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Informação foi confirmada pela Pasta; Nelson Teich assumiu o ministério há menos de um mês em meio à crise
O Ibovespa acentua perdas no final da manhã desta sexta-feira (15) após a notícia que o ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo.
O principal índice da bolsa começou o dia operando entre altos e baixos. Às 11h40, recuava 0,46%, aos 78.649,49 pontos. Mas às 12h10 o Ibovespa já caía 1,53%, 77.807,43 pontos.
O Ministério da Saúde confirmou que Nelson Teich pediu demissão. O governo promove uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira para falar sobre o assunto.
Teich assumiu a pasta em 17 de abril, após o então ministro Luiz Henrique Mandetta deixar o cargo por divergências com o presidente Jair Bolsonaro, em especial sobre o isolamento social.
Na segunda-feira, Teich soube em uma entrevista coletiva que o presidente havia editado um decreto ampliando as atividades consideradas essenciais durante a pandemia, incluindo salões de beleza e academias.
Havia também divergências entre o ministro e Bolsonaro sobre uso da cloroquina em pacientes da covid-19. Hoje, a recomendação da pasta é para casos graves e de internação, enquanto o presidente defende a prescrição ampla da substância — cujo efeito contra a doença não é comprovado.
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O desempenho do Ibovespa, assim como o de outros índices de ações em todo o mundo, está ligado às perspectivas políticas locais e do exterior. Indícios de instabilidade costumam impor tensão aos investidores.
O mercado pode ver riscos de uma recuperação mais lenta da economia e uma falta de habilidade do governo em promover as medidas necessárias para garantir o crescimento a longo prazo.
Desde o início do ano, a bolsa brasileira passou por movimentos semelhantes com a saída do então ministro Luiz Henrique Mandetta e com o pedido de demissão de Sergio Moro (anteriormente à frente da Segurança Pública).
A instabilidade política e a crise do coronavírus puxam uma queda de mais de 30% do Ibovespa desde o início de janeiro — depois de em 2019 o índice subir 31,58%.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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