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2020-03-18T17:04:03-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Crise do coronavírus

À espera da decisão do BC, juros futuros disparam com alta do dólar

A aposta do mercado financeiro refletida na curva de juros é que o BC terá de aumentar a Selic em algum momento para fazer frente às pressões inflacionárias

18 de março de 2020
11:10 - atualizado às 17:04
Coronavírus mercados bolsa
Imagem: Shutterstock

No dia em que o Banco Central decide sobre a taxa básica de juros (Selic) com ampla expectativa de um corte de pelo menos 0,50 ponto percentual, no mercado de juros futuros as taxas são negociadas em forte alta.

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A aposta do mercado financeiro refletida na chamada curva de juros é que o BC terá de aumentar a Selic em algum momento para fazer frente às pressões inflacionárias.

Em uma tentativa de aliviar a pressão no mercado, o Tesouro anunciou uma nova intervenção no mercado de títulos públicos nesta quarta-feira.

Confira a seguir as taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) negociadas na B3 por volta das 16h45:

  • Janeiro/2021: de 3,66% para 4,00%;
  • Janeiro/2022: de 4,57% para 5,81%;
  • Janeiro/2025: de 6,72% para 7,82%;
  • Janeiro/2027: de 7,53% para 8,60%.

A expectativa de um corte mais agressivo nos juros hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para conter os impactos do coronavírus na economia levou a uma corrida ao dólar na manhã de hoje.

A disparada da moeda norte-americana também deve exercer pressão sobre os índices de inflação e podem eventualmente diminuir o poder de fogo do BC para estimular a economia via corte de juros. Esse movimento também ajuda a colocar os juros futuros sob pressão.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,99% na segunda prévia de março, após ter ficado estável (0,00%) na segunda prévia de fevereiro, de acordo com divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice acumula elevação de 1,43% no ano de 2020 e alta de 6,54% em 12 meses.

*Com Estadão Conteúdo

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