O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A publicação da íntegra do depoimento do ex-juiz federal provocou uma reação imediata nos mercados. O Ibovespa fechou em alta, mas não conseguiu recuperar os 80 mil pontos
A sessão desta teça-feira (5) pode ser dividia em duas etapas: até as 16h15, o Ibovespa subia perto de 2% e o dólar à vista operava em leve alta; daí em diante, a bolsa perdeu força e a moeda americana foi às máximas do dia.
O divisor de águas veio de Brasília: foi exatamente nesse horário que a CNN Brasil divulgou a íntegra do depoimento do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, à Polícia Federal em Curitiba. E, como num reflexo, os investidores começaram a diminuir a exposição ao risco quase que imediatamente.
Afinal, ninguém queria pagar para ver: e se o documento trouxesse elementos que comprometessem o presidente Jair Bolsonaro? E se o depoimento gerasse uma deterioração ainda maior no ambiente político?
Como resultado, o Ibovespa tirou o pé do acelerador: o índice, que chegou a subir 2,78% na máxima, aos 81.065,90 pontos, fechou o dia com uma alta bem mais modesta, de 0,75%, aos 79.470,78 pontos.
No mercado de câmbio, pudemos ver um fenômeno semelhante: o dólar à vista manteve-se perto da faixa de R$ 5,55 durante boa parte do dia, operando em alta inferior a 1%. Mas, com a divulgação do depoimento de Moro, a moeda americana foi às máximas da sessão, tocando os R$ 5,6045 (+1,52%).
Ao fim do dia, a divisa valia R$ 5,5925, em alta de 1,30% — na semana, o dólar à vista acumula ganhos de 2,83%. E olha que, lá fora, a terça-feira foi de valorização das moedas de países emergentes.
Leia Também
A rapidez com que o Ibovespa perdeu força mostra que os investidores optaram por diminuir suas posições na bolsa antes mesmo de conhecer o teor do depoimento de Moro — o que deixa claro como o mercado está sensível ao noticiário político.
Entre outros pontos da fala, Moro afirma que Bolsonaro almejava a troca no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, tentando indicar ele mesmo um novo superintendente. Além disso, o juiz da Lava Jato dá mais detalhes a respeito dos bastidores de seu pedido de demissão do ministério da Justiça, novamente dando sinais de que o presidente tentava intervir em seu trabalho.
Mas, apesar da cautela, o Ibovespa não chegou a virar ao campo negativo. E isso graças à sustentação oferecida pelo clima mais ameno no exterior e pelo tom positivo visto nas bolsas globais.
Lá fora, as principais praças da Europa avançaram mais de 2% e, nos Estados Unidos, o Dow Jones (+0,56%), o S&P 500 (+0,90%) e o Nasdaq (+1,13%) fecharam em alta, sem enfrentar grandes turbulências.
Mesmo com os recentes atritos entre americanos e chineses, os agentes financeiros mostraram-se focados na reabertura econômica gradual na Europa e em algumas regiões dos EUA.
A expectativa é a de que, com a atividade voltando lentamente ao normal nessas áreas, o ciclo de recuperação da economia global poderá começar o mais rápido possível — e essa perspectiva sustenta as bolsas mundiais no campo positivo nesta terça-feira.
Além disso, os indicadores de atividade do setor de serviços nos EUA vieram ligeiramente mais fortes que o projetado pelo mercado, o que contribuiu para elevar a percepção de que a retomada econômica poderá ocorrer mais cedo que o esperado.
No Brasil, os investidores aguardam a decisão de juros do Copom, com divulgação prevista para amanhã, depois do fechamento dos mercados. As projeções são de corte na Selic, mas não há unanimidade no mercado quanto à magnitude da redução — as apostas dividem-se entre baixas de 0,5 ou de 0,75 ponto.
A fraqueza demonstrada pela produção industrial do país em março deu ainda mais força à percepção de que será necessário continuar cortando a Selic para dar sustentação à economia: o indicador caiu 9,1% em relação a fevereiro, a maior queda para o mês desde 2002.
Nesse cenário, o mercado de juros futuros fechou em baixa, tanto na ponta curta quanto na longa — uma evidência de que os investidores veem espaço para mais cortes na Selic:
Essa certeza de que a Selic será cortada na reunião de amanhã e a possibilidade de o ciclo de alívio monetário continuar ao longo do ano acabaram trazendo pressão ao dólar à vista — e, com o 'risco Moro' entrando no radar, a moeda americana ganhou ainda mais força.
No lado corporativo, destaque para o Itaú Unibanco: a instituição fez uma provisão de R$ 10 bilhões no primeiro trimestre deste ano, antevendo os impactos futuros da crise do coronavírus. Com isso, o lucro do banco caiu 43% na base anual, para R$ 3,912 bilhões.
Apesar dessa forte baixa no lucro, as ações PN da instituição (ITUB4) fecharam em alta de 3,70% — os números do balanço chamaram a atenção, mas a abordagem cautelosa do Itaú também foi bem recebida pelos investidores.
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta terça-feira:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| GOLL4 | Gol PN | 11,78 | +5,65% |
| KLBN11 | Klabin units | 18,70 | +5,17% |
| SBSP3 | Sabesp ON | 41,70 | +4,49% |
| ITUB4 | Itaú Unibanco PN | 22,70 | +3,70% |
| PETR3 | Petrobras ON | 18,67 | +3,43% |
Confira também as maiores quedas do índice hoje:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| IRBR3 | IRB ON | 9,01 | -6,05% |
| COGN3 | Cogna ON | 4,96 | -4,98% |
| CVCB3 | CVC ON | 12,39 | -4,03% |
| CSNA3 | CSN ON | 7,96 | -3,28% |
| HGTX3 | Cia Hering ON | 13,86 | -3,14% |
Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz
Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações
Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora
Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística
Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável
Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações
Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo
Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX
Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio
Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo
Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso
Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta
Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano