Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
fechamento dos mercados

Ibovespa tem maior sequência semanal de altas desde janeiro de 2019 com Vale e bancos, quase apagando perdas no ano

Índice subiu pela 6ª semana consecutiva; ações da Eletrobras são destaque no período, após BTG recomendar compra e perspectiva de privatização no 1º semestre de 2021. Dólar cai 6%

Touro grande saindo de dentro do ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa terminou no azul mais uma semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ser exato, foi a 6ª seguida. Sim, a 6ª alta semanal consecutiva do principal índice acionário da B3. É coisa rara de ser. O fato não ocorria desde janeiro de 2019, quando Jair Bolsonaro tomou posse como presidente da República. Naquela ocasião, a sequência se iniciou ainda no fim de dezembro, na reta final da transição do governo Michel Temer para o atual.

De quebra, o índice, impulsionado pelos desempenhos de Vale e bancos, ainda ficou perto de apagar as perdas acumuladas no ano (ainda cai 0,45% no período), em que demorou a se recuperar das consequências causadas pela pandemia de coronavírus.

Só foi muito recentemente — o mês de novembro que o diga, com base no "rali da vacina" — que as blue chips como Petrobras e bancos retomaram a rédea e voltaram a subir, embora ainda conservem, no geral, quedas no acumulado de 2020.

O ímpeto de alta dessas ações acabou impulsionando a recuperação do Ibovespa. E o fluxo de estrangeiros, como vocês sabem (e nós temos escrito e vamos escrever mais sobre isso por aqui), teve um peso nisso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta semana, a alta foi de 1,6%, o que permitiu ao índice retomar, ontem, o patamar de 115 mil pontos, que havia sido frequentado por ele pela última vez apenas em 18 de fevereiro, quase 10 meses atrás — em um cenário pré-covid-19, lembremos.

Leia Também

ENTENDA

Fundo imobiliário entra em alerta com crise bilionária do Grupo Toky (TOKY3); dona da Tok&Stok representava fatia gorda da receita

VEJA QUAL É

Oportunidade tática: Itaú BBA recomenda comprar ação que sofreu com efeitos da guerra para buscar até 22% de retorno

Não se pode falar que a sessão desta sexta-feira (11) tenha sido lá boa. Foi morna, apesar de o índice ter mudado de sentido a partir da hora e meia final de negócios.

No geral, o cenário exterior negativo deu as cartas, em meio a indefinições políticas tanto na Europa como nos Estados Unidos.

O primeiro-ministro Boris Johnson disse que há uma grande possibilidade de que os esforços para se alcançar um acordo de comércio de última hora com a União Europeia, em meio ao Brexit, fracassem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje que "as posições permanecem distintas em questões fundamentais". Na Europa, os principais índices acionários à vista em Londres, Paris e Frankfurt fecharam em queda de ao menos 0,8%, exatamente a queda marcada pelo FTSE 100, na Inglaterra.

Nos Estados Unidos, novas frustrações acerca de um pacote de ajuda financeira pesaram. Após sinais de progresso em meio a uma pressão bipartidária por estímulo de cerca de US$ 900 bilhões, os republicanos do Senado sugeriram na quinta que não poderiam aceitar alguns aspectos das propostas.

Assim, os principais índices em Wall Street caem — S&P 500 recua 0,1%; o Dow Jones, 0,2%, e o Nasdaq, 0,2%.

Um fator negativo que pesou localmente veio da política. O relatório da PEC Emergencial ficará para 2021, segundo o relator, o senador Marcio Bittar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A proposta cria mecanismos de ajuste fiscal para a União na hipótese de operações de crédito excederem despesa de capital, além de previsão de gatilho para estados e municípios no caso da elevação de despesas correntes para mais de 95% das receitas correntes.

Por aqui, o Ibovespa terminou a sessão onde começou: ficou estável, aos 115.130 pontos.

Quem sobe, quem desce na semana

As ações da Eletrobras foram os grandes destaques da semana que acaba. Os papéis avançaram repercutindo a boa visão do mercado para o seu futuro operacional e as perspectivas de privatização em 2021.

Na terça (8), o BTG Pactual iniciou a cobertura das ações da Eletrobras com a recomendação de compra, sendo "uma das relações mais atraentes de risco-recompensa" no setor, mesmo se descartados os efeitos de uma privatização. O Ivan Ryngelblum fez uma matéria sobre o assunto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No relatório, os analistas destacaram os ajustes operacionais realizados pela administração desde 2016 e a possibilidade de uma privatização destravar ainda mais valor.

O preço-alvo estabelecido para as ações ordinárias (ELET3) foi de R$ 57,00 e para as preferenciais classe B (ELET6) em R$ 63,00, representando um potencial de alta de 84% e 69%, respectivamente, em comparação ao fechamento de segunda.

Hoje, a novidade foi no cronograma para a privatização da empresa. Líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes disse que a privatização da companhia será colocada em pauta no primeiro semestre. As ações subiram até 7,2%.

