Menu
2019-07-11T09:54:12-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
o ano não começou

Vendas no varejo ficam estáveis em maio; alta é de 0,7% no ano

Para a gerente da pesquisa do IBGE, o ano de 2019 é como se não tivesse começado para o varejo, devido ao alto nível de incerteza dos empresários

11 de julho de 2019
9:53 - atualizado às 9:54
Varejo
Vendas no varejo - Imagem: Alex Silva/Estadão Conteúdo

O volume de vendas no varejo em maio ficou estável (-0,1%), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-fera, 11. No ano, o comércio teve alta de 0,7%, e acumulou um crescimento de 1,3% nos últimos 12 meses.

Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o ano de 2019 é como se não tivesse começado para o varejo, devido ao alto nível de incerteza dos empresários quanto aos investimentos futuros e ao mercado de trabalho. Isso se reflete, por exemplo, no indicador acumulado em 12 meses, que permanece estável há três meses.

“Embora com maior estabilidade do mercado de trabalho, são 13 milhões de desempregados e 28,5 milhões de subutilizados", disse Nunes. "A população ocupada está crescendo, mas esse aumento é explicado pela informalidade, então a qualidade de renda é baixa para o consumo se estender para além de atividades que não sejam básicas”.

No mês, duas das oitos atividades do comércio ficaram negativas, pressionando o índice para baixo. Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que abrange as vendas pela internet, caiu 1,4%, em maio, pelo segundo mês consecutivo, acumulando -2%. Já combustíveis e lubrificantes caíram 0,8%, após alta de 0,6% em abril, praticamente descontando esse crescimento.

Ainda de acordo com o IBGE, o setor de hipermercados e supermercados, que tem o maior peso na pesquisa, em torno de 50% no índice, voltou a crescer, 1,4%, após retração de 3,5% entre fevereiro e abril. “Esse crescimento pode estar associado à redução de inflação dos alimentos no domicílio, de -0,89% registrada pelo IPCA no mês”, afirma Isabella.

Falta no comércio varejista, tem no ampliado 

O dinamismo que falta ao comércio varejista em 2019 está presente no varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e materiais de construção. O setor mostrou alta de 0,2% em maio e de 6,4% na comparação com maio de 2018, refletindo os bons resultados de veículos (22,3%) e de material de construção (11,6%).

“Por conta da crise econômica na Argentina e da redução de exportações para o país, teve um movimento interno de escoamento da produção com melhoria das condições de financiamento [de veículos]”, explica Nunes.

A pesquisadora acrescentou que o volume de crédito para pessoas jurídicas para aquisição de veículos cresceu de R$ 1,7 bilhão para R$ 3 bilhões, entre maio 2018/2019, segundo dados do Banco Central.

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação tiveram resultados positivos no comércio varejista, com destaque para Amapá (8,1%). Entre os estados que apresentaram maiores reduções nas vendas estão Minas Gerais (-1,5%), Roraima e Rio de Janeiro (ambos com -1,4%).

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

balanço do dia

Covid-19: casos sobem para 15,5 milhões e mortes, para 432,6 mil

O total de vidas perdidas durante a pandemia subiu para 432.628. Entre ontem e hoje, foram registradas 2.211 novas mortes.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Mudaram as estações, mas nada mudou na bolsa

Quem olha para o saldo do Ibovespa na semana pode achar que os últimos dias foram um marasmo. O índice, afinal, ficou praticamente estável — uma quase desprezível queda de 0,13%. “Mas eu sei que alguma coisa aconteceu / tá tudo assim, tão diferente”, já dizia a música. E é verdade: nada mudou na bolsa, […]

Fechamento da semana

Inflação americana e minério de ferro vivem ‘dias de luta e dias de glória’, monopolizando a semana; dólar avança e bolsa recua no período

O minério de ferro puxou Vale e siderúrgicas para cima – mas depois derrubou. A inflação americana também assustou, mas conseguiu acalmar o ânimo dos investidores. Confira tudo o que movimentou a semana

Engordando o caixa

Petrobras gera US$ 2,5 bilhões com desinvestimentos em 2021; venda mais recente é para fundo árabe

E a estatal não deve parar por aí, pois o diretor financeiro da empresa já reafirmou a intenção de continuar com o programa de venda de ativos

Em evento do BofA

Presidente do BC revela preocupação com análise de autonomia no STF e planos para PIX internacional

Campos Neto e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm conversado com ministros da Corte sobre os questionamento acerca do tema

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies