O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa e as bolsas globais tiveram fortes altas nesta terça-feira, embalados pelas medidas mais firmes de estímulo à economia em meio ao surto de coronavírus. Mas, apesar dos ganhos, o índice brasileiro continua sem conseguir romper a resistência nos 70 mil pontos
Como vocês sabem, o Ibovespa e as bolsas globais vêm numa tendência de queda acentuada por causa da crise do coronavírus. E, como vocês também sabem, esse movimento não é linear: em meio às fortes perdas, também temos alguns pregões positivos — tais ganhos, no entanto, são incapazes de reverter o viés de queda.
Dito isso, a sessão desta terça-feira (24) foi marcada por um esboço de reação por parte do índice brasileiro. Sim, é verdade: o Ibovespa disparou 9,69% e fechou aos 69.729,30 pontos, um desempenho bastante expressivo. No entanto, esse não é o principal dado a ser analisado.
Com os ganhos de hoje, o Ibovespa agora acumula uma alta de 3,97% na semana. Ok, a base tem apenas dois pregões e, dependendo do noticiário, esses ganhos podem ser revertidos já amanhã. Mas, de qualquer jeito, trata-se de um alento: o saldo semanal estava no vermelho desde o dia 5.
Mas, mesmo com a forte alta vista nesta terça-feira, o Ibovespa não teve forças para romper uma resistência importante: a dos 70 mil pontos. O índice perdeu esse patamar no último dia 18 e, desde então, chegou a romper tal nível algumas vezes, mas sem conseguir fechar acima dessa marca.
Hoje, a situação se repetiu: o Ibovespa chegou a tocar os 71.535,44 pontos no momento de maior otimismo do pregão — uma alta de 12,07%. Mas, nos minutos finais, acabou perdendo força e terminou novamente abaixo dos 70 mil pontos.
Esse enfraquecimento na reta final ocorreu em paralelo à atualização, por parte do ministério da Saúde, dos números referentes ao coronavírus no país. Já são 46 mortes e mais de 2,2 mil contaminados — ontem, eram 34 óbitos e 1.891 infectados.
Leia Também
De qualquer maneira, o Ibovespa ainda conseguiu fechar a sessão com ganhos superiores a 9%, num desempenho em linha com o visto nas bolsas americanas: por lá, o Dow Jones disparou 11,37%, o S&P 500 avançou 9,38% o Nasdaq teve ganho de 8,12%.
No mercado de câmbio, o dia também foi de tranquilidade: o dólar à vista fechou em queda de 1,03%, a R$ 5,08; no exterior, o dia foi de desvalorização da moeda americana em relação às demais divisas de países emergentes.
Feitas todas essas considerações, vamos explicar a dinâmica por trás da sessão de hoje. Toda essa onda de alívio não implica que os mercados estejam menos preocupados com o surto de coronavírus: o que ocorre é que, dados os inúmeros pacotes de estímulo anunciados recentemente, houve uma ligeira melhora no humor dos investidores.
Desde ontem, governos de diversos países assumiram posturas ainda mais firmes para tentar amenizar os impactos da pandemia de coronavírus sobre as economias locais. Por aqui, foi lançado um pacote de R$ 85,8 bilhões para os estados e municípios, de modo a reforçar os caixas públicos.
Na Coreia do Sul, as autoridades locais dobraram o programa de resgate para empresas; e, nos Estados Unidos, há a expectativa de que o Senado aprove um pacote de auxílio de US$ 2 trilhões — divergências entre democratas e republicanos quanto à destinação desses recursos barraram o avanço da pauta nos últimos dias.
Ainda nos Estados Unidos, a expectativa é a de que o Federal Reserve (Fed, banco central do país) pise no acelerador: cálculos da gestora americana Pimco projetam que os estímulos da autoridade monetária do país poderão passar de US$ 6 trilhões.
Mesmo os países que não anunciaram medidas econômicas também trouxeram novidades que foram bem recebidas pelo mercado. É o caso do Reino Unido: por lá, o primeiro-ministro Boris Johnson determinou o isolamento social como ferramenta para combater a doença, o que finalmente colocou os britânicos na mesma página que o resto do mundo.
Assim, esses esforços ajudaram a dar força às bolsas, que reverteram uma pequena parcela das perdas das últimas semanas — mesmo com os ganhos de hoje, o Ibovespa ainda acumula baixa de mais de 33% no mês.
No mercado de juros, os DIs continuaram em baixa, com o mercado apostando cada vez mais num novo corte da Selic — o tom mais ameno assumido pela autoridade monetária na ata da última reunião do Copom deu forças a essa leitura.
Veja abaixo como ficaram as principais curvas de juros nesta terça-feira:
Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| BPAC11 | BTG Pactual units | 32,59 | +24,82% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | 36,68 | +21,42% |
| BTOW3 | B2W ON | 54,80 | +20,86% |
| CCRO3 | CCR ON | 11,88 | +19,76% |
| B3SA3 | B3 ON | 36,31 | +19,24% |
Confira também as maiores baixas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | 108,22 | -5,81% |
| CRFB3 | Carrefour Brasil ON | 21,80 | -2,77% |
| VIVT4 | Telefônica Brasil PN | 47,92 | -2,34% |
| CIEL3 | Cielo ON | 4,05 | -2,17% |
| ABEV3 | Ambev ON | 11,29 | -1,91% |
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo