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B3 seguia na contramão dos mercados internacionais pela 3ª sessão seguida até ata do Fed pesar sobre os negócios de forma generalizada
O Ibovespa acentuou a queda e o dólar atingiu as máximas da sessão desta quarta-feira depois da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve Bank (o banco central norte-americano).
Depois de abrir em alta acompanhando a retomada do otimismo no exterior, o principal índice do mercado brasileiro de ações passou a cair logo nos primeiros minutos de pregão e assim persiste desde então, refletindo temores locais com o possível rompimento do teto de gastos.
A divulgação da ata do Fed arrastou os principais índices da bolsa de Nova York para o território negativo. Consequentemente, o Ibovespa acentuou o declínio. Por volta das 16h40, o Ibovespa operava em queda de 1%, aos 101.059 pontos, perto das mínimas da sessão.
Na ata, o Fed cortou as projeções para o crescimento econômico dos EUA no que resta do ano, acrescentando que a "natureza incomum" da pandemia do novo coronavírus dificulta a análise dos fatores de risco à economia.
Enquanto isso, em mais um dia de agenda vazia no cenário local, os investidores aguardavam o resultado de uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à espera de notícias sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021.
O principal temor entre os investidores é que a proposta orçamentária, que precisa ser entregue pelo governo ao Congresso até o fim do mês, sinalize algum rompimento do teto de gastos.
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Também estava no radar o encontro de Maia com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e representantes da Febraban na busca por uma solução que resulte na redução das astronômicas taxas de juros cobradas por instituições financeiras nas linhas de cheque especial e rotativo do cartão de crédito.
Já o dólar disparou e passou a renovar sucessivamente as máximas da sessão tanto no Brasil quanto no exterior logo depois da divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano).
A moeda norte-americana já operava acima da marca de R$ 5,50 desde o início da tarde desta quarta-feira em meio a persistentes temores com relação ao teto de gastos no Brasil às vésperas da apresentação da proposta de orçamento do governo para 2021.
Depois da divulgação da ata, o dólar passou a subir tanto ante moedas fortes quanto a divisas de países emergentes em meio à sinalização de riscos à recuperação econômica norte-americana em meio à pandemia do novo coronavírus.
Com isso, o dólar visita a faixa dos R$ 5,50 pela terceira vez esta semana e retorna aos níveis mais elevados ante o real desde 22 de maio, chegando à marca de R$ 5,5380 na máxima do dia.
Por volta das 16h40, a moeda norte-americana subia 1,25%, cotada a R$ 5,5352.
Já os contratos de juros futuros, depois de abrirem em queda, passaram a subir depois de o dólar ter acelerado a alta até encerrarem próximos das máximas da sessão.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
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O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
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