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Ministro da Economia lembrou, inclusive, que a autonomia do Banco Central era algo previsto desde a criação da autarquia
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira, 8, que o projeto de autonomia do Banco Central é "fundamental para a estabilidade monetária".
"O projeto de autonomia é garantia de estabilidade monetária para o povo brasileiro", afirmou Guedes, que esteve há pouco em reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para discutir a proposta.
De acordo com o relator da matéria na Câmara, deputado Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE), a votação do projeto, que já foi aprovado no Senado, deve ocorrer até esta quarta-feira.
Em rápido pronunciamento a jornalistas após a reunião, Guedes afirmou que conversou na manhã de hoje com Costa Filho e Campos Neto sobre o relatório de autonomia do BC. Como informou o Broadcast mais cedo, o relatório de Costa Filho defende a aprovação do projeto vindo do Senado sