Velocidade máxima: Ibovespa sobe mais de 3% e volta aos 97 mil pontos; dólar cai a R$ 4,85
O Ibovespa cravou a sétima alta consecutiva e já acumula um salto de mais de 11% em junho. O otimismo também continua firme no mercado de câmbio, com o dólar recuando mais de 2% hoje

Quem achava que, depois de todo o rali da semana passada, o Ibovespa pisaria no freio — ou, ao menos, tiraria o pé do acelerador — se deu mal: o índice abriu a semana com tudo, sem dar qualquer sinal de cansaço após toda a sequência de ganhos vista nos últimos dias.
E, já nos primeiros minutos do pregão desta segunda-feira (8), ficou claro que a bolsa brasileira teria mais uma sessão positiva. Logo na abertura, o Ibovespa passou a subir mais de 1% — e, daí e diante, o ritmo apenas ficou mais intenso.
Ao fim do dia, o índice marcava 97.644,67 pontos, em alta de 3,18%. Foi a sétima sessão consecutiva no campo positivo; apenas em junho, o Ibovespa já acumulou ganhos de 11,72%.
- Eu gravei um vídeo para explicar um pouco os motivos por trás do recente rali da bolsa brasileira. Veja abaixo:
No mercado de câmbio, o tom foi igualmente tranquilo: o dólar à vista deu mais alguns passos para trás, terminando em queda de 2,74%, a R$ 4,8544 — a menor cotação de encerramento desde 13 de março, quando a divisa valia R$ 4,8163.
E o que aconteceu para essa nova rodada de recuperação dos ativos domésticos? Bem, em linhas gerais, os fatores que sustentam a positividade por aqui continuam os mesmos: a liquidez elevada e a taxa de juros em níveis baixos estimulam a alocação de recursos na bolsa, apesar dos inúmeros fatores de risco domésticos e internacionais.
Esses dois pontos, inclusive, estão entre os motivos elencados pela XP para justificar o otimismo visto no mercado acionário brasileiro. Neste fim de semana, a instituição elevou o preço-alvo para o Ibovespa ao fim de 2020, a 112 mil pontos — o que implica num potencial de ganhos de 14,7% em relação ao fechamento de hoje.
Leia Também
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
Exterior otimista, mas com ressalvas
Lá fora, o dia também foi de calmaria: nos EUA, o Dow Jones (+1,70%), o S&P 500 (+1,20%) e o Nasdaq (+1,13%) subiram em bloco, embora tenham tido ganhos menos intensos que o Ibovespa — o Nasdaq, inclusive, renovou seu topo histórico.
O processo de reabertura das economias da Europa segue injetando ânimo nos agentes financeiros, embora notícias mistas tenham vindo da China. Por um lado, o superávit comercial aumentou em maio, mas, por outro, as importações caíram 14,2% no mês — analistas projetavam uma baixa bem menos intensa, de 8,1%.
A forte queda no volume de importações do país asiático acendeu um sinal de alerta em relação ao estado da economia chinesa e ao comércio global como um todo. O dado implica que a demanda interna da China está fraca, ou que o mundo está em contração — ou as duas coisas?
De qualquer forma, os indicadores vindos de Pequim não causaram uma grande preocupação nos investidores, que continuaram mostrando-se otimistas em relação às bolsas.
Riscos domésticos
Focos de apreensão no Brasil também foram ignorados pelo mercado. Entre os principais pontos de desconforto, está a conduta pouco transparente do ministério da Saúde, que tem dificultado a divulgação dos dados referentes ao surto de coronavírus no país.
E, de fato, a pandemia ainda está longe de ser controlada por aqui: já são quase 38 mil mortos — e com a curva de contágio ainda sem dar indícios de estabilização. Ainda assim, tais fatores foram desprezados pelos agentes financeiros, que julgam que esses problemas não implicam em maiores instabilidades ao governo Bolsonaro.
No mercado de juros, o tom foi de maior cautela: os DIs mais curtos fecharam em alta, com os investidores trabalhando 'em modo de espera' até quarta-feira (10), quando serão divulgados o IPCA no Brasil e a decisão de política monetária do Fed — dois eventos que podem mexer com as projeções para a Selic:
- Janeiro/2021: de 2,17% para 2,19%;
- Janeiro/2022: de 3,07% para 3,12%;
- Janeiro/2023: de 4,19% para 4,22%;
- Janeiro/2025: de 5,80% para 5,77%.
Top 5
Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| AZUL4 | Azul PN | 27,35 | +29,25% |
| GOLL4 | Gol PN | 23,99 | +28,29% |
| EMBR3 | Embraer ON | 18,36 | +18,36% |
| CSNA3 | CSN ON | 17,12 | +17,12% |
| CVCB3 | CVC ON | 10,19 | +10,19% |
Confira também as cinco maiores baixas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| YDUQ3 | Yduqs ON | 37,15 | -3,66% |
| BRAP4 | Bradespar PN | 35,66 | -1,11% |
| TIMP3 | Tim ON | 14,44 | -1,10% |
| IGTA3 | Iguatemi ON | 37,00 | -1,04% |
| MULT3 | Multiplan ON | 22,85 | -1,04% |
RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"