O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Após amargar perdas de mais de 3% na segunda-feira, o Ibovespa teve um dia de alívio e encerrou com ganhos firmes, acompanhando o tom de maior calmaria no exterior. O coronavírus, no entanto, segue trazendo cautela às negociações
Pense numa barra de ferro: ela dilata quando a temperatura aumenta e contrai quando o clima esfria. É um processo natural, mas que, se repetido à exaustão, provoca um desgaste — e, em última instância, pode levar ao rompimento do material.
O Ibovespa e as bolsas globais têm se comportado exatamente como uma barra de ferro exposta à variação temporal: caem ou sobem com uma intensidade expressiva, de acordo com o noticiário relacionado ao coronavírus. Momentos de pânico e apreensão são rapidamente sucedidos por ondas de calmaria e otimismo.
Veja só a bolsa brasileira nesta semana. Na segunda-feira, o Ibovespa despencou 3,29%, chegando à mínima do ano. Mas, hoje, o índice recuperou boa parte do terreno perdido: subiu 1,74%, aos 116.478,98 pontos — movimentos amplos e súbitos em dias consecutivos.
Ao olharmos para o saldo, o resultado não é assustador: considerando os dois pregões, o Ibovespa acumula perdas de 1,60%. Só que a alta volatilidade tem um efeito secundário, que é o de afastar investidores do mercado por um tempo. A falta de previsibilidade e a sensação de que tudo pode acontecer — tanto ganhos enormes quanto perdas volumosas — traz medo.
A volatilidade contínua está para os mercados financeiros assim como a dilatação repetida está para uma barra de ferro: ambas podem levar ao rompimento do material — e, no caso da bolsa, estamos falando da confiança do investidor.
Lá fora, a toada tem sido a mesma: o Dow Jones fechou em alta de 0,66%, o S&P 500 subiu 1,01% e o Nasdaq avançou 1,43%, também recuperando-se das baixas da sessão anterior.
Leia Também
Já o mercado de câmbio acompanhou apenas parcialmente a onda de alívio do Ibovespa. O dólar à vista fechou em baixa de 0,39%, a R$ 4,1932, após oscilar entre R$ 4,1882 (-0,51%) e R$ 4,2166 (+0,16%).
A recuperação vista na bolsa brasileira foi impulsionada justamente pelas ações que registraram as maiores baixas no pregão anterior. É o caso da siderúrgica Gerdau PN (GGBR4), com ganho de 1,25%, e da mineradora Vale ON (VALE3) subindo 1,37%.
Os papéis da Petrobras, tanto os ONs (PETR3) quanto os PNs (PETR4), também se recuperaram, com valorizações de 2,35% e 2,75%, respectivamente — lá fora, o petróleo fechou em leve alta.
O movimento desta terça-feira, no entanto, foi puramente técnico, já que o coronavírus segue se espalhando pelo mundo num ritmo elevado. A doença já chegou a diversos países asiáticos e continua contaminando um número crescente de chineses.
Como medida para tentar conter o avanço do vírus, o governo da China prorrogou o recesso do Ano Novo Lunar até domingo (2). Como resultado, as bolsas de Pequim e Xangai permanecerão fechadas durante toda a semana.
Lá fora, a sessão do mercado de câmbio foi marcada pela desvalorização do dólar em relação às moedas de países emergentes — um movimento de devolução da alta vista ontem.
Divisas como o peso mexicano, o rublo russo, o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno ganham força na comparação com o dólar — o real, assim, acompanhou seus pares internacionais.
Já as curvas de juros continuaram exibindo um comportamento bastante calmo, indiferentes ao noticiário do coronavírus. No mercado de DIs, os investidores aguardam novos dados de inflação no país e a decisão de juros nos Estados Unidos, a ser divulgada amanhã (29).
Veja abaixo como ficaram as curvas mais líquidas nesta terça-feira:
No front corporativo, diversas notícias movimentaram as ações do Ibovespa. Em destaque, apareceu Azul PN (AZUL4), com ganho de 8,58%. A companhia aérea vai subarrendar 53 jatos E195 da Embraer, abrindo espaço na frota para os novos aviões da família E2 — mais econômicos e eficientes.
Também na ponta positiva, JBS ON (JBSS3) avançou 3,26%— mais cedo, a empresa anunciou uma certo com a empresa chinesa WH Group para fornecimento e distribuição de carnes in natura para o país asiático — o acordo pode movimentar até R$ 3 bilhões ao ano.
Já Cielo ON (CIEL3) teve uma sessão instável: chegou a cair 5,57% perla manhã, mas, ao fim do dia, subiu 3,57%, com os investidores e analistas reagindo de maneira mista ao balanço trimestral da empresa.
Por um lado, a queda no lucro da Cielo trouxe preocupação, mas, por outro, a renegociação do acordo com os controladores gerou um leve otimismo — veja os demais destaques da bolsa nesta matéria.
Confira abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do índice nesta terça-feira:
E saiba também quais foram as maiores quedas do Ibovespa hoje:
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos
O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII
O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados
O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim
Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA
Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%
No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal
Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários
Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua
Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos
O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas
Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira
Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%
Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade
A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação
Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda
A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras