Vale redefine suas 3 principais prioridades: segurança, pessoas e reparação
Mudanças ocorrem após a mineradora revelar os impactos financeiros do desastre, que resultou em um prejuízo de R$ 6,4 bilhões no primeiro trimestre. Veja também as reações dos analistas ao balanço

Em sua primeira apresentação a investidores como presidente efetivo da Vale, o executivo Eduardo Bartolomeo buscou reforçar o seu papel de liderança no momento mais desafiador da companhia.
Segundo ele, após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), a empresa passou a se apoiar em três pilares básicos estratégicos: segurança, pessoas e reparação.
Na quinta-feira, a mineradora revelou os impactos financeiros do desastre, que resultou em um prejuízo de R$ 6,4 bilhões no primeiro trimestre, com um total de R$ 17,1 bilhões em provisões - mas que ainda podem aumentar.
"Gostaria de pedir desculpa à sociedade pela tragédia de Brumadinho. Assumo o compromisso de liderar a Vale durante o momento mais desafiador de sua história. As três palavras que vão pontuar as prioridade da Vale daqui em diante são segurança, pessoas e reparação", afirmou o executivo, nesta sexta-feira, durante a abertura da teleconferência com analistas e investidores, em relação a um dos maiores acidentes ambientais e trabalhistas da história do País.
"Queremos transformar a Vale na empresa de mineração mais segura e confiável do mundo", disse, acrescentando que a companhia tem demonstrado que "não poupará esforços, nem recursos para reparar os danos". "Gostaria de ver Brumadinho renascendo e com novas vocações econômicas", completou.
Leia Também
Segundo ele, a empresa vem apoiando e dando transparência às investigações, que devem revelar as causas do acidente.
"Instauramos duas investigações internas independentes, uma delas solicitada pelo conselho de administração da Vale".
Além disso, destacou que a empresa está criando uma diretoria de segurança e excelência operacional. "Essa diretoria vai manter um canal de reporte direto ao CEO e ao conselho de administração", disse.
Bartolomeu destacou uma série de estratégias que a companhia vai adotar de agora em diante, como a maximização do flight-to-quality no minério de ferro; disciplina na alocação de capital; e transformação de metais básicos. "Manteremos nosso foco na disciplina de alocação de capital, com ênfase em segurança dos ativos, a fim de maximizar o valor do nosso portfólio de produtos premium", destacou.
Outra iniciativa que a empresa busca é a de melhorar a regulamentação brasileira na área de mineração, "elevando os padrões e as práticas atuais".
Segundo ele, um órgão regulador único precisa trazer mais visibilidade para o monitoramento das barragens consideradas críticas.
Além disso, é necessário que se crie uma série de normas técnicas detalhadas, baseadas nas melhores práticas, com às do Canadá e da Austrália, evitando sobreposições na regulamentação sobre o setor mineral.
Mercado tem "mix" de sensações
Em meio ao balanço e à alta das cotações do minério de ferro no exterior, o saldo foi positivo para as ações da Vale (VALE3), que fecharam em alta de 1,90% no pregão de hoje, cotadas a R$ 49,46. Confira também a nossa cobertura completa de mercados.
Os analistas que acompanham a mineradora estão otimistas com as ações, mas digeriram de diferentes maneiras o balanço e as provisões sobre o desastre envolvendo a mineradora.
Em relatório distribuído a clientes, a XP Investimentos coloca a "cautela" como palavra de ordem quando o assunto é Vale. Citando a falta de números sobre os danos ambientais e coletivos sobre Brumadinho, a XP afirma que a situação da companhia fica indefinida até que todas as contas sejam feitas.
"Mantemos recomendação de compra, mas esperamos pressão nas ações no curto prazo", escrevem os analistas.
Já o Itaú BBA, que tem recomendação "outperform" (compra), interpretou o balanço como positivo, destacando o sólido desempenho da empresa no 1º trimestre mesmo com os problemas envolvendo o desastre ambiental.
O Bradesco BBI, por sua vez, chamou os resultados de "mais fracos do que o esperado" e sinalizou que seu foco continuará no desenrolar dos prejuízos relativos a Brumadinho. Os analistas indicam a compra dos papéis (outperform).
Apesar do sentimento misto, as ações da Vale operam em forte alta nesta sexta-feira, 10. No meio da tarde, os papéis eram negociados em alta de 1,83%, mas chegaram a subir 2,5% ao longo do pregão.
*Com Estadão Conteúdo.
MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA