Menu
Julia Wiltgen
O melhor do Seu Dinheiro
Julia Wiltgen
2019-08-08T19:53:24-03:00
Seu Dinheiro na sua noite

Notícias do front

8 de agosto de 2019
19:53
O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Correndo o risco de ficar repetitiva, trago hoje novamente notícias do front da guerra comercial. Não que ela tenha afetado muito os mercados hoje, longe disso. Como veremos adiante, as boas notícias se sobrepuseram às más nesta quinta-feira, deixando o conflito entre Estados Unidos e China em segundo plano.

Mas a troca de chumbo entre as duas maiores economias do mundo continua rolando, e o risco de se desdobrar em uma guerra cambial está cada dia maior. Se é que já não está acontecendo.

Em razão da tarifação dos Estados Unidos, a moeda chinesa se desvalorizou a ponto de romper o patamar psicológico de sete yuans por dólar. Mas já há quem preveja que as barreiras de Trump aos produtos chineses possam levar o yuan ainda mais para baixo.

E parece que os EUA não vão deixar barato. Donald Trump continua com seu jogo habitual de pressionar o Federal Reserve a cortar mais os juros, nos seus costumeiros tuítes desbocados. O problema é que ele também vem acenando com a possibilidade de perder a paciência e acabar mexendo no dólar na base da canetada, como mostra a análise do Eduardo Campos.

Num cenário de juros baixos e desaceleração da economia mundial, uma guerra cambial pode trazer consequências nefastas, com muita incerteza e forte volatilidade nos mercados. Segure-se!

Dias de luta, dias de glória

E apesar de a guerra comercial (e agora, aparentemente, também cambial) continuar comendo solta, com Estados Unidos e China soltando as suas bombas por aí, hoje os mercados resolveram ter um dia de calmaria e otimismo. Os índices acionários no Brasil e no exterior tiveram fortes altas, e o dólar, que chegou perto dos R$ 4 nos últimos dias, teve um alívio. Mas esse clima positivo teve suas motivações, e o Victor Aguiar te conta tudo nesta matéria.

Nem toda estrela é protagonista

A temporada de balanços do segundo trimestre só acaba na próxima semana, mas o mercado já elegeu a protagonista da peça. A CSN causou inveja em muita empresa ao divulgar um aumento de 60% no lucro líquido, rompendo a marca do R$ 1 bilhão. Mas quando o assunto é setor siderúrgico, você deve ficar atento a outra ação. Ao que parece, ela tem um potencial muito maior do que a Siderúrgica Nacional na bolsa. Quem conta essa história é a Natalia Gómez.

O dia depois de amanhã

Agora no Senado, a reforma da Previdência começa a dar sinais de que está bem encaminhada. Passada a fase mais desafiadora da tramitação, é hora de o governo começar a mexer outros pauzinhos para que a coisa de fato deslanche no Brasil. Uma dessas pautas é a privatização da Eletrobras. A capitalização da companhia está pronta para ir para o forno, só falta a equipe econômica acender o gás. Quem falou sobre esse desafio foi o secretário de desestatização e desinvestimento, Salim Mattar, durante um evento fechado para investidores em São Paulo. A Bruna Furlani esteve por lá e traz os detalhes para você nesta matéria.

E por falar em desafio…

Outra grande pauta debatida nesse evento foi a cessão onerosa. Quem acompanha o noticiário econômico sabe que o tema é velho e se arrasta há um bom tempo. Parece que enfim a coisa vai andar, já que o leilão de excedente está marcado para novembro e é considerado o evento financeiro e fiscal do ano. Mas a grana que o governo vai conseguir não deve cair na conta logo de cara.

Cadê o gringo?

No passado, juros baixos nos países desenvolvidos levavam os investidores estrangeiros a migrar seus dólares para os países emergentes, na tentativa de ganhar um dinheirinho a mais. Mas a recente onda de cortes nas taxas de juros está um pouco diferente, com um fluxo de dólares menor que o esperado para países como o Brasil. A avaliação é do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que no entanto pondera que nossa economia está conseguindo atrair um capital estrangeiro de maior qualidade. O Eduardo Campos acompanhou a fala do presidente do BC em um evento fechado para investidores hoje à tarde e traz os detalhes para você.

Ouro na nuvem?

Vou fechar esta newsletter com o mesmo tema da abertura, a guerra cambial, mas desta vez focando em outro aspecto. Desde que chegou ao mercado, o bitcoin virou uma espécie de superstar controverso, do tipo que gera polêmicas, mas também alimenta o interesse de muita gente. O tempo, no entanto, vem mostrando que há mais na criptomoeda do que apenas um verniz descolado. A prova disso é que, em meio ao conflito entre EUA e China, o bitcoin viu uma disparada que leva os especialistas a acreditar que ele esteja sendo usado como porto-seguro pelos investidores, assim como já costuma ocorrer com o ouro. Nosso colunista André Franco já sabia desse potencial de reserva de valor do bitcoin e resolveu escrever sobre isso. De quebra, ele deu algumas dicas para quem pensa em manter uma carteira de investimentos em cripto.

Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

sem privilégios

Petrobras pode perder direito de preferência no próximo leilão do pré-sal

Segundo jornal, avaliação é de que esse direito distorce a concorrência e afasta competidores

O que esperar dos mercados?

BCs, Davos e feriados pautam os negócios na semana

Enquanto líderes mundiais viajam para o Fórum Econômico de Davos, os investidores aguardam novidades dos BCs e da atividade doméstica. Feriados diminuem a liquidez dos negócios

dinheiro no caixa

Ânima Educação anuncia oferta de ações que pode movimentar R$ 1 bilhão

Empresa quer recursos para novas aquisições estratégicas e investimentos nas atuais linhas de negócio da companhia

na mesma

China mantém taxas de juros de referência inalteradas pelo 2º mês seguido

Taxa de empréstimos de um ano, que em agosto passou a ser uma taxa principal, permanece em 4,15%

empresário tinha 96 anos

Morre fundador do grupo Queiroz Galvão

Fundador ao lado de seus irmãos Dario, João e Mário em 1953, Antônio ajudou a transformar a pequena construtora de Pernambuco em uma das maiores empreiteiras do País

Seu Dinheiro Premium

Os segredos da bolsa: ações de dois setores têm uma semana intensa pela frente

A agenda econômica doméstica continua no centro das atenções do mercado, mas diversos eventos no exterior podem trazer volatilidade à bolsa

De olho nos desbancarizados

Fintech do Santander, Superdigital quer ser a conta dos MEI e das classes C e D

Banco digital de bancão, a Super dá lucro, cobra tarifa e não se volta para os millenials descolados. Foco são os desbancarizados e, sobretudo, as folhas de pagamento dos grandes empregadores.

Rompimento da barragem

Um ano após Brumadinho, alta cúpula da Vale tenta se defender de acusações

Foi dentro de um jato particular da Vale, durante a viagem de volta ao Brasil, depois de participar do Fórum Econômico de Davos, na Suíça, que Fabio Schvartsman, então presidente da mineradora, recebeu a notícia do rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Um ano após a tragédia de 25 de janeiro, […]

Fórum Econômico Mundial

Guedes, Doria e Huck sobem a montanha mágica de Davos — mas com intenções distintas

O ministro da Economia, Paulo Guedes; o governador de São Paulo, João Doria; e o apresentador de TV Luciano Huck brigam pelo protagonismo na edição deste ano do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

Seu mentor de investimentos

Estamos diante de um novo ciclo de alta das commodities?

No passado, dois bull markets de commodities deram enorme força à economia do Brasil. E, para o Ivan Sant’Anna, um novo ciclo de alta desses produtos está se desenhando no horizonte — o que abre enormes possibilidades de investimento

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements