O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O coronavírus se espalhou pelo mundo e trouxe uma enorme onda de aversão ao risco às bolsas. Como resultado, o Ibovespa desabou em fevereiro e o dólar à vista renovou as máximas, flertando com o nível de R$ 4,50
Que o coronavírus trouxe pânico aos mercados globais nesta semana, você já está cansado de saber. Mas qual exatamente foi o tamanho do estrago no Ibovespa e no dólar à vista? Bem, com o fechamento da sessão desta sexta-feira (28), temos números mais precisos — e o dano foi grande.
O Ibovespa até conseguiu fechar em alta de 1,15% hoje, terminando aos 104.171,57 pontos. Nada que apague as perdas recentes: somente na semana, o índice acumulou perdas de 8,37%; em fevereiro, a queda foi de 8,43%.
É o pior desempenho mensal do Ibovespa desde maio de 2018, quando o índice amargou uma baixa de 10,78% — na ocasião, a greve dos caminhoneiros fez as ações da Petrobras despencarem, trouxe enorme incerteza à economia local e desencadeou uma onda de aversão ao risco na bolsa brasileira.
Quer mais exemplos a respeito do impacto do coronavírus às bolsa? Durante a manhã desta sexta-feira, o Ibovespa chegou a cair 2,94%, batendo os 99.950,96 pontos — o índice não ficava abaixo dos 100 mil pontos desde 8 de outubro do ano passado.
Em termos de desempenho individual das ações, apenas quatro dos 73 papéis que compõem o Ibovespa conseguiram fechar o mês no azul: Marfrig ON (MRFG3), Weg ON (WEGE3), Equatorial ON (EQTL3) e Itaú Unibanco PN (ITUB4).
Por fim, vale citar o desempenho anual do Ibovespa: apesar da alta de hoje, o índice acumula uma perda de 9,92% em 2020 — boa parte dela registrada nos últimos dias, com a explosão dos casos do coronavírus.
Leia Também
No mercado de câmbio, a situação não foi muito diferente: o dólar à vista subiu mais 0,05% hoje, a R$ 4,4785 — um novo recorde nominal de fechamento e a oitava alta consecutiva da moeda americana. Na máxima do dia, foi a R$ 4,5141 (+0,84%).
Com o desempenho desta sexta-feira, o dólar à vista fechou a semana com uma valorização de 1,95%. Em fevereiro, os ganhos chegaram a 4,52%; desde o começo do ano, o salto já soma 11,63%.
A história do mês de fevereiro pode ser dividida em duas partes: do dia 1 ao dia 21, o tom era de cautela em relação ao coronavírus, mas sem grandes preocupações. A doença parecia ter entrado numa fase de estabilização, com um crescimento menor nos novos casos na China e poucas ocorrências em outros países.
Como resultado, o Ibovespa e as bolsas globais mantiveram-se sem grandes oscilações negativas, mostrando uma certa confiança quanto à resolução do surto sem que a economia global sofresse maiores impactos.
Mas, apenas como precaução, os investidores promoveram uma corrida ao dólar, de modo a proteger suas carteiras. Afinal, caso a doença começasse a se espalhar pelo mundo, a moeda americana se valorizaria e serviria para amenizar as perdas com uma eventual queda das bolsas.
Pois, a partir do dia 23, esse cenário mais pessimista se confirmou — e o pânico tomou conta dos agentes financeiros globais.
Quase que do dia para a noite, houve um aumento súbito nos casos do coronavírus na Itália, no Irã e na Creia do Sul, criando novos epicentros da doença além das fronteiras da China. Um cenário que não estava nos planos de ninguém — e que, obviamente, exigia uma correção intensa nos mercados.
Já na segunda-feira (23), uma forte aversão ao risco tomou conta das bolsas mundiais, com quedas acentuadas nos principais centros financeiros — um padrão que se repetiria ao longo da semana, já que o noticiário referente ao coronavírus apenas trouxe novidades mais preocupantes desde então.
No Brasil, tivemos uma situação peculiar: os mercados estiveram fechados na segunda e na terça (24), por causa do Carnaval. Assim, na quarta-feira (25), quando as operações voltaram ao normal, tivemos uma sessão caótica, de modo a ajustar os ativos domésticos às oscilações internacionais.
Apenas na quarta-feira, o Ibovespa desabou 7% — o pior desempenho desde o 'Joesley Day', em maio de 2017.
E se é verdade que os ativos brasileiros tiveram uma semana péssima, os mercados internacionais foram ainda piores. o Dow Jones, por exemplo, amargou uma baixa de 12,3% nesta semana; o S&P 500 recuou 11,5% e o Nasdaq teve perdas de 10,5%.
Em meio ao turbilhão gerado pelo coronavírus, o Banco Central (BC) tratou de agir, anunciando leilões de swap cambial para evitar oscilações muito bruscas no dólar à vista — essas operações, na prática, servem para injetar recursos novos no sistema, atendendo à demanda do mercado por liquidez.
Na quarta (26), quinta (27) e sexta (28), a autoridade monetária promoveu atuações extraordinárias. No entanto, analistas e operadores destacam que esses leilões servem apenas para amenizar a pressão, sem ter a capacidade de reverter o quadro estrutural que se desenha.
E esse quadro, naturalmente, é de fortalecimento do dólar, seja por causa das incertezas no exterior, seja pelas instabilidades domésticas — tanto no front político quanto no econômico.
Como se a situação internacional não estivesse ruim o suficiente nessa semana, também tivemos novos fatores de pressão emergindo no cenário brasileiro.
No lado político, o presidente Jair Bolsonaro divulgou vídeos via WhatsApp para convocar a população às manifestações do dia 15 de março — em pauta, estaria a defesa do governo contra supostos abusos por parte do Congresso.
A notícia, obviamente, causou mal-estar em Brasília e gerou imensa discussão nas redes sociais — o que nunca é comemorado pelo mercado, que teme que o andamento das reformas econômicas seja colocado em segundo plano por causa da inabilidade política da administração Bolsonaro.
Além disso, a economia brasileira segue mostrando fraqueza: os números de desemprego continuam altos e a inflação dá indícios de que a atividade doméstica está desaquecida — o que faz o mercado apostar cada vez mais num novo corte na Selic.
Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa no mês:
Confira também as maiores baixas do índice em fevereiro:
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio
O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados
Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês
JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda
As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido
Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar
Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta
Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência
Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem