Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Disparada

R$ 4,58: dólar à vista sobe pela 11ª sessão consecutiva e ignora anúncio de atuação do BC

O dólar à vista subiu 1,55% hoje e, agora, já acumula ganhos de mais de 12% no ano. A nova onda de pressão se deve à perspectiva de continuidade nos cortes da Selic — e a postura do BC apenas contribuiu para trazer mais estresse ao câmbio

Victor Aguiar
Victor Aguiar
4 de março de 2020
18:39
Dólar
Imagem: Shutterstock

Na faculdade de jornalismo, um dos primeiros ensinamentos passados aos alunos é o de que "não há manchete que dure 24 horas". Ou seja: por mais grave que seja um acontecimento, ele perde relevância rapidamente — assim, é preciso dar um passo além e buscar mais informações para manter o tema em destaque.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, dizer que o dólar à vista cravou uma nova máxima já não causa mais a comoção de antes, já que a renovação dos recordes tem sido rotineira — para ser mais preciso, foram 16 novos picos apenas em 2020, incluindo a sessão desta quarta-feira (4), a R$ 4,5801 (+1,52%).

Pensando nisso e nas aulas da faculdade, eu resolvi dar o passo além. Eis alguns números que ilustram melhor o comportamento recente do dólar:

  • Décima primeira alta consecutiva: a última vez que o dólar à vista fechou em baixa foi em 14 de fevereiro — na ocasião, a moeda americana encerrou a R$ 4,3004 (-0,77%);
  • Ganhos acumulados: desde o início da atual sequência de valorização, o dólar à vista já acumula uma alta de 6,50% em relação ao real;
  • Desempenho no ano: o dólar à vista já saltou 12,44% desde o início de 2020 — no fim de 2019, valia R$ 4,0118;
  • Amplitude: em pouco mais de três meses, a cotação do dólar à vista saltou quase R$ 0,57.

Sim, eu sei: os atuais R$ 4,58 representam apenas uma máxima nominal, sem levar em conta os efeitos da inflação. Mas, de qualquer maneira, há um inegável movimento de desvalorização do real, seja por fatores externos ou domésticos — ou a junção dos dois.

Afinal, o surto de coronavírus, as eleições americanas e as instabilidades no cenário político brasileiro contribuem para criar um cenário cheio de incertezas. E, quando não há clareza no horizonte, os investidores costumam adotar uma postura mais defensiva, correndo para a segurança do dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dito isso, chama a atenção do comportamento do mercado de câmbio nesta quarta-feira, com uma forte alta de 1,52% no dólar à vista, que já estava nas máximas na sessão passada. O que motivou tamanho salto?

Leia Também

Corta ou não corta?

A nova onda de cautela ocorreu num contexto de incerteza quanto ao futuro da Selic, em meio aos novos afrouxamentos monetários vistos no exterior. Os bancos centrais da Austrália e da Malásia já cortaram juros e, ontem, o Fed reduziu as taxas nos EUA de maneira extraordinária, em 0,5 ponto.

Tudo isso para blindar as economias locais dos eventuais impactos negativos do surto de coronavírus. No entanto, essa movimentação abrupta — principalmente por parte do Fed — gerou contestações: há quem diga que a postura foi precipitada e causou mais alarde em relação à doença.

De qualquer maneira, com o Fed abrindo a porta para mais um ciclo de corte de juros no mundo, os investidores agora apostam que o Copom irá seguir os passos da autoridade americana, dando continuidade aos ajustes negativos na Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o comportamento dos DIs nesta quarta-feira comprova que o mercado já dá como certos os novos cortes na taxa básica de juros brasileira. As curvas de vencimentos mais curtos renovaram as mínimas históricas, e mesmo as mais longas também fecharam em baixa:

  • Janeiro/2021: de 3,84% para 3,76%;
  • Janeiro/2022: de 4,25% para 4,22%;
  • Janeiro/2023: de 4,87% para 4,84%;
  • Janeiro/2025: de 5,84% para 5,81%.

Num cenário de novas baixas na Selic, as pressões sobre o câmbio permanecem inalteradas, já que, caso o Copom acompanhe o Fed, o diferencial de juros em relação aos EUA permanecerá inalterado.

Assim, não houve espaço para um alívio no dólar — ainda mais se considerarmos que o coronavírus segue trazendo incertezas ao panorama global e que, no front doméstico, há ruídos no lado político.

Nesse contexto, nem mesmo o anúncio de um leilão extra de swap cambial pelo BC, na quinta-feira (5), serviu para aliviar as tensões. Logo após a divulgação dos planos, o dólar até perdeu parte da força, mas logo voltou a subir e renovar as máximas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na verdade, a postura do BC acabou aumentando o nervosismo, já que os investidores esperavam por uma atuação já na sessão de hoje. Assim, ao anunciar uma operação apenas para amanhã, houve frustração no mercado — o que desencadeou uma puxada no dólar rumo aos R$ 4,58.

Ibovespa respira

Após uma grande turbulência na sessão passada, o Ibovespa conseguiu engatar uma recuperação hoje. Os resultados das prévias do partido Democrata nos EUA deram força às bolsas globais, neutralizando parte das incertezas ligadas ao coronavírus.

O Ibovespa fechou em alta de 1,60%, aos 107.224,22 pontos — ao longo do dia, o índice já oscilou entre os 105.042,11 pontos (-0,47%) e os 107.808,91 pontos (+2,15%). Nos Estados Unidos, o Dow Jones (+4,53%), o S&P 500 (+4,22%) e o Nasdaq (+3,85%) avançaram em bloco.

Diversos fatores influenciaram as decisões dos investidores nesta quarta-feira. Em primeiro plano, apareceu o bom desempenho do ex-vice-presidente Joe Biden nas prévias do partido Democrata — ele saiu vitorioso em vários Estados e, com isso, ultrapassou o senador Bernie Sanders na corrida pela vaga à disputa pela presidência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Biden é visto como mais moderado e amigável ao mercado, em contraste com Sanders, tido como mais radical. Assim, uma eventual indicação do ex-vice-presidente seria bem recebida pelos investidores — o representante democrata irá concorrer à presidência d país com o atual chefe da Casa Branca, o republicano Donald Trump.

A notícia de que o bilionário Michael Bloomberg desistiu da corrida democrata, declarando apoio a Biden, também foi comemorada em Wall Street — o poderio financeiro do magnata poderá dar impulso à campanha do ex-vice-presidente, aumentando ainda mais suas chances contra Sanders.

O panorama eleitoral nos EUA serviu para trazer algum alento às preocupações dos agentes financeiros quanto ao coronavírus e o rumo da economia mundial. A doença segue se espalhando num ritmo elevado na Itália e, do outro lado do Atlântico, crescem os números de mortos em terreno americano.

Escândalo

As ações ON do IRB (IRBR3) despencaram 31,96% e, obviamente, tiveram o pior desempenho do Ibovespa nesta quarta-feira, após o megainvestidor Warren Buffett desmentir publicamente a resseguradora e afirmar que não tem interesse em investir na empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há alguns dias, em meio ao imbróglio entre a gestora Squadra e a companhia, surgiram rumores de que a Berkshire Hathaway, conglomerado de investimentos de Buffett, havia aumentado sua participação no IRB — informação que teria sido confirmada pela própria empresa, em conferência com analistas.

Tais notícias deram um impulso às ações do IRB, mas, com a negativa do bilionário e a consequente perda de credibilidade por parte do mercado em relação à gestão da companhia, os papéis hoje desabam.

  • Veja abaixo o comentário do Vinicius Pinheiro a respeito do vexame protagonizado pelo IRB:

Top 5

Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa:

  • Suzano ON (SUZB3): +9,01%
  • Usiminas PNA (USIM5): +7,00%
  • Klabin units (KLBN11): +6,06%
  • Metalúrgica Gerdau PN (GOAU4): +5,88%
  • Cyrela ON (CYRE3): +5,27%

Confira também as maiores baixas do índice:

  • IRB ON (IRBR3): -31,96%
  • Hapvida ON (HAPV3): -3,41%
  • Yduqs ON (YDUQ3): -2,08%
  • Qualicorp ON (QUAL3): -1,88%
  • NotreDame Intermédica ON (GNDI3): -1,56%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FIM DA SECA DE IPOS

Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões; quem é a gigante do gás, que pode estar presente na sua casa

8 de maio de 2026 - 9:22

A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano

VAI VOLTAR A BRILHAR

Por que este ex-economista do Fed aposta no ouro mesmo após o tombo com a guerra

8 de maio de 2026 - 7:30

Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada

BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia