830%;
  • Janeiro/2027: de 6,700% para 6,850%.

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