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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

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Velocidade máxima: Ibovespa sobe mais de 3% e volta aos 97 mil pontos; dólar cai a R$ 4,85

O Ibovespa cravou a sétima alta consecutiva e já acumula um salto de mais de 11% em junho. O otimismo também continua firme no mercado de câmbio, com o dólar recuando mais de 2% hoje

Victor Aguiar
Victor Aguiar
8 de junho de 2020
18:02
Ibovespa dólar velocidade
Imagem: Shutterstock

Quem achava que, depois de todo o rali da semana passada, o Ibovespa pisaria no freio — ou, ao menos, tiraria o pé do acelerador — se deu mal: o índice abriu a semana com tudo, sem dar qualquer sinal de cansaço após toda a sequência de ganhos vista nos últimos dias.

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E, já nos primeiros minutos do pregão desta segunda-feira (8), ficou claro que a bolsa brasileira teria mais uma sessão positiva. Logo na abertura, o Ibovespa passou a subir mais de 1% — e, daí e diante, o ritmo apenas ficou mais intenso.

Ao fim do dia, o índice marcava 97.644,67 pontos, em alta de 3,18%. Foi a sétima sessão consecutiva no campo positivo; apenas em junho, o Ibovespa já acumulou ganhos de 11,72%.

  • Eu gravei um vídeo para explicar um pouco os motivos por trás do recente rali da bolsa brasileira. Veja abaixo:

No mercado de câmbio, o tom foi igualmente tranquilo: o dólar à vista deu mais alguns passos para trás, terminando em queda de 2,74%, a R$ 4,8544 — a menor cotação de encerramento desde 13 de março, quando a divisa valia R$ 4,8163.

E o que aconteceu para essa nova rodada de recuperação dos ativos domésticos? Bem, em linhas gerais, os fatores que sustentam a positividade por aqui continuam os mesmos: a liquidez elevada e a taxa de juros em níveis baixos estimulam a alocação de recursos na bolsa, apesar dos inúmeros fatores de risco domésticos e internacionais.

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Esses dois pontos, inclusive, estão entre os motivos elencados pela XP para justificar o otimismo visto no mercado acionário brasileiro. Neste fim de semana, a instituição elevou o preço-alvo para o Ibovespa ao fim de 2020, a 112 mil pontos — o que implica num potencial de ganhos de 14,7% em relação ao fechamento de hoje.

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Exterior otimista, mas com ressalvas

Lá fora, o dia também foi de calmaria: nos EUA, o Dow Jones (+1,70%), o S&P 500 (+1,20%) e o Nasdaq (+1,13%) subiram em bloco, embora tenham tido ganhos menos intensos que o Ibovespa — o Nasdaq, inclusive, renovou seu topo histórico.

O processo de reabertura das economias da Europa segue injetando ânimo nos agentes financeiros, embora notícias mistas tenham vindo da China. Por um lado, o superávit comercial aumentou em maio, mas, por outro, as importações caíram 14,2% no mês — analistas projetavam uma baixa bem menos intensa, de 8,1%.

A forte queda no volume de importações do país asiático acendeu um sinal de alerta em relação ao estado da economia chinesa e ao comércio global como um todo. O dado implica que a demanda interna da China está fraca, ou que o mundo está em contração — ou as duas coisas?

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De qualquer forma, os indicadores vindos de Pequim não causaram uma grande preocupação nos investidores, que continuaram mostrando-se otimistas em relação às bolsas.

Riscos domésticos

Focos de apreensão no Brasil também foram ignorados pelo mercado. Entre os principais pontos de desconforto, está a conduta pouco transparente do ministério da Saúde, que tem dificultado a divulgação dos dados referentes ao surto de coronavírus no país.

E, de fato, a pandemia ainda está longe de ser controlada por aqui: já são quase 38 mil mortos — e com a curva de contágio ainda sem dar indícios de estabilização. Ainda assim, tais fatores foram desprezados pelos agentes financeiros, que julgam que esses problemas não implicam em maiores instabilidades ao governo Bolsonaro.

No mercado de juros, o tom foi de maior cautela: os DIs mais curtos fecharam em alta, com os investidores trabalhando 'em modo de espera' até quarta-feira (10), quando serão divulgados o IPCA no Brasil e a decisão de política monetária do Fed — dois eventos que podem mexer com as projeções para a Selic:

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  • Janeiro/2021: de 2,17% para 2,19%;
  • Janeiro/2022: de 3,07% para 3,12%;
  • Janeiro/2023: de 4,19% para 4,22%;
  • Janeiro/2025: de 5,80% para 5,77%.

Top 5

Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
AZUL4Azul PN27,35+29,25%
GOLL4Gol PN23,99+28,29%
EMBR3Embraer ON18,36+18,36%
CSNA3CSN ON17,12+17,12%
CVCB3CVC ON10,19+10,19%

Confira também as cinco maiores baixas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
YDUQ3Yduqs ON37,15-3,66%
BRAP4Bradespar PN35,66-1,11%
TIMP3Tim ON14,44-1,10%
IGTA3Iguatemi ON37,00-1,04%
MULT3Multiplan ON22,85-1,04%

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