Ibovespa avança mais de 1% e dólar sobe a R$ 4,48; coronavírus segue no radar do mercado
Apesar das tensões em relação ao coronavírus continuarem elevadas, o Ibovespa encontra espaço para uma leve recuperação nesta segunda-feira, após as fortes baixas da semana passada
Após uma semana das mais tensas, os mercados globais estão um pouco menos pressionados nesta segunda-feira (2). As bolsas da Ásia conseguiram fechar em alta e as praças acionárias dos EUA exibem ganhos firmes — e, nesse cenário, o Ibovespa consegue recuperar mais um pouco do terreno perdido recentemente.
Por volta de 17h10, o índice brasileiro operava em alta de 1,30%, aos 105.525,65 pontos, dando continuidade ao movimento visto na última sexta-feira (28), quando o Ibovespa conseguiu fechar em alta de 1,15%. O dólar à vista, por outro lado, teve uma sessão mais instável.
Ao longo do dia, a moeda americana oscilou entre os R$ 4,4717 (-0,15%) e os R$ 4,5066 (+0,63%) — no fechamento, subiu 0,19%, a R$ 4,4870, cravando mais um recorde de encerramento. É a nona alta consecutiva da divisa.
O surto global de coronavírus continua sendo acompanhado de perto pelos investidores. Ao longo do fim de semana, foram registrados inúmeros novos casos da doença ao redor do mundo e as duas primeiras mortes nos Estados Unidos.
Ao todo, já são mais de três mil óbitos por causa do vírus, com quase 90 mil pessoas infectadas no mundo. No Brasil, um segundo caso foi diagnosticado, também em São Paulo.
Mas, apesar de a doença continuar avançando, os investidores mostram certa disposição a voltar a assumir riscos na bolsa, especialmente após a forte correção vista em fevereiro. Vale lembrar que, apenas em fevereiro, o Ibovespa acumulou perdas de mais de 8% — as bolsas americanas foram ainda pior, recuando mais de 10%.
Leia Também
Além disso, sinais emitidos pelos bancos centrais do Japão e da zona do euro, mostrando disposição para tomar medidas que amenizem os impactos econômicos decorrentes do surto global, servem para injetar algum ânimo nas bolsas.
É claro que ainda é cedo para falar num movimento de retomada dos mercados acionários. A cautela, afinal, permanece elevada — e o comportamento visto no câmbio deixa claro que os agentes financeiros continuam acuados pela doença.
Sem alívio no dólar
Em paralelo à recuperação da bolsa, também vimos uma pressão persistente no dólar à vista, num movimento de busca por proteção. Em meio às incertezas no médio prazo, os investidores optaram por manter suas posições na divisa americana.
As curvas de juros, por outro lado, continuaram em baixa, dada a percepção de que o Banco Central (BC) terá de continuar cortando a Selic para dar sustentação à economia doméstica.
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o economista-chefe do UBS e ex-diretor do BC, Tony Volpon, afirma que o coronavírus poderá fazer com que o Copom corte juros já na próxima reunião.
Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta segunda-feira:
- Janeiro/2021: de 4,09% para 3,96%;
- Janeiro/2022: de 4,59% para 4,36%;
- Janeiro/2023: de 5,24% para 4,98%;
- Janeiro/2025: de 6,14% para 5,90%;
- Janeiro/2027: de 6,63% para 6,41%.
Contrastes
A sessão desta segunda-feira é marcada por desempenhos contrastantes no Ibovespa. Algumas ações sobem forte e recuperam-se das perdas da semana passada; outras caem com intensidade, dando continuidade ao movimento recente de correção.
No lado positivo, destaque para Hypera ON (HYPE3), em forte alta de 17,46% após anunciar a compra de um portfólio de medicamentos que inclui marcas como Dramin e Neosaldina, por US$ 825 milhões.
Papéis ligados ao setor de mineração e siderurgia também aparecem entre as maiores altas do dia, em meio à valorização de 8,59% no minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao — cotação que serve como referência para o mercado.
É o caso de CSN ON (CSNA3), em alta de 7,25%; de Usiminas PNA (USIM5), com ganho de 1,59%; de Vale ON (VALE3), com valorização de 4,87%; e de Gerdau PN (GGBR4), com avanço de 1,07%.
Na ponta negativa, CVC ON (CVCB3) despenca 12,51% — a empresa de turismo disse ter encontrado "erros contábeis" nos balanços de 2015 a 2019. Os impactos estimados podem chegar a R$ 250 milhões na receita líquida no período.
GPA ON (PCAR3), em baixa de 9,15%, é outra que aparece entre as maiores perdas do dia — é o primeiro dia de negociação dos papéis ordinários da empresa, que concluiu recentemente a migração para o Novo Mercado da B3.
Veja abaixo as cinco maiores altas do índice no momento:
- Hypera ON (HYPE3): +17,46%
- CSN ON (CSNA3): +8,59%
- Weg ON (WEGE3): +6,86%
- Klabin units (KLBN11): +6,08%
- Vale ON (VALE3): +4,87%
Confira também as maiores baixas do Ibovespa:
- CVC ON (CVCB3): -12,51%
- GPA ON (PCAR3): -9,15%
- IRB ON (IRBR3): -6,11%
- Yduqs ON (YDUQ3): -3,85%
- MRV ON (MRVE3): -3,03%
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
