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A mineradora foi alvo de duas ações coletivas em Nova York logo após o acidente em Mariana da Samarco, no final de 2015
O acidente com a barragem da Vale em Brumadinho (MG) pode resultar em novo processo de investidores contra a mineradora na Justiça dos Estados Unidos, avalia um analista da Vale em Nova York, que prefere não se identificar, pois ainda está avaliando as primeiras informações sobre o rompimento da barragem, que já repercutem na imprensa internacional.
Este analista lembra que a Vale já foi alvo de duas ações coletivas em Nova York logo após o acidente em Mariana da Samarco, no final de 2015.
A Vale é sócia na Samarco junto com a companhia anglo-australiana BHP Billiton. Ele lembra que na ocasião, o American Depositary Receipt (ADR) da empresa caiu fortemente e os investidores alegaram prejuízos. Há pouco, o ADR recuava mais de 11% em Nova York.
O profissional destaca ainda que a Vale é uma das empresas mais líquidas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), com muitos investidores no mercado internacional.
Por isso, dependendo das consequências deste acidente, os investidores podem se juntar em nova ação coletiva.
No acidente da Samarco, os investidores entraram com uma ação coletiva acusando a Vale e a BHP de "omissão" e alegando perdas de US$ 1 bilhão com o rompimento da barragem.
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Em 2017, a Justiça americana isentou a Vale de responsabilidade pelo acidente da Samarco.
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