Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Uma tentativa de Teoria das Cordas, aplicada às finanças

Eu trabalho muito. Tenho uma dedicação apaixonada e até mesmo obsessiva com a Empiricus. Nem sei se isso é bom. Mas é o que é

10 de dezembro de 2019
10:18 - atualizado às 10:55
Quadro de ciências
Quadro de ciências - Imagem: Shutterstock

Já fui mais fã das historinhas das Finanças Comportamentais. Mas depois que entrei em contato com a literatura de Gerd Gigerenzer e soube da injustiça com que ele foi tratado no livro do Michael Lewis, peguei um certo bode. A tal “Aversão à Perda”, tão aclamada como oposição à “Aversão ao Risco” prescrita pela teoria neoclássica, seria nada mais do que a manifestação objetiva de nossa racionalidade ecológica — se estamos sob ameaça, natural estarmos dispostos a assumir mais riscos, porque precisamos sobreviver; já se estamos confortáveis, vamos ficar numa boa, sentados na segurança de nossos sofás. Eliminamos a estabilidade de nossas preferências conforme a situação — e é assim mesmo que deve ser, absolutamente racional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tenho certo gosto, uma empatia natural, pelos “underdogs” também. Quando vi a espécie de desdém com que Gigerenzer foi tratado no “Projeto Desfazer”, aproximei-me ainda mais do sujeito; metaforicamente, claro. Confesso ainda que o fato de as Finanças Comportamentais terem ficado meio pop, com dois prêmios Nobel, me trouxe alguma resistência adicional — se virou consenso, deixou de ter grande valia e utilidade prática para nós. Desconfio também que o fato de ter já ter estado pessoalmente com Daniel Kahneman e Richard Thaler talvez tenha, de maneira tácita e sem que eu mesmo tenha percebido, desconstruído um pouco a figura de heróis e seres mitológicos. A proximidade nos torna mais humanos. Enquanto isso, Gigerenzer, ao menos por enquanto, ainda é apenas uma figura distante e, portanto, mais olímpica no meu psiquismo.

Isso não significa também a desconfiguração completa de minha admiração por Daniel Kahneman. Aliás, aqui talvez caiba um parêntese, em especial quando se observa a profissão daqueles que, como eu, vivem de dar opiniões. Se você faz uma crítica a um determinado sujeito ou a uma certa teoria, isso não significa inteira desqualificação ou reunião pura de defeitos. Somos todos humanos, permeados de ambivalências, ódios e amores, erros e acertos, paixões e dissabores. Curiosamente, tomar uma avaliação pontual como uma síntese geral muitas vezes implica incorrer num dos mais clássicos vieses cognitivos apontados pelas Finanças Comportamentais, o chamado “halo effect”. Mas isso é assunto para outra hora, talvez para amanhã.

Há algo particularmente interessante no pensamento de Kahneman para mim, que é sua “equação favorita”, descrita abaixo: 

Sucesso = talento + sorte
Grande sucesso = um pouco mais de talento + muita sorte 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu trabalho muito. Tenho uma dedicação apaixonada e até mesmo obsessiva com a Empiricus. Nem sei se isso é bom. Mas é o que é. Ainda estou tentando um método de fugir de mim mesmo. Até hoje, não sei se tenho talento. Na maior parte das vezes, acredito que não tenho. Mas posso dizer que, ao menos até agora, tive muita sorte. Ainda bem, fique claro. Deusa Fortuna, continue assim, uma companheira fiel. 

Leia Também

Houve dois momentos ao longo dos últimos cinco anos em que a sorte se manifestou de maneira mais pronunciada. 

A primeira delas foi com o famigerado “O Fim do Brasil”, que agora virou “cult" e óbvio, mas na época, ex-ante, foi bem diferente. Houve uma dupla atuação da Providência nesse caso. Claro que existiu também estudo e diligência, mas a verdade é que, àquela altura, vários outros economistas e bons gestores também estavam com a mesma cabeça. Mas o timing foi assustador. Escrevemos em julho de 2014, às vésperas da eleição — a presidente Dilma saiu vencedora do pleito e, bom, deu no que deu: a maior recessão da história republicana brasileira. E a segunda jogada da sorte àquela altura foi o processo que tomamos da turma do PT — ao acusar-nos de associação com Aécio Neves e Google, fomos colocados no holofote. Deram-nos o palco de que precisávamos. A informação é absolutamente antifrágil. Se você quer sua rápida disseminação, tente censurá-la. Caro presidente Jair Bolsonaro, seus esforços contra a Folha de S.Paulo apenas farão o jornal ficar maior. A imprensa se beneficia do choque.

E o segundo grande momento foi com a batizada “Virada de Mão”, quando mudamos a visão pessimista para os ativos brasileiros para uma abordagem construtiva, afirmando que o Brasil ficara barato, sendo a hora de comprar. Na minha visão, o consenso confundia ausência de evidência com evidência de ausência. Não era porque não enxergávamos saída para a crise que não havia uma saída. Ali foi uma situação distinta, pois ninguém — absolutamente ninguém — estava otimista com os mercados brasileiros. Bom, basta ler a entrevista do gênio Luis Stuhlberger às Páginas Amarelas na época, quando “flertávamos com o abismo” e “a presidente Dilma não sofreria impeachment” — de fato, ele, como sempre, parecia ter razão. Mas o Brasil é uma revoada de cisnes negros. Veio o áudio do “Bessias” e, de novo, deu no que deu. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse dois movimentos compõem uma espécie de dupla sertaneja dos grandes trades macro da Empiricus, com uma geração de valor brutal. A orientação em 2014 era comprar dólar a R$ 1,90, para ser vendido depois a R$ 4,00. A partir do final de 2015, a indicação era comprar Bolsa a 40 mil pontos. Seguindo apenas essas duas coisas, portanto, tivemos uma multiplicação da ordem de seis vezes desde 2014. 

Não tenho a menor dúvida de que houve muita sorte nesses movimentos. Muita sorte mesmo. Mas meu ceticismo obriga o questionamento: será que foi apenas sorte? Reitero, sob o risco da repetição: não estou dizendo que não houve sorte. Houve, sabemos. Mas foi só sorte? Em outras palavras, será que não existe algo em comum aos dois momentos, uma espécie de método sistemático capaz de identificar estágios de virada macro?

Não tenho resposta pronta, mas confesso que estou trabalhando, junto ao Ricardo Mioto, numa tentativa de endereçar a questão. Como os três leitores mais assíduos já sabem, estamos escrevendo um novo livro, cujo título provisório é “Princípios de um estrategista” — sim, é uma homenagem ao Ray Dalio. O mérito é muito maior do Mioto do que meu — assim, muito maior mesmo. Do meu lado, há uma pretensão de reunir e sistematizar todas as minhas ideias e filosofias de investimento, colocando-as para trabalhar de forma prática, capazes de serem implementadas no dia a dia para se ganhar dinheiro.

Faço um paralelo com a Teoria das Cordas, um modelo físico-matemático com o objetivo de unificar a Física, conectando a teoria da relatividade e a teoria quântica numa única estrutura matemática — embora não seja uma teoria científica propriamente dita, porque não pode ser falseada, atrai bastante interesse por conta da esperança de vir a ser uma espécie de teoria de tudo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do ponto de vista micro, queremos unir Warren Buffett a Nassim Taleb. Como o mundo é complexo, imprevisível e dominado por cisnes negros, muito mais suscetíveis à aleatoriedade do que supomos a priori, precisamos abandonar a noção clássica da “escola fundamentalista” ligada ao tal valor intrínseco. Como o futuro permanece incerto e impermeável, e o valor intrínseco necessariamente depende da nossa capacidade de acessar o futuro, simplesmente não há como definir com uma mínima precisão qual é esse tal valor intrínseco.

Por isso, usamos todo o instrumental buffettiano na tentativa de identificar ações razoavelmente baratas, apenas com o objetivo de tentar fazer com que as surpresas e os cisnes negros estejam do lado positivo, já que o quadro muito adverso se encontraria em grande medida incorporado às cotações. Pouco a perder, muito a ganhar.

Já sob a ótica sistêmica, a ideia é mandar descer todos os filhos de Gandhi. Omolu, Ogum, Oxum, Oxumaré, Howard Marks (e seu “Mastering the Market Cycle”), Ray Dalio (com a ideia clara dos ciclos no famoso vídeo “How The Economic Machine Works”), George Soros (e sua obstinação pela sístole e diástole, pelos booms and busts) e, claro, a antifragilidade e a convexidade de Nassim Taleb.

