Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Sonho grande demais?

Como Jorge Paulo Lemann perdeu a liderança entre os bilionários brasileiros

Perda de valor da cervejaria AB Inbev e da produtora de alimentos Kraft Heinz tiraram o empresário do topo da lista. Veja cinco razões que levaram à queda

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
4 de março de 2019
14:26 - atualizado às 17:15
Jorge Paulo Lemann, do fundo 3G, dono da Ambev
Jorge Paulo Lemann, do fundo 3G, dono da Ambev - Imagem: Felipe Rau / Estadão Conteúdo

Quando Jorge Paulo Lemann assumiu a posição de homem mais rico do Brasil, em 2013, poucos diriam que o sócio da 3G Capital perderia a posição apenas seis anos depois para o banqueiro Joseph Safra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao contrário, quando a firma de investimentos de Lemann anunciou a compra da Kraft Foods e a fusão com a Heinz, em 2015, o “sonho grande” do empresário e de seus sócios Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira estava em plena marcha.

Afinal, com a injeção da “fórmula mágica” do trio, que inclui o corte obsessivo de custos e a valorização dos principais executivos, a gigante de alimentos processados parecia fadada ao mesmo sucesso que fez Lemann dominar o mercado mundial de cervejas com a AB Inbev, a dona da Ambev aqui no Brasil.

Isso sem falar na união com Warren Buffett, o rei do “value investing”, cujo mantra é investir em empresas com valor considerado abaixo do justo. Ou seja, Lemann parecia ter criado um negócio à prova de falhas.

Em 2017, a 3G Capital e a Berkshire Hathaway de Buffett ainda tentariam uma investida sobre a Unilever, que acabou mal sucedida. Esse costuma ser considerado o ponto de virada para os negócios do brasileiro, cujo modelo começou a ser cada vez mais questionado. Inclusive pelo próprio Lemann, que já se declarou como um “dinossauro apavorado”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A perda de valor de mercado da AB Inbev e, principalmente, da Kraft Heinz acabou tirando Lemann do topo da lista de bilionários brasileiros da revista Forbes. Das empresas controladas pela 3G, a única que vem passando ilesa à crise é a Restaurant Brands International, formada pela fusão do Burger King com a rede canadense Tim Hortons.

Leia Também

Mesmo com todo o “pavor”, o “dinossauro” ainda conta com uma fortuna de US$ 23,1 bilhões (R$ 87,2 bilhões), apenas US$ 1,7 bilhão atrás de Joseph Safra. Ou seja, Lemann pode voltar à liderança entre os bilionários se as empresas da 3G Capital recuperem parte do valor perdido no último ano.

Mas o que deu errado para Lemann? Enumerei a seguir cinco fatores citados mais frequentemente por analistas e pelos próprios sócios do empresário:

1 - Pagou caro pela Kraft

No papel, a união da Kraft Foods com a Heinz parecia perfeita. Mas não tão boa a ponto de valer os US$ 46 bilhões do negócio, segundo as estimativas da época. O próprio Warren Buffett reconheceu na semana passada que pagou caro demais pela empresa, embora diga que continua sendo um excelente negócio. A empresa combinada chegou a valer quase US$ 90 bilhões na época da fusão, mas despencou para os US$ 39,5 bilhões atuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

2 - Mudança de hábito dos consumidores

A estratégia de Lemann e seus sócios é calcado na aposta em marcas consolidadas. Foi assim no mercado de cervejas com a histórica aquisição da Anheuser-Busch, dona da Budweiser. No ramo de alimentos, a 3G Capital se valeu da mesma tática ao adquirir marcas como o ketchup Heinz e o creamcheese Philadelphia.

Só faltou combinar com os consumidores, em particular os da nova geração. O avanço das cervejarias artesanais e rótulos “premium” afetou as vendas das bebidas da AB Inbev. A busca por alimentos mais saudáveis e o avanço de novos concorrentes também atingiram em cheio a Kraft Heinz.

3 - Cortou demais?

Será que a obsessão da 3G pelo corte de custos nas empresas que comanda foi longe demais? É o que parte do mercado passou a se questionar depois da perda de mercado das cervejas da AB Inbev e, principalmente, do terrível balanço da Kraft Heinz, que trouxe baixa contábil de US$ 15,4 bilhões relacionada à desvalorização das marcas.

O incômodo foi tão grande que o presidente da AB Inbev, o brasileiro Carlos Brito, procurou se distanciar da linha da empresa-irmã e negou a estratégia de corte indiscriminado de custos. Tanto que a cervejaria anunciou que pretende ampliar os gastos com marketing.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

4 - Perda de confiança dos investidores

Como era de se esperar, as perdas na Kraft Heinz enfureceram os acionistas minoritários da companhia. Ainda depois que foi revelado que a empresa de Lemann transferiu US$ 1,23 bilhão em ações seis meses antes do anúncio das baixas contábeis. O caso rendeu uma ação na Justiça americana contra a companhia e a 3G Capital.

Não bastasse o descontamento dos acionistas, a Kraft anunciou ainda que enfrenta uma investigação da Securities and Exchange Commission (SEC, a xerife do mercado de capitais nos Estados Unidos).

5 - Alto endividamento

Outra estratégia vencedora que se voltou contra Lemann em tempos de crise foi o uso de dívida para financiar as aquisições bilionárias. Os empréstimos não só viabilizaram as maiores tacadas da 3G, como a compra da dona da Budweiser como multiplicaram o retorno dos investimentos.

Só que no caso da Kraft Heinz o retorno esperado não veio e o que ficou foi a dívida, agora na casa dos US$ 30 bilhões. O que colocou a 3G Capital na rara posição de vendedora, já que a empresa terá se livrar de ativos para melhorar a situação financeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E você, acredita que Jorge Paulo Lemann voltará a ser o homem mais rico do Brasil ou o modelo de negócios do empresário está ultrapassado? Deixe seu comentário logo abaixo ou lá no meu Twitter.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ADEUS, PENNY STOCK

Marisa (AMAR3) recebe enquadro da B3 por ação abaixo de R$ 1, e avalia fazer grupamento; presidente do conselho renuncia

26 de março de 2026 - 10:14

Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão

REESTRUTURAÇÃO EM CURSO

Casas Bahia (BHIA3) dá novo passo na virada financeira e levanta R$ 200 milhões com FIDC de risco sacado

26 de março de 2026 - 9:33

Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda

SAIU DO FUNDO DO POÇO?

Americanas (AMER3) pede fim da recuperação judicial, vende Uni.Co e reduz prejuízo em mais de 90%

26 de março de 2026 - 8:57

A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos

AINDA PRECISA VOTAR

A torneira dos dividendos vai fechar? A proposta da Equatorial (EQTL3) que pode mudar a distribuição aos acionistas

25 de março de 2026 - 19:59

Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações

ATENÇÃO, ACIONISTA

Dividendos e JCP: Bradesco (BBDC4) anuncia R$ 3 bilhões em proventos; veja quem mais paga aos acionistas

25 de março de 2026 - 19:25

Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios

BARATA OU ARMADILHA?

Mesmo a R$ 1, Oncoclínicas (ONCO3) ainda tem espaço para cair mais: o alerta do JP Morgan para as ações

25 de março de 2026 - 17:02

Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda

O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Não é hora de colocar a mão no fogo pela Hapvida (HAPV3): por que o Citi ainda não comprou o discurso de virada da empresa

25 de março de 2026 - 16:09

Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações

DON'T STOP ME NOW

Mercado Livre (MELI34) anuncia investimento gigantesco no Brasil e tem planos para entrar em novo segmento bilionário, mas há um porém no curto prazo, diz BTG

25 de março de 2026 - 13:37

Com o aumento dos investimentos, as margens continuam comprimidas, então o retorno para acionistas não deve vir no curto prazo, acredita o banco. Entrada no segmento farmacêutico também deve ser gradual, com projeto piloto lançado ainda neste ano

VENCENDO A TURBULÊNCIA

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) baterão à porta do investidor em breve, segundo o BTG

25 de março de 2026 - 12:42

Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa

ATUALIZAÇÃO

iOS 26.4 combina novos emojis, Apple Music mais esperto e verificação de idade em obediência à la Lei Felca

25 de março de 2026 - 11:54

Apple lança update com foco em segurança, entretenimento e acessibilidade, em sintonia com discussões como a Lei Felca

UM NOVO INTERESSADO

Acionista da Oncoclínicas (ONCO3) coloca R$ 500 milhões na mesa — mas, antes, quer derrubar todo o conselho

25 de março de 2026 - 9:06

Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda

AINDA MAIS ENDIVIDADAS

Raízen (RAIZ4), GPA (PCAR3)… pedidos de recuperação de empresas devem piorar em 2026, e corte da Selic não faz nem cócegas na dívida

25 de março de 2026 - 6:25

Empresas já estão renegociando dívidas com credores há muito tempo, mas, para algumas, o fôlego acabou. Guerra e juros altos podem levar a uma piora do cenário corporativo, segundo especialistas consultados por Seu Dinheiro

APOSTA ALTA

Recorde de R$ 57 bilhões: para onde vai o investimento do Mercado Livre (MELI34), que também promete criar de 10 mil empregos no Brasil

24 de março de 2026 - 19:23

Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano

RAIO-X DO CONSUMO

Corrida do varejo no Brasil: quem ganha e quem fica para trás, segundo o BTG

24 de março de 2026 - 18:40

Com base no desempenho do quarto trimestre de 2025, banco destaca quais empresas conseguiram driblar os juros altos e o consumo fraco no final do ano passado

O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Casas Bahia (BHIA3) saiu do “modo sobrevivência” e agora busca virar a chave de vez: vai dar certo? BTG responde

24 de março de 2026 - 17:30

BTG vê avanço operacional e melhora financeira após Investor Day, mas mantém cautela com juros altos e estrutura de capital

“IMPOSTO DO PECADO”

Copa, eleições e imposto indefinido: o que afeta a Ambev (ABEV3) e outras fabricantes de cerveja, segundo o BTG

24 de março de 2026 - 16:04

Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro 

REAÇÃO AO RESULTADO

Ações do Agibank caem em Wall Street após primeiro balanço desde o IPO. O que incomodou o mercado?

24 de março de 2026 - 14:48

Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?

DESCONTOS DE ATÉ 30%

Depois da chegada de sua marca irmã mais barata, preços da Zara caem; qual o risco para C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3)?

24 de março de 2026 - 14:15

Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%

PRESSÃO REGULATÓRIA

Sanepar (SAPR11) cai até 7% após Agepar propor repasse de R$ 3,9 bilhões a usuários; entenda o que está em jogo

24 de março de 2026 - 12:37

Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense

REAÇÃO AO BALANÇO

Movida (MOVI3) muda o foco: lucro líquido sobe 64,5% e rentabilidade bate recorde no 4T25; é hora de comprar as ações?

24 de março de 2026 - 11:38

Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia