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Fala do presidente da República traz dúvidas aos investidores e aumenta percepção de risco de descontrole das públicas. Juros sobem forte
Jair Bolsonaro pesou.
O presidente da República azedou — ao menos levemente — o bom humor dos investidores nesta quarta-feira (11) após sugerir, ontem à noite, uma possível extensão do auxílio emergencial, elevando o sentimento de preocupação com relação à trajetória o endividamento público do Brasil.
O benefício é pago a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados como forma de suavizar os impactos do coronavírus na renda dos brasileiros.
"Se acaba o auxílio, como ficam quase 40 milhões de invisíveis, que perderam tudo?", disse o presidente, em discurso ontem à noite.
A declaração, dando a entender a necessidade de um novo tipo de ajuda financeira a essas populações, trouxe para o mercado a percepção de um maior risco fiscal com a possibilidade da expansão de gastos públicos.
Refletindo a incerteza à frente com as contas do governo, o dia do principal índice da B3 foi instável.
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O Ibovespa abriu em queda e alcançou o vale ainda nos primeiros 45 minutos de sessão. Depois virou para alta, mas se firmou no campo negativo à tarde para não mais sair dali.
No fim do dia, o índice caiu 0,25%, cotado aos 104.810 pontos — descolando-se do vigor das bolsas em Nova York, em um dia de forte recuperação das ações do setor de tecnologia. Na mínima, o Ibovespa chegou a cair 0,9%, para 104.140 pontos.
"Sinalizações que possam ser entendidas como um aprofundamento do problema fiscal serão vistas de forma muito negativa pelo mercado", diz Igor Cavaca, analista da gestora Warren. "Se não tivermos expectativas melhores até meados do próximo mês, 2021 pode ser complicado."
O resultado final é a pausa em um rali que durava já seis sessões seguidas. No período, o Ibovespa acumulou ganhos de 12%. Por conseguinte, também foi a primeira sessão de novembro em que o índice caiu.
Bolsonaro fez preço, mas não foi o único do mundo político a trazer receios.
A postura do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também contribuiu para o desconforto político no cenário doméstico.
Em rede social, o deputado reagiu a outras falas do presidente, segundo as quais o Brasil tem que "deixar de ser um país de maricas", em relação ao coronavírus, e outra em que disse "quando acaba a saliva, tem que ter pólvora" ao se referir a possíveis sanções relacionadas à Amazônia, mas sem citar o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.
Maia também fez menção crítica a uma fala do ministro Paulo Guedes de ontem sobre o risco de hiperinflação, levantando o receio dos investidores com vistas para a relação do governo com ele.
"Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal", afirmou.
Em meio a um estado de paralisia na apreciação de reformas econômicas, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, afirmou que, após o primeiro turno das eleições, haverá votações na casa, uma vez que há acordo com a base do governo. Barros teve hoje reunião com Bolsonaro e acordou pautas com o presidente.
"Maia receberá a pauta e espero que possamos superar obstrução", disse Barros. "A base do governo, o líder Arthur Lira, disse que topa votar de segunda a sexta, todo dia, até o recesso parlamentar."
Entre as pautas previstas para irem a voto, estão o projeto de cabotagem, renegociação de dívidas de Estados e a regulamentação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Papéis de empresas que foram bem ontem, com a migração de recursos de setores de tecnologia para companhias da "economia tradicional", voltaram a apresentar perdas hoje.
Os desempenhos negativos de ações de peso, como Petrobras e bancos, fizeram pressão baixista sobre o Ibovespa.
Na ponta ganhadora, as ações de e-commerce foram bem e lideraram as altas percentuais do índice.
Entre os destaques positivos da sessão de hoje, as ações penalizadas recentemente do setor de e-commerce tiveram alta — Via Varejo ON (VVAR3) e B2W ON (BTOW3) entre os principais ganhos —, acompanhando o desempenho positivo de hoje do índice Nasdaq, que reúne ações de tecnologia.
Os papéis do Magazine Luiza ON (MGLU3) também subiram forte, avançando 1,4%, acompanhando a recuperação de preços do setor.
Veja as principais altas percentuais do índice:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 18,84 | 5,61% |
| BPAC11 | BTG Pactual units | 79,99 | 5,32% |
| MRFG3 | Marfrig ON | 14,96 | 3,03% |
| B3SA3 | B3 ON | 55,40 | 2,40% |
| BTOW3 | B2W ON | 74,73 | 2,27% |
Papel que esteve entre as maiores altas ontem, Ultrapar ON (UGPA3) devolveu alguns desses ganhos, com os investidores optando pela realização de lucros, e teve a segunda maior perda do índice.
A petroquímica Braskem também foi um dos destaques de queda, depois da divulgação dos balanços trimestrais.
"A empresa mostrou um balanço neutro, apresentando bastante impacto do episódio de Alagoas", diz Cavaca, da Warren, mencionando as provisões para o evento geológico ocorrido no Estado. "Isso pode fazer com que a empresa demore mais do que o esperado a reportar resultados melhores."
Confira também as principais quedas do índice:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇOS (R$) | VARIAÇÃO |
| UGPA3 | Ultrapar ON | 20,22 | -6,82% |
| BRKM5 | Braskem PNA | 23,75 | -6,57% |
| HGTX3 | Cia Hering ON | 18,17 | -4,32% |
| COGN3 | Cogna ON | 4,71 | -3,88% |
| HYPE3 | Hypera ON | 29,90 | -3,77% |
Dois dos principais índices acionários americanos terminaram a quarta no azul, em um dia de retomada para as "big techs".
O Dow Jones, índice que reúne ações do setor industrial e de serviços, foi o que teve comportamento mais volátil e finalizou a sessão apontando para baixo, em queda de 0,1%.
Em meio a uma recuperação de preços das ações de tecnologia, o índice Nasdaq marcou uma forte alta, avançando 2% — a primeira alta em três sessões do índice.
Recentemente, papéis das empresas do setor caíram forte com a perspectiva de uma vacina contra o coronavírus. Essas ações — sempre bom lembrar — saíram como as grandes vencedores da pandemia no mundo corporativo.
O S&P 500, índice que reúne as 500 maiores empresas do mundo, foi outro que subiu na sessão de hoje, após findar a terça em queda — avançou 0,77%.
Os principais índices acionários da Europa, em Londres, Paris e Frankfurt, fecharam em alta de no mínimo 0,4%.
No âmbito político, os olhos ainda estão voltados aos Estados Unidos, com os resultados da eleição presidencial.
A equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declinou de realizar um apontamento técnico e rotineiro que permitiria ao presidente eleito Joe Biden o acesso a informações secretas.
Sem o aval, não é possível que Biden ordene o envio de seus representantes para se incorporar às agências governamentais nem ter acesso ao Departamento de Estado para que facilite ligações com líderes estrangeiros.
O democrata, no entanto, não está parado: Biden deverá escolher ao menos dois nomes para a composição de seu gabinete até o feriado de Ação de Graças.
No mercado de câmbio, o dia também foi volátil, como tem sido usual nas últimas sessões.
O dólar terminou avançando 0,4%, cotado a R$ 5,4164. Na máxima, a moeda subiu forte, em alta de 1,2%, para R$ 5,4560 — na mínima, caiu 0,21%, para R$ 5,3817.
A performance da divisa incorporou tanto a piora do cenário político doméstico como a força do dólar no exterior.
O Dollar Index (DXY), índice que compara o dólar a uma cesta de moedas como euro, libra e iene, aponta valorização. O dólar também se apreciou frente a moedas emergentes, pares do real — como peso mexicano e rublo russo.
"Foi um dia de sobe e desce do dólar, quase que não saiu do lugar, mas o risco fiscal ainda pesa, e nos juros isso ficou mais claro", diz André Machado, sócio-fundador do Projeto Os 10%, escola de trades.
"Por aqui, acho que o fluxo estrangeiro ainda segurou um pouco o dólar, o impediu de subir muito", afirmou Machado, citando o recorde R$ 4,5 bilhões de entrada de recursos estrangeiros no mercado secundário (ações já listadas) da B3 na segunda (9).
Os juros futuros, por sua vez, prosseguiram em um movimento de alta durante toda a sessão, em meio ao pior cenário interno, e fecharam para cima.
A percepção dos investidores a respeito do risco fiscal e a deterioração das condições políticas se agravou, elevando as taxas futuras uma vez mais.
"Sem reformas e privatizações, a gente vai entrar em uma situação complicada; a rolagem de dívida fica prejudicada e as taxas de juros sobem", diz Álvaro Bandeira, economista-chefe e sócio do banco digital modalmais.
"A indefinição sobre a situação fiscal é a pior das situações que a gente pode ter, pois os investidores não sabem onde se alocar", disse Bandeira, mencionando a fala de Bolsonaro sobre o auxílio emergencial e as dúvidas sobre o futuro da trajetória fiscal.
Veja as taxas de juros dos principais vencimentos de contratos de depósitos interbancários:
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