Os papéis da Vivo também foram destaques de alta, depois de o Bradesco BBI elevar o preço-alvo das ações de R$ 60 para R$ 61, demonstrando otimismo com o setor de telecomunicações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ações de Vale e de bancos também avançaram e, tendo participação relevante na carteira do Ibovespa, sustentaram a alta do índice. Os papéis da mineradora reagiram à disparada do minério de ferro no porto de Qingdao, na China, que chegaram à 10ª alta consecutiva, enquanto Itaú PN e Banco do Brasil ON subiram mais de 3%.

Veja as maiores altas semanais do Ibovespa:

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO SEMANAL
ELET3Eletrobras ON           38,69 12,96%
ELET6Eletrobras PNB           38,45 11,26%
CSNA3CSN ON           28,25 8,20%
CMIG4Cemig PN           13,69 8,14%
VIVT3Telefônica Brasil ON           47,05 7,42%

Ações que sofreram com a pandemia, Azul PN e Embraer ON registraram perdas nas últimas cinco sessões, demonstrando uma disposição dos investidores de realizarem lucros (no mês, os papéis ainda sobem no mínimo 7%).

Os investidores também aproveitaram para realizar lucros com os papéis da Lojas Americanas, que ainda sobem 3% no mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os papéis da Yduqs voltaram a cair na semana — o setor de educação sofreu fortes recuos no ano com a evasão e a inadimplência em meio à pandemia.

Confira as principais baixas da semana:

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO SEMANAL
RAIL3Rumo ON           18,77 -9,06%
LAME4Lojas Americanas PN           23,61 -6,72%
CSAN3Cosan ON           71,19 -6,70%
RENT3Localiza ON           63,70 -4,95%
YDUQ3Yduqs ON           35,20 -4,01%

Dólar sobe e juros caem

O mercado de câmbio teve um dia levemente negativo, com a alta do dólar, uma sessão depois de o dólar repercutir o comunicado da última decisão do Copom e se aproximar do retorno à casa dos R$ 4.

A moeda subiu 0,2%, cotada aos R$ 5,0461 — o dólar também apontou valorização diante da maioria de pares emergentes do real e teve leve ganho frente a rivais fortes como euro, libra e iene, segundo aponta o Dollar Index (DXY).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O comportamento do câmbio, hoje, encontra explicação na cautela que toma conta dos mercados internacionais, e os investidores aproveitaram para aumentar um pouco a proteção.

Ainda assim, a figura maior demonstra o alívio no câmbio: nesta semana, o dólar recuou 5,6%, renovando as suas mínimas do período de pandemia, voltando aos menores patamares desde junho. Em novembro, a moeda caiu 7% frente ao real, reagindo à volta de fluxo estrangeiro à B3 com a redução do risco coronavírus (avanço no desenvolvimento de vacinas) e definição da eleição americana (a vitória de Joe Biden representa mais multilateralismo e menos protecionismo, o que tende a enfraquecer o dólar).

Os juros futuros dos depósitos interbancários, por sua vez, registraram forte queda nas partes intermediária e longa da curva, de no mínimo 10 pontos-base (0,1 ponto percentual), e quedas mais leves na parte curta, como nos juros para janeiro/2022 (de 0,04 ponto).

As taxas deste modo devolveram um pouco das altas vistas ontem, quando a curva reagiu ao comunicado do Copom mais duro sobre a situação dos núcleos de inflação e o mercado reprecificou, principalmente para a parte intermediária da curva, uma alta de juros, antecipando-a.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Com o dólar mais tranquilo e um pouco de fluxo de estrangeiros na bolsa e para as NTN-Fs [prefixados de vencimentos mais longos], o mercado acalmou bastante", diz Paulo Nepomuceno, analista de renda fixa da Terra Investimentos, que também destaca que a curva de juros estava "muito alta" e que o cenário político mais calmo diminui a percepção de risco demonstrada pelos juros.

Veja os juros dos principais vencimentos agora:

  • Janeiro/2021: de 1,906% para 1,904%
  • Janeiro/2022: de 3,06% para 3,02%
  • Janeiro/2023: de 4,44% para 4,33%
  • Janeiro/2025: de 5,99% para 5,89%

O comitê também fechou a porta para cortes da Selic e estipulou que o "forward guidance" do comitê poderá ser removido conforme as projeções para inflação de 2022 ganham peso no horizonte relevante da política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
JBS (JBSS3) 13 de maio de 2026 - 11:40
Ações Ibovespa Brasil 12 de maio de 2026 - 19:31
11 de maio de 2026 - 13:20
small caps índice smll bolsa brasileira b3 smal11 9 de maio de 2026 - 12:58
b3 dinheiro bolsa brasileira investimentos ações 8 de maio de 2026 - 14:27
barras de ouro certificados de ouro sorteio empiricus 8 de maio de 2026 - 7:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia