🔴 ÚLTIMO DIA: FAÇA PARTE DA PRIMEIRA TURMA DA ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  QUERO PARTICIPAR

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Quem vê pensa

Mesmo com altos e baixos, queda brusca do petróleo e perdas em NY, Ibovespa fecha no zero a zero

Bolsa brasileira não acompanhou exterior e fechou estável, no dia em que o petróleo futuro caiu abaixo de zero pela primeira vez na história.

Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Quem vê a cotação de fechamento do Ibovespa nesta segunda-feira (20), véspera de feriado no Brasil, até pensa que estamos bem na fita. Em um dia histórico, em que o petróleo futuro fechou em preço negativo pela primeira vez, o que derrubou as bolsas americanas, o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão estável, com perda de apenas 0,02%, aos 78.972,76 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas quem vê foto não vê filme. Ao longo do dia, o Ibovespa passou por altos e baixos, num pregão agitado. O índice abriu em queda de mais de 2% com a forte aversão a risco no exterior por conta da pandemia de coronavírus e das fortes quedas nos preços do petróleo no fim de semana.

No fim da manhã, o índice foi reduzindo as perdas e chegou a operar em alta de mais de 1% no meio do tarde, com a melhora em NY e vencimento de opções de ações no mercado doméstico.

Os investidores aqui e lá fora tiveram uma certa injeção de otimismo depois que o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, disse, em entrevista, que o presidente americano Donald Trump tem o "objetivo aspiracional" de reabrir a economia do país a partir de 1º de maio.

No entanto, no fim da tarde, o contrato de petróleo WTI com entrega para maio, que vence amanhã, passou a ser negociado a preços negativos, após queda de mais de 100%. Isso penalizou bastante as companhias de energia nos Estados Unidos e levou as bolsas americanas a fecharem em baixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Dow Jones terminou o pregão em queda de 2,44%, aos 23.650,44 pontos; já o S&P 500 fechou com recuo de 1,79%, aos 2.823,16 pontos; finalmente, o Nasdaq teve perda de 1,03%, aos 8.560,73 pontos.

Leia Também

DOIS GIGANTES, DUAS APOSTAS

200 mil ou pé atrás? Os três elementos que decidirão os próximos meses da bolsa brasileira

ONDE INVESTIR

Onde investir em setembro? Com eleições pegando fogo e uma onda de RJs, veja onde apostar na bolsa, renda fixa, FIIs e exterior

Aqui, o Ibovespa voltou a operar em queda no fim da tarde, mas fechou perto do zero a zero, mesmo sendo véspera de feriado nacional, ocasião em que os investidores normalmente operam com maior cautela, uma vez que a bolsa não abre no dia seguinte.

Petróleo abaixo de zero

O contrato de petróleo WTI para entrega em maio e vencimento nesta terça-feira despencou mais de 300% nesta segunda-feira, fechando em US$ -37,63 o barril (US$ 37,63 negativos). É a primeira vez na história que o barril de petróleo é negociado a preço negativo no mercado futuro.

Na prática, isso significa que a oferta da commodity está muito maior que a demanda, e que a armazenagem está chegando perto do limite. Assim, os custos de armazenagem superam os preços de mercado, podendo levar, em tese, os produtores a pagarem para "se livrar" do produto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A demanda por petróleo despencou com a paralisação da atividade econômica devido às políticas de isolamento social para combate à pandemia de coronavírus.

Com os estoques cheios e sem ter onde armazenar mais petróleo, os compradores desistem das compras. E aqueles investidores que rolariam os contratos para junho preferiram encerrar suas posições, uma vez que a diferença de preços entre os dois contratos cresceu tanto que tornou a rolagem desvantajosa.

A forte queda do WTI para maio contaminou outros contratos, que, no entanto, não caíram tanto - pelo menos não ainda. O WTI para junho fechou em queda de 18,38%, a US$ 20,43 o barril. Já o contrato do Brent para junho fechou em queda de 8,94%, a US$ 25,57 o barril.

Petrobras não sofreu tanto

As ações da Petrobras fecharam em baixa, mas não sofreram tanto porque a estatal toma como referência os preços do Brent, negociado em Londres, e não do WTI, negociado nos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, os papéis preferenciais (PETR4) fecharam em queda de 1,12%, a R$ 15,95, e os ordinários (PETR3) recuaram 0,90%, a R$ 16,55.

Dólar sobe com tensões políticas e perspectivas de queda nos juros

Os juros futuros fecharam em queda nesta segunda, precificando cortes da Selic nas reuniões do Copom a serem realizadas em maio e junho. Os contratos de DI com vencimento em janeiro de 2021 fecharam abaixo de 3% pela primeira vez, recuando de 3,037% para 2,83%. Já os contratos para janeiro de 2022 recuaram de 3,64% para 3,37%. Os juros para janeiro de 2027 caíram de 6,902% para 6,83%.

O dólar à vista operou em alta durante todo o dia de hoje, fechando com ganho de 1,35%, aos R$ 5,3078. Na máxima, a moeda americana chegou a beirar os R$ 5,32, mas teve breve alívio após o Banco Central leiloar US$ 500 milhões no mercado à vista.

Além da aversão a risco ante o cenário recessivo causado pela pandemia de coronavírus e as perspectivas de corte nos juros, a alta do dólar representa também os temores estrangeiros em relação à estabilidade política do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A continuidade das tensões entre o Executivo e os demais poderes prosseguiu neste fim de semana, trazendo incertezas aos mercados.

Parlamentares e a maioria dos governadores já se posicionaram contra a postura de Bolsonaro, que discorda do modelo da ajuda bilionária a estados e municípios aprovada pela Câmara e questiona as medidas de isolamento social para combate à pandemia do coronavírus.

Ontem, Bolsonaro chegou a discursar em uma manifestação de seus apoiadores, que pediam o fechamento do Congresso e intervenção militar.

Veja a seguir as maiores altas e maiores baixas na bolsa nesta segunda-feira:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Maiores altas

  • Cyrela (CYRE3): +8,85%
  • Magazine Luiza (MGLU3): +8,72%
  • Localiza (RENT3): +6,15%
  • brMalls (BRML3): +5,84%
  • Lojas Americanas (LAME4): +5,79%

Maiores baixas

  • Gerdau Metalúrgica (GOAU4): -3,70%
  • Embraer (EMBR3): -3,66%
  • Gerdau (GGBR4): -3,66%
  • CSN (CSNA3): -3,56%
  • Vale (VALE3): -3,50%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ações do mês | ação JBS JBSS3 3 de setembro de 2026 - 6:02
Armazém de varejo cheio de prateleiras com caixas de papelão e pacotes. 2 de setembro de 2026 - 14:41
Unidade da Ambipar (AMBP3) 1 de setembro de 2026 - 10:15
Gráfico de ações e bandeira do Brasil para representar a bolsa brasileira 1 de setembro de 2026 - 7:08
31 de agosto de 2026 - 17:45
B3, bolsa de valores, ações, mercados. 31 de agosto de 2026 - 16:42
28 de agosto de 2026 - 19:20
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 27 de agosto de 2026 - 17:01
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 27 de agosto de 2026 - 15:31
Cifrão em um prédio em construção representando os dividendos das ações de construtoras, incorporadoras e fundos imobiliários 27 de agosto de 2026 - 10:04
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar