Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

entrevista

‘O mercado hoje vende tudo que cheire a risco’, diz ex-diretor do BC

Para o economista Alexandre Schwartsman, a expansão do coronavírus deixou o mundo em nível de ansiedade e incertezas onde tudo é possível

Estadão Conteúdo
29 de fevereiro de 2020
13:12
Alexandre Schwartsman, consultor e ex-diretor do Banco Central
Alexandre Schwartsman, consultor e ex-diretor do Banco Central - Imagem: Reprodução Youtube

Para o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central (BC), a expansão do coronavírus deixou o mundo em nível de ansiedade e incertezas onde tudo é possível. "O grau de incertezas é boçal", afirma. Para ele, a única certeza é que o dólar, que se valorizou diante de todas as moedas do planeta nesta semana, vai continuar com força. "Neste momento, os investidores estão vendendo qualquer coisa que cheire a risco e compram qualquer coisa que não ofereça risco. O dólar se valoriza e quem estava entupido de título americano, ganha dinheiro." A seguir, trechos da entrevista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O quanto do pânico levado pelo coronavírus ao mercado financeiro tem impacto, de fato, na economia?

Ninguém faz a menor ideia. Até o começo desta semana havia no mundo uma esperança de que essa doença ficasse contida dentro das fronteiras da China, mas ela se alastrou e pegou forte na Europa. Um exemplo é uma pesquisa divulgada pela revista The Economist. São três cenários. No caso de um impacto leve, vai comer 0,5% do PIB em 2020. Um impacto intermediário, queda de 2% no PIB. Se a crise for um negócio devastador, o coronavírus vai comer 4,5% do PIB de 2020. O grau de incertezas que o mundo está mergulhado hoje é boçal.

Foi a pior semana desde a crise do subprime americano, em 2008...

Pois é, o que acontece é que todos estão parando para tentar entender alguma coisa. As pessoas não sabem o que é, então vendem agora para perguntar depois. E depois compram títulos do Tesouro americano. Esses estão indo muito bem, obrigado. Quem estava entupido de título americano ganhou dinheiro. Teve um 'rouba-monte' grande no mercado financeiro.

Ontem, a Bolsa conseguiu se recuperar no fim do dia, mas chegou a perder os 100 mil no meio do caminho. Teremos mais uma semana de fortes oscilações?

A Bolsa está inserida no movimento global. A única que caiu menos nesta semana foi a Bolsa chinesa, mas porque ela já tinha caído muito lá atrás.

O peso das empresas de commodities, porém, é maior na B3. Isso a torna mais vulnerável?

Esse é um segundo efeito do que estamos vendo, uma despencada por demanda de matérias-primas. A China reduz o ritmo de demanda e a gente vê uma queda importante na procura por minério de ferro, soja, cobre, até mesmo carne, que era um insumo com demanda muito forte no fim do ano passado. Obviamente, a commodity é um canal de transmissão. Mas, por outro lado, não temos a Apple, que está paralisando a produção por falta de componentes. Eu, francamente, não sei o que é pior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia Também

A cotação do dólar ontem bateu em R$ 4,51. Depois perdeu um pouco a força e fechou o dia a R$ 4,47. O real vai continuar se desvalorizando?

Acho que vai. Todas as moedas que não sejam dólar vão sofrer mesmo daqui para frente. Nada que cheire a risco está valendo. E no caso do real tem o fato de ser uma moeda muito próxima à venda de commodity, como falamos, assim como no Chile, na África do Sul, na Rússia.

Não há pressão inflacionária, com o dólar nessa patamar?

Algum repasse vai ter, por menor que seja. Lembro que estamos vivendo um momento de pânico e nesses casos é normal um overshooting de moeda. Pode ser que o dólar não fique em R$ 4,50. Mas, neste momento, o mercado que estava com o dólar a R$ 4,20, está vivendo uma realidade 5% acima disso, mais ou menos.

Deve haver impacto no PIB?

Acho que sim, principalmente, o primeiro trimestre vai ser muito abalado por essa história. Já temos relatos de empresas parando a produção por falta de componentes. Isso gera um choque de oferta que a gente acredita que será superado em algum momento. Mas o que foi perdido, está perdido. A questão da demanda externa, aí já é mais difícil aferir com o que temos hoje de dados. Mas acho que lá fora vai demorar um pouco para retomar. Esperava no começo do ano uma alta no PIB de 2,3%. Vai ser menos do que a gente estava esperando. Estou esperando para ver nesta próxima semana os dados do PIB de 2019 para ter uma ideia melhor do que foi o ano passado e, daí, projetar 2020 com o coronavírus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Banco Central havia sinalizado a manutenção da taxa de juros Selic em 4,50% para 2020. A atual crise muda os planos da instituição?

Eu acho que sim. Talvez não agora, em março, mas quando a situação normalizar um pouco, há uma chance de um novo corte de juros. Lá fora isso está ficando claro. Houve um mudança radical nos Estados Unidos. Até a semana passada, o mercado dava 95% de chances de o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) manter sua taxa. Hoje, já está 75% para reduzir para 1,5% ao ano (corte de 0,25%) e 25% para reduzir para 1,25% na taxa anual (corte de 0,50%), já em março. Existe uma mudança de política monetária global. E deve levar o mundo a uma nova onda de afrouxamento monetário. E o BC nitidamente vai ter de acompanhar essa onda.

Qual a opinião do sr. sobre o vídeo divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro convocando para manifestações contra o Congresso Nacional?

Eu acho uma injustiça dizer que o governo Bolsonaro é aquele que vê uma casca de banana do outro lado da rua e atravessa para pisar nela. Eles primeiro jogam a casca de banana do outro lado da rua, aí eles atravessam e pisam nela. O Congresso tem sido extraordinariamente amistoso com o governo. Ele aprovou uma reforma previdenciária muito boa. Mas o governo não ajuda.

O sr. ainda espera alguma reforma para este ano?

Eu torço mais do que espero. O calendário está ficando justo e cada pisada na bola empurra o calendário um pouco mais para a frente. Este é um ano de eleições e o espaço está muito pequeno para fazer alguma coisa. Até agora, o governo não tem agenda definida. Quais são as prioridades? E isso está nos colocando numa situação superdelicada. Se não passar nenhuma reforma em 2020, o Brasil terá dificuldades. Hoje, mesmo cumprindo o teto de gastos, o Brasil terá dificuldades de gerar resultados primários até 2023, no cenário mais positivo. A gente vai continuar comprimindo gasto discricionário para fazer as contas fecharem. Isso não pode persistir indefinidamente.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

Patria Malls (PMLL11) abocanha fatias de 5 shoppings enquanto tenta destravar fusão com outro FII; entenda o que está em jogo

17 de abril de 2026 - 10:55

O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII

FIIS HOJE

BTG Pactual Logística (BTLG11) aumenta dividendos em maior nível em 15 meses; confira quando o dinheiro cai na conta dos cotistas

16 de abril de 2026 - 14:41

O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados

UMA NOVA MARCA PARA A B3

Bolsa ‘quebra a banca’ com R$ 120 bilhões e bate recorde em cinco anos — e uma ação rouba a cena

16 de abril de 2026 - 12:44

O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

SD ENTREVISTA

Dólar a R$ 4,90? Os dois motivos que explicam a queda da moeda — e por que isso não deve durar, segundo gestor especialista em câmbio

16 de abril de 2026 - 6:30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim

NOVO TETO?

Ibovespa acima dos 220 mil pontos? O que dizem gestores com US$ 72 bilhões sob gestão

15 de abril de 2026 - 19:10

Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA

LUCROS COM ESG

Figurinha carimbada: B3 (B3SA3) é a favorita das carteiras recomendadas de ESG (de novo) – o que chama a atenção na ‘dona da bolsa’?

15 de abril de 2026 - 15:02

Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%

MOVIMENTAÇÃO

MBRF (MBRF3) tomba quase 10% na bolsa após venda de ações em bloco por fundo árabe; entenda

15 de abril de 2026 - 14:48

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal

DOS FIIS AOS ETFS

O gringo também gosta de FIIs: fluxo estrangeiro chega aos fundos imobiliários, e isso é bom para os cotistas; saiba quais ativos estão na mira

15 de abril de 2026 - 6:03

Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários

MERCADOS HOJE

200 mil pontos logo ali: Ibovespa se aproxima de novo recorde, mas Petrobras (PETR4) joga contra

14 de abril de 2026 - 16:01

Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua

NOVO PREÇO-ALVO

Não tem mais potencial? BofA e Safra rebaixam recomendação de Usiminas (USIM5) e ação recua até 3%; confira o que dizem os analistas

13 de abril de 2026 - 18:42

Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos

GANHOS PARA O BOLSO

Dividendos de 12%: BTG reforça compra para Allos (ALOS3) após acordo com a Kinea

13 de abril de 2026 - 18:10

O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas

FIIS HOJE

Este FII vende imóvel alugado à Caixa Econômica e coloca R$ 3,6 milhões no bolso do cotista; saiba qual e entenda a operação

13 de abril de 2026 - 17:32

Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira

RETORNO TURBINADO

Petrobras (PETR4) dobrou o capital do acionista em 5 anos — mas quadruplicou o dinheiro de quem reinvestiu os dividendos

13 de abril de 2026 - 16:39

Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%

CÂMBIO E BOLSA

Dólar ladeira abaixo: moeda fecha a R$ 4,99 pela 1ª vez em dois anos; Ibovespa supera inéditos 198 mil pontos

13 de abril de 2026 - 15:50

Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra

RENDA PASSIVA

FII, FI-Infra e Fiagros: onde investir para garantir dividendos mensais, com isenção de imposto de renda, segundo o BTG

13 de abril de 2026 - 11:54

Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio

SOB NOVA PRESSÃO

Petróleo sobe, dólar avança, e Petrobras (PETR4) pega carona após Trump ameaçar Estreito de Ormuz; veja como os mercados reagem

13 de abril de 2026 - 10:45

A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade

PAPEL NA CARTEIRA

Esse fundo imobiliário é o favorito da XP para se proteger da inflação — e ainda conta com dividendo de 11,5%

12 de abril de 2026 - 13:09

A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação

IBOVESPA EM FESTA

Em semana euforia no Ibovespa, ações da Hapvida, C&A e Auren ‘fizeram a festa’, enquanto outras ficaram de ressaca; veja as maiores altas e baixas da bolsa

11 de abril de 2026 - 17:00

Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda

DANÇA DAS CADEIRAS NO ALTO ESCALÃO

Hapvida (HAPV3) tem a maior alta do Ibovespa na semana e lembra do ‘gostinho’ de ser querida pelo mercado. O que impulsionou as ações?

10 de abril de 2026 - 19:03

A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia