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fechamento dos mercados

Ibovespa tem 7ª semana de alta consecutiva e fica a 1.600 pontos de máxima histórica

Ações de Vale, Petrobras e bancos sobem e sustentam ganhos de 2,5% no período, embora índice tenha terminado abaixo dos 118 mil pontos com realização de lucros e desconforto político

Foguete voando na frente da bolsa; Ibovespa em alta
Montagem com foguete decolando na frente da sede da B3. - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa anotou mais uma alta semanal e isso está ficando corriqueiro até demais.

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Neste período, após oficialmente completar a sua recuperação em 2020, o índice passou a registrar alta acumulada no ano pela primeira vez desde fevereiro. O Ibovespa, se bem nos lembramos, zerou a sua queda anual na terça-feira (15).

Desde então, adicionou ganhos de 2,1% às suas contas no ano.

Tudo isto para dizer que esta semana também foi a (nada mais, nada menos) 7ª consecutiva de alta do principal índice acionário da B3. A última vez que se viu uma sequência como essa foi entre as semanas compreendidas entre 24 de julho e 15 de setembro de 2017.

Ou seja, havia mais de três anos que o índice não registrava uma sequência tão longa de altas semanais, um dado que salta aos olhos em uma trajetória de franca retomada que flerta com o topo histórico.

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Nesta semana, ações ligadas a commodities, como siderúrgicas e produtoras de celulose, apresentaram ganhos importantes.

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No período, o Ibovespa avançou 2,5%, apesar da queda da última sessão da semana, em que se viu novo desconforto político entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, além de um movimento de correção após fortes altas.

Bolsonaro acusou Maia de não votar a 13ª parcela do Bolsa Família em live na quinta (17) à noite, deixando uma medida provisória (MP) sobre o tema caducar.

O deputado, em resposta, disse que o presidente é "mentiroso" e pautou para hoje MP que prorrogou o auxílio emergencial até dezembro deste ano, com o 13º do programa social incluso.

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Com isso, o índice terminou a sexta (18) em leve queda de 0,3%, aos 118.023 pontos.

O cenário externo também permitiu ao índice continuar a alçar voos maiores. A perspectiva de novos estímulos fiscais nos Estados Unidos contribuiu com a tomada de risco em um ambiente de liquidez abundante, fazendo inclusive com que os índices acionários à vista dos Estados Unidos renovassem máximas históricas.

Quem sobe, quem desce

Ações de commodities, significativas para a carteira do Ibovespa, tiveram desempenhos importantes para sustentar o índice.

Siderúrgicas tiveram uma semana muito positiva — Gerdau PN avançou 8%; CSN ON, 7,6%, e Usiminas PNA, 5,3%.

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Ações ligadas à celulose e ao papel, como Suzano ON e as units da Klabin, também se apreciaram ao menos 6,5% no período.

Em ambos os casos — de siderúrgicas e produtoras de celulose —, as altas dos preços tanto do minério de ferro quanto da celulose, ligados à demanda da economia da China, explicam os bons desempenhos das ações.

Acompanhando o minério de ferro, ações da Vale subiram 3,5% na semana. Hoje, após o fim da sessão do Ibovespa e relatos da imprensa, a mineradora confirmou que houve um deslizamento de terra na Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).

O local é perto da barragem de mesmo nome que se rompeu em janeiro de 2019. Equipes do Corpo de Bombeiros procuram por um homem que operava a máquina.

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Bancos também se apreciaram, em meio à continuidade de ingresso de fluxo de investidores estrangeiros na bolsa brasileira e a visão de que os preços desses papéis ainda estão atrativos.

As ações da Petrobras também avançaram em meio à alta do petróleo no mercado internacional — hoje, os contratos futuros do petróleo Brent para fevereiro fecharam no maior nível em 9 meses.

Veja as maiores altas da semana:

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO SEMANAL
TOTS3Totvs ON           28,22 11,41%
BPAC11BTG Pactual units           90,07 10,38%
BRKM5Braskem PNA           23,74 10,37%
SUZB3Suzano ON           56,43 9,74%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PN           11,38 8,48%

Enquanto isso, ações punidas pela pandemia, Gol PN, Azul PN e CVC ON voltaram a sofrer nesta semana, após a recuperação recente dos papéis com as perspectivas de vacina. Confira as principais baixas:

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CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO SEMANAL
COGN3Cogna ON             4,78 -9,81%
GOLL4Gol PN           25,15 -7,02%
SBSP3Sabesp ON           43,94 -6,89%
AZUL4Azul PN           37,95 -6,80%
YDUQ3Yduqs ON           33,20 -5,68%

Dólar e juros têm sessão de marasmo

O dólar terminou a sessão em alta de 0,1%, aos R$ 5,0829, seguindo a apreciação global da divisa indicada pelo Dollar Index (DXY), que compara a moeda a rivais fortes como euro, libra e iene.

A divisa americana também teve comportamento similar diante de outras moedas emergentes, pares do real brasileiro, como peso mexicano e rublo russo, indicando um comportamento em linha do mercado de câmbio local.

A perspectiva de estímulos nos EUA mantém o dólar sob pressão globalmente. Por aqui, a moeda tem se mantido em trajetória de queda firme ao menos desde novembro. No acumulado de dezembro, recua 5%.

Os juros futuros também terminaram a sessão regular próximos da estabilidade.

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As taxas mais longas chegaram a apontar forte alta cedo na sessão, com a MP do 13º do Bolsa Família incluída na pauta da Câmara. No entanto, Maia retirou, no início da tarde, a proposta da pauta, com crescentes temores fiscais à vista.

"O próprio ministro Paulo Guedes hoje confirmou que o presidente é mentiroso quando disse que de fato não há recursos para o décimo-terceiro do Bolsa Família", disse o congressista, segundo a Agência Câmara Notícias.

"Ontem, fiquei muito irritado porque nunca imaginei que em um País como o Brasil um presidente da República pudesse, de forma mentirosa, tentar comprometer a imagem do presidente da Câmara ou de qualquer cidadão brasileiro."

Com isso, as taxas futuras terminaram próximas da estabilidade, com até mesmo as taxas mais longas, que precificam mais o risco fiscal, terminando a sessão com viés de queda.

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Veja as taxas dos principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,900% para 1,910%
  • Janeiro/2022: de 2,96% para 2,97%
  • Janeiro/2023: de 4,39% para 4,41%
  • Janeiro/2025: de 5,93% para 5,92%
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