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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Mercados hoje

Ibovespa se firma em alta, puxado por Vale e Petrobras; dólar vira e cai a R$ 5,34

Os mercados globais seguem preocupados com a explosão de novos casos de Covid-19 nos EUA e com dados não tão fortes na Europa. Por outro lado, o fortalecimento da economia na China e o início da temporada de balanços em Wall Street traz ânimo aos investidores

Victor Aguiar
Victor Aguiar
14 de julho de 2020
10:29 - atualizado às 16:36
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A onda de cautela que tomou conta das bolsas globais no fim da sessão anterior continua influenciando os investidores nesta terça-feira (14): o Ibovespa teve um início de sessão instável, ainda repercutindo o aumento dos casos de Covid-19 nos EUA. Essa prudência, no entanto, foi neutralizada pelo bom desempenho das ações da Vale e da Petrobras.

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Logo após a abertura, o Ibovespa chegou a cair 0,41%, aos 98.288,81 pontos, mas, por volta de 16h35, já subia 1,66%, aos 100.339,67 pontos. Fenômeno semelhante foi visto no câmbio: o dólar à vista bateu os R$ 5,4538 mais cedo (+1,21%), mas, agora, cai 0,90%, a R$ 5,3401.

  • Eu gravei um vídeo para explicar um pouco melhor a dinâmica por trás dos mercados nesta terça-feira. Veja abaixo:

No exterior, o clima é ligeiramente mais cauteloso nos mercados acionários: as bolsas da Europa fecharam em baixa, mas, nos EUA, o Dow Jones (+1,22%) e o S&P 500 (+0,47%) sobem, enquanto o Nasdaq (-0,04%) segue em ligeira baixa; na Europa, as principais praças fecharam em queda.

Há uma série de fatores trazendo desconforto aos agentes financeiros nesta terça-feira. Em primeiro plano, aparece a preocupação em relação ao forte aumento nos novos casos de coronavírus nos EUA — um cenário que, ontem, fez o estado da Califórnia determinar um novo fechamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos.

A medida aumenta os temores do mercado quanto a um retrocesso de grande porte nos esforços para reabertura da economia americana, o que, se concretizado, provocaria um forte impacto sobre o nível de atividade do país — e, consequentemente, do mundo.

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Soma-se a esse panorama preocupante uma série de dados econômicos mais fracos que o esperado na Europa: a produção industrial na zona do euro e o PIB do Reino Unido avançaram num ritmo menos intenso que o projetado por analistas, o que reduz o entusiasmo em relação à recuperação rápida da economia do continente.

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Por outro lado, também temos notícias mais animadoras no front internacional: nos EUA, o início da temporada de balanços do segundo trimestre mostrou resultados não tão fracos quanto o imaginado do JPMorgan, Wells Fargo e Citi, o que foi visto como um bom sinal pelos investidores.

Há ainda um quadro mais benéfico na China: por lá, a balança comercial de junho mostrou uma tendência positiva para a economia, com exportações e importações surpreendendo — um contexto que dá força às ações ligadas ao setor de commodities, já que o gigante asiático é o principal consumidor global de produtos como petróleo e minério de ferro.

A somatória desses fatores dá origem a essa sessão cheia de nuances: o noticiário referente ao coronavírus inspira alguma cautela aos investidores e ainda segura o dólar acima dos R$ 5,30; por outro lado, os bons dados da China animam papéis como Vale ON (VALE3) e Petrobras ON (PETR3), enquanto a surpresa marginalmente positiva com o balanço dos bancos nos EUA dá forças aos índices acionários.

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IBC-Br acelera

No Brasil, destaque para o resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que registrou alta de 1,31% em maio em relação a abril — um indicador de que o PIB do país voltou a crescer no mês. O dado, contudo, ficou muito aquém do esperado pelo mercado, que trabalhava com uma estimativa de avanço de mais de 4%.

Assim, o mercado de juros futuros opera em baixa nesta terça, ajustando-se ao cenário de recuperação econômica mais lenta que a projetada — o que abre espaço para mais cortes na Selic no curto prazo e para a manutenção das taxas em níveis baixos por mais tempo:

  • Janeiro/2021: de 2,07% para 2,05%;
  • Janeiro/2022: de 3,05% para 3,01%;
  • Janeiro/2023: de 4,14% para 4,10%;
  • Janeiro/2025: de 5,65% para 5,60%.

Top 5

Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta terça. Assim como ontem, ações do setor de commodities, como Vale e Petrobras, têm desempenhos positivos, na esteira da recuperação do mercado chinês:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
VALE3Vale ON61,03+5,86%
BRAP4Bradespar PN40,26+5,53%
PETR3Petrobras ON23,46+2,67%
UGPA3Ultrapar ON18,64+5,31%
PETR4Petrobras PN22,63+2,12%

Confira também as cinco maiores baixas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
BPAC11BTG Pactual units82,25-2,69%
CIEL3Cielo ON4,86-2,41%
CMIG4Cemig PN11,43-2,06%
ABEV3Ambev ON13,72-2,00%
EMBR3Embraer ON8,02-1,72%

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