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Dólar sobe forte com investidores em busca de segurança no início de uma semana em que a volatilidade tende a prevalecer
Os participantes do mercado brasileiro de ações gostam bastante de surfar a mesma onda de Wall Street e de outros índices estrangeiros. E isto vale tanto para a alta quanto para a baixa. Entretanto, toda regra precisa de uma exceção para ser confirmada. E foi o que aconteceu hoje com o Ibovespa.
Apesar de as principais bolsas de valores europeias e dos índices de Nova York terem iniciado a semana com ganhos consistentes, o Ibovespa descolou-se do otimismo externo em relação à retomada da economia global e oscilou entre altas e baixas durante o todo o dia até terminar com um discreto recuo de 0,08% nesta segunda-feira, a 102.829,96 pontos.
O apetite por risco até tentou se instalar no Ibovespa no meio da tarde, mas nem mesmo o avanço do índice Nasdaq a seu recorde histórico de fechamento foi capaz de cristalizar uma melhora no desempenho dos ativos brasileiros.
Os ruídos em torno das ideias do governo em relação à reforma tributária estimularam a cautela e o movimento não se sustentou no começo de uma semana que promete grandes emoções, com a divulgação de dezenas de balanços trimestrais, decisão do Copom e novos dados de produção, inflação e desemprego.
Em reação, os investidores defenderam-se no dólar, antecipando-se à agenda carregada desta semana enquanto aguardam uma definição do Congresso dos Estados Unidos sobre novas medidas de estímulo à economia norte-americana.
O movimento defensivo nos mercados financeiros locais levou a moeda norte-americana a valorizar-se ante o real, firmando-se acima da marca psicológica de R$ 5,30 desde o começo do pregão.
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O principal índice brasileiro de ações chegou a ensaiar uma alta no meio da tarde, beneficiado pelo bom desempenho das ações ligadas a commodities. A forte alta do preço do minério de ferro no mercado internacional refletiu positivamente nas ações da Vale e do setor de siderurgia como um todo, com destaque para as ações ON da CSN (CSNA3), que subiram mais de 6%.
O setor financeiro foi outro destaque positivo em um dia no qual os investidores prepararam-se para a divulgação dos resultados do Itaú Unibanco no segundo trimestre, prevista para depois do término da sessão.
Entretanto, os ruídos em torno da reforma tributária no Congresso passaram a falar mais alto depois de o presidente Jair Bolsonaro ter endossado a discussão de um novo imposto nos moldes da extinta CPMF sobre transações eletrônicas. O possível restabelecimento de um imposto sobre lucros e dividendos depois de décadas de isenção também atrapalhou os negócios.
No campo negativo, as ações da Oi (OIBR3) recuaram mais de 10% diante das negociações referentes às propostas pela área de telefonia móvel da empresa.
No Ibovespa, os papéis da CVC (CVCB3) figuraram entre as quedas mais acentuadas depois da revisão contábil do balanço de 2019. Mas a maior queda do Ibovespa ficou por conta da Cogna (COGN3). Segundo analistas, trata-se de um movimento de arbitragem depois do lançamento das ações da Vasta na Nasdaq.
Confira a seguir as maiores altas e as maiores quedas do Ibovespa na sessão de hoje.
MAIORES ALTAS
MAIORES QUEDAS
O dólar, por sua vez, superou a marca dos R$ 5,30 logo no início da sessão e assim permaneceu durante todo o dia, com os investidores em busca de segurança no início de uma semana na qual deve prevalecer a volatilidade. Diante disto, a moeda norte-americana chegou ao fim do pregão cotada a R$ 5,3140, em alta de 1,86%.
Já os contratos de juros futuros fecharam próximos da estabilidade, apesar da alta acelerada do dólar, por causa da expectativa em torno de um novo corte na taxa Selic na reunião de política monetária do Banco Central do Brasil na quarta-feira.
Confira os principais vencimentos:
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