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2019-08-06T17:15:47-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Mineradora sustentável?

Com peso da Vale, índice de sustentabilidade (ISE) da bolsa cai mais que o Ibovespa

Índice da B3 que, em tese, deveria reunir apenas empresas com práticas mais rigorosas de sustentabilidade acumula perda de 4,61% desde o rompimento da barragem em Brumadinho (MG). No mesmo período, o Ibovespa registra uma baixa menor, de 3,11%.

7 de fevereiro de 2019
10:58 - atualizado às 17:15
vale-tragedia

Pode parecer incrível, mas passados 13 dias do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) a Vale continua integrando o ISE, índice de ações de empresas consideradas mais sustentáveis pela B3. O número de mortes confirmadas na tragédia é de 150 até o momento. Outras 182 pessoas seguem desaparecidas.

Com o peso da mineradora, o Índice de Sustentabilidade Empresarial da bolsa acumula uma queda de 4,61% desde o rompimento. No mesmo período, o Ibovespa registra uma baixa menor, de 3,11%.

A diferença é explicada justamente pela participação da Vale nos dois indicadores. Enquanto a mineradora sozinha representa 12,16% do ISE, a participação da empresa no Ibovespa é de 8,51%.

A mineradora voltou a integrar o índice de sustentabilidade em janeiro deste ano. A Vale fazia parte do índice até 2015, mas ficou de fora na mudança anual da carteira depois do rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG).

Pra que serve o ISE?

Os índices de sustentabilidade como ISE servem de referência para os investidores preocupados com as questões socioambientais das empresas. Do ponto de vista financeiro, a avaliação é que as ações de companhias sustentáveis têm maior retorno no longo prazo justamente por estarem protegidas de incidentes como os de Brumadinho e Mariana.

No Brasil, os fundos de sustentabilidade ainda engatinham: são pouco mais de R$ 400 milhões em patrimônio, segundo dados da Anbima. Mas no exterior os fundos que adotam critérios ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) na hora de investir totalizavam mais de US$ 2,5 trilhões (R$ 9,3 trilhões) no fim de 2016.

Lá fora também é comum que empresas sejam excluídas dos índices de sustentabilidade se deixarem de atender os critérios para se manterem na carteira.

Um dos casos mais recentes foi o da montadora Nissan, que foi retirada do índice Dow Jones Sustainability - referência no setor - após a prisão do brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente do conselho da companhia.

O que diz a B3

Eu procurei duas vezes a B3 para saber quais providências foram tomadas no caso da Vale e se a empresa vai ou não permanecer no índice de sustentabilidade após a tragédia de Brumadinho.

A última resposta que recebi foi que a bolsa está seguindo os trâmites do processo de gestão de crise gravíssima, que estão em andamento.

Pelas regras do ISE, em casos considerados gravíssimos, é realizado contato com solicitação de esclarecimento, com prazo de cinco dias úteis para retorno. Pois esse prazo venceu no último dia 1º de fevereiro, considerando que o pedido de esclarecimentos à Vale foi feito na segunda-feira logo após a tragédia.

E você, o que acha da presença da Vale no índice de empresas sustentáveis da bolsa? Deixe sua resposta aí nos comentários ou lá no meu Twitter.

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