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Ibovespa fecha em queda de 2,00% nesta sexta, em dia de ajuste após feriado, quando os mercados lá fora sofreram; temores com pandemia retornam
Após uma sequência de sete altas consecutivas, refletindo o otimismo dos investidores, sobretudo no exterior, com a reabertura das economias de países desenvolvidos após a pandemia, o Ibovespa finalmente virou nesta semana e terminou o período em queda de 1,95%, aos 92.795,27 pontos. Apenas nesta sexta-feira (12), o índice caiu 2,00%.
Tudo começou com uma realização dos ganhos do rali recente na terça-feira. O movimento continuou na quarta, após a reunião do Federal Reserve (Fed) que manteve inalterados os juros na faixa de zero a 0,25%.
Ao mesmo tempo em que o banco central americano afastou a possibilidade de levar os juros para o patamar negativo, a instituição se mostrou bastante pessimista com a economia, e disposta a utilizar "todas as ferramentas" para ajudar a economia.
O movimento foi interpretado pelo mercado como um pouco ambíguo: ao mesmo tempo em que demonstrou cautela em relação à economia, o Fed descartou a possibilidade de juros negativos no curto e médio prazo; e ao mesmo tempo em que se mostrou pessimista nas suas projeções econômicas, o BC americano demonstrou que os juros ainda devem permanecer zerados por um bom tempo e que fará o que for necessário para estimular a atividade.
As incertezas renovadas levaram os índices acionários a fecharem em baixa naquele dia. Ontem, feriado no Brasil, as bolsas americanas e europeias tiveram um novo baque, com a divulgação de dados negativos de casos de covid-19 nos EUA, mostrando que a situação no país ainda é grave.
Às incertezas relacionadas ao Fed se somou o temor de uma segunda onda de coronavírus no país, derrubando as bolsas no mundo. Por aqui, o ajuste aconteceu justamente nesta sexta-feira, amenizado pelo fato de que, lá fora, o mercado viu uma leve recuperação.
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As bolsas europeias fecharam sem sinal único, e em Nova York os índices acionários fecharam em alta. O Dow Jones subiu 1,90%, aos 25.605,54 pontos; o S&P 500 avançou 1,31%, aos 3.041,31 pontos; e o Nasdaq teve alta de 1,01%, aos 9.588,81 pontos.
Em parte, os investidores americanos se viram animados pelo índice de confiança do consumidor divulgado pela Universidade de Michigan, que subiu de 72,3 em maio para 78,9 em junho, acima das expectativas dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 75.
Por outro lado, uma fala do presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, manteve uma certa cautela e segurou uma alta mais forte das bolsas lá fora. A autoridade manifestou temor de que alguns empregos perdidos em razão da pandemia poderiam não voltar após a crise.
O dólar à vista retomou o patamar dos R$ 5, tendo fechado hoje em alta de 2,17%, a R$ 5,0426. Foi a maior alta diária desde 7 de maio. Na semana, a moeda americana acumula ganho de 1,04%, após três semanas de baixas.
A divisa ganhou força tanto ante as moedas fortes quanto as moedas emergentes, ecoando um novo movimento de aversão a risco após o discurso de cautela do Fed e o retorno dos temores em relação à pandemia.
Os juros futuros se mexeram pouco nesta sexta-feira. Os juros curtos fecharam em queda, precificando novos cortes na Selic. O DI para janeiro de 2021 recuou 0,92%, para 2,155%, e o DI para janeiro de 2022 recuou 0,65%, para 3,07%.
Já os juros mais longos fecharam em alta ou estáveis. O DI para janeiro de 2023 subiu 0,24%, para 4,13%; o DI para janeiro de 2025 avançou 0,18%, para 5,68%; e o DI com vencimento em janeiro de 2027 ficou estável em 6,60%.
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| Carrefour | CRFB3 | 18,50 | +2,72% |
| Minerva | BEEF3 | 13,07 | +2,35% |
| Marfrig | MRFG3 | 12,88 | +2,22% |
| Lojas Americanas | LAME4 | 31,30 | +2,19% |
| Energisa | ENGI11 | 48,77 | +1,12% |
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| IRB | IRBR3 | 11,49 | -11,35% |
| CVC | CVCB3 | 20,81 | -9,44% |
| Gol | GOLL4 | 18,54 | -8,41% |
| Braskem | BRKM5 | 24,70 | -7,77% |
| Cielo | CIEL3 | 4,21 | -7,68% |
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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