Se você se debruçar, mesmo sob o benefício da retrospectiva, sobre as orientações de investimento feitas com O Fim do Brasil em 2014 e com a Virada de Mão ao final de 2015, verá que elas se apoiam, rigorosamente, na mesma essência: ambas se caracterizam pela identificação precisa do momento do ciclo da economia e também da política brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2014, com a economia a pleno emprego e baixa ociosidade do fator capital, bem como diante da falta de espaço para o setor público continuar gastando, batemos no teto da oferta agregada. Não havia folga. Tínhamos uma demanda rigorosamente em linha com a oferta e crescendo. O que o governo fez? Continuou dando estímulos à demanda agregada. Encontraria necessariamente o prognóstico descrito pelo livro-texto. Se você joga mais demanda, com a farra do gasto público e um Banco Central subserviente, e não há aumento de oferta, vamos ter inflação e mais déficit em conta corrente.

Bingo! Era um estágio avançado do ciclo econômico. Não tínhamos muito mais para onde ir. Muito a perder, pouco a ganhar — com o desemprego abaixo de 5%, era mais fácil voltarmos a 10% do que irmos a 0%. A assimetria não era convidativa. Era o momento de vender Brasil, muito frágil à época.

Já ao final de 2015, era exatamente o contrário. Estávamos vindo de uma recessão brutal, havia muito desemprego (ainda há) e muita ociosidade na economia (ainda há). Os lucros das empresas do MSCI BR haviam caído cerca de 70%, o mesmo percentual da destruição observada em Wall Street por conta da Grande Depressão de 1929. Era o contrário. Tínhamos muito a melhor (a ganhar) e pouco a piorar (a perder). A população estava cansada do populismo da esquerda intervencionista e o pêndulo necessariamente migraria para a direita liberal. A assimetria passava a ser interessante. 

Nada mais é do que a conexão entre Nassim Taleb, Ray Dalio e Howard Marks, apresentados conforme as palavras de cada um. A filosofia pode encontrar os botões do home broker. Basta darmos corda ao pensamento filosófico. É nisso que estamos trabalhando agora. Logo virão cenas dos próximos capítulos. Eu conto com a ajuda de vocês três.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DIRETO NO BOLSO

Conta de luz ficará mais cara: Aneel anuncia bandeira amarela em maio, com cobrança de taxa adicional pela primeira vez neste ano

25 de abril de 2026 - 9:53

A decisão de acionar a bandeira amarela na conta de luz se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?

Lotofácil 3670, Quina 7010 e Mega-Sena 3000: loterias pagam mais de R$ 170 milhões em prêmios neste sábado

25 de abril de 2026 - 9:38

Por se tratarem de concursos com final zero, os prêmios de Loteria em jogo neste sábado são maiores; confira os valores

CERCO FECHADO

Nem BBB, nem futebol: governo proíbe apostas em mercados preditivos; 28 plataformas são bloqueadas

24 de abril de 2026 - 19:08

Plataformas como Kalshi e Polymarket deixam de operar como investimento e passam a seguir regras de apostas; norma vale a partir de maio

ESSA VAI DOER

Prêmio de R$ 5 milhões de Ana Paula Renault no BBB 26 também passa pela Receita: veja quanto a mordida do leão vai levar

24 de abril de 2026 - 15:39

Nem mesmo a campeã do BBB 26, Ana Paula Renault, vai conseguir fugir da mordida do leão

MICHAEL VOLTA AOS HOLOFOTES

Além da herança musical, Michael Jackson deixou uma boa fortuna — mas seus herdeiros ainda não a acessaram plenamente

24 de abril de 2026 - 13:00

Paris e Bigi estão em disputas na justiça e o Rancho de Neverland foi vendido; veja como está a herança de Michael Jackson

GANHOU TRAÇÃO

Crédito imobiliário chega a R$ 18,5 bilhões em março e salta 53,9% com uma ‘mãozinha’ da Caixa, mostra Abecip

24 de abril de 2026 - 8:47

A Caixa Econômica Federal liderou a concessão de credito imobiliário com recursos da poupança no primeiro trimestre

ATENÇÕES DIVIDIDAS

Quina encerra jejum e ofusca prêmio milionário na Lotofácil 3668; Mega-Sena 2999 encalha e valor acumulado alcança R$ 100 milhões

24 de abril de 2026 - 6:38

Apenas a Lotofácil e a Quina tiveram ganhadores na quinta-feira (23). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

CANETAS EMAGRECEDORAS

Anvisa aprova o uso de Mounjaro para crianças; entenda em quais casos a caneta emagrecedora pode ser usada

23 de abril de 2026 - 15:11

Crianças e adolescentes poderão usar Mounjaro para tratamento, conforme aprovação da Anvisa

CHOQUE NO BOLSO

Conta de luz mais cara: Aneel aprova reajustes de até 15% em oito distribuidoras

23 de abril de 2026 - 14:01

Aumentos começam a valer nesta semana e foram parcialmente contidos por medidas extraordinárias; pressão estrutural segue no radar

IMPACTOS INDIRETOS DA GUERRA

Como a guerra no Irã influencia os preços dos preservativos e torna mais cara a proteção sexual

23 de abril de 2026 - 12:00

Alta no valor do petróleo não é o único impacto do conflito; preços de preservativos podem aumentar em até 30%

ALUGAR, VENDER OU... INVESTIR?

Salas comerciais estão em alta, e aluguel sobe mais de 10% — mas ainda perdem para a Selic

23 de abril de 2026 - 11:34

Na avaliação individual por localidades, os maiores valores médios de aluguel foram São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis

MERCADO IMOBILIÁRIO

Leilão do Banco Itaú, que abre hoje (23), conta com imóvel por 50% abaixo do valor avaliado; veja oportunidades

23 de abril de 2026 - 10:29

Estão disponíveis no leilão do Itaú 146 lotes com casas, apartamentos, comerciais e terrenos em todo o Brasil

POR POUCO

Lotofácil 3667 faz 2 ‘quase-milionários’ na volta do feriado; Mega-Sena 2999 promete prêmio de R$ 70 milhões neste Dia de São Jorge

23 de abril de 2026 - 6:52

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na noite de quarta-feira (22). Hoje (23) o destaque é a Mega-Sena, mas a Quina e a Timemania também oferecem prêmios de oito dígitos.

MAÇÃ TRILIONÁRIA

Como Tim Cook salvou a Apple da falência e permitiu que Steve Jobs moldasse o mercado e o consumo de tecnologia no século 21

22 de abril de 2026 - 15:50

Tim Cook decide deixar o posto de CEO da Apple após 15 anos de liderança; big tech virou trilionária durante sua gestão

'TUDO EM DOBBBRO'

Como uma campanha de marketing do BBB 26 fez com que campeã da edição, Ana Paula Renault, ganhasse o maior prêmio da história do reality

22 de abril de 2026 - 13:30

Prêmio do Big Brother Brasil saiu de R$ 2,7 milhões para R$ 5,4 milhões, além do rendimento de R$ 200 mil que Ana Paula embolsará

QUANTO RENDE

Veja quanto Ana Paula pode ganhar se investir o prêmio do BBB 26 em renda fixa conservadora com a Selic a 14,75% ao ano

22 de abril de 2026 - 10:58

Ana Paula, campeã do BBB26, ganhou R$ 5,4 milhões e poderá aumentar esse valor se investir na renda fixa conservadora

FINANCIAMENTO DE IMÓVEIS

Minha Casa, Minha Vida: Novas regras já estão valendo; confira as condições para ter a casa própria por meio do programa

22 de abril de 2026 - 10:23

Teto de renda mensal para participar do Minha Casa Minha Vida passa de R$ 12 mil para R$ 13 mil

PASSADO O RECESSO

Quem dá mais? Loterias da Caixa voltam do feriado com Quina e +Milionária prometendo prêmios de mais de R$ 30 milhões nesta quarta-feira (22)

22 de abril de 2026 - 7:35

Mega-Sena lidera as estimativas de prêmios das loterias da Caixa, mas seu próximo sorteio está programado para ocorrer somente na quinta-feira (23)

CONCORRÊNCIA

Lotomania 2914 tira proveito de boa sequência da Lotofácil e paga maior prêmio da emenda do feriado de Tiradentes nas loterias da Caixa

21 de abril de 2026 - 8:03

Lotofácil 3666 fez um novo milionário na noite de segunda-feira (20), mas o valor não foi páreo para o prêmio principal da Lotomania. Loterias tiram ‘folga’ hoje (21).

QUANTO RENDE

Veja quanto Ana Paula, Milenaou Juliano Floss pode ganhar se investir o prêmio do BBB 26 em renda fixa conservadora com a Selic a 14,75% ao ano

21 de abril de 2026 - 7:00

Ganhador do BBB 26 ganhará R$ 5,4 milhões e poderá aumentar esse valor se investir na renda fixa conservadora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia