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A XP Investimentos protocolou os documentos referentes ao seu processo de abertura de capital nos EUA. A operação será feita na Nasdaq, com ofertas primárias e secundárias
Agora é oficial: a XP Investimentos planeja abrir seu capital nos Estados Unidos. Há pouco, a empresa brasileira protocolou os documentos referentes ao IPO (oferta pública inicial de ações) na SEC, órgão regulador do mercado acionário americano — uma instituição equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O prospecto ainda é preliminar, mas já traz algumas informações importantes quanto aos planos da XP nos EUA. A começar pela escolha da Nasdaq para o IPO — a bolsa é conhecida por abrigar empresas do setor de tecnologia, em contraste com a NYSE, que serve como lar para companhias de ramos mais "tradicionais".
A operação será realizada através de ofertas primárias (quando são emitidos novos papéis e os recursos levantados vão para o caixa da empresa) e secundárias (quando são vendidos papéis que já existem e, assim, o dinheiro vai para os atuais acionistas).
Entre os acionistas que venderão parte de suas posições na oferta secundária, estão os fundos General Atlantic e Dynamo, além dos próprios sócios da XP Investimentos. A faixa indicativa de preço para as ações e a quantidade de papéis que serão ofertados ainda não foram definidos.
No documento, a XP diz que usará os recursos a serem obtidos na oferta primária para investir em novos serviços financeiros, como bancos digitais, meios de pagamento e seguros. A companhia também diz que pretende levantar caixa para "eventuais oportunidades de compra" e acelerar a captação de clientes, entre outros usos.
Em mensagem, o fundador da XP, Guilherme Benchimol, diz ter confiança na percepção de que, através do IPO, a companhia conseguirá se conectar com alguns dos maiores e mais inteligentes investidores do mundo, e que essa é a melhor maneira de fazer a empresa capturar as oportunidades que se desenham adiante.
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"Eu quero enfatizar a todos os nossos potenciais investidores que a métrica mais importante que nos guia no longo prazo é a qualidade dos nossos serviços e nosso comprometimento aos consumidores", diz Benchimol. "Essa é a única maneira pela qual atingiremos nossas metas audaciosas e nos tornaremos a maior empresa de investimentos e serviços financeiros do Brasil".
No documento protocolado na SEC, a XP diz possuir uma base com mais de 1,5 milhão de clientes. Nos primeiros nove meses desse ano, a companhia gerou uma receita líquida de R$ 3,43 bilhões, alta de 65,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
O lucro líquido reportado entre janeiro e setembro de 2019 chegou a R$ 699 milhões, quase o dobro dos R$ 352 milhões registrados nos primeiros nove meses de 2018. Os ativos sob custódia da XP chegavam a R$ 350 bilhões ao fim de setembro deste ano.
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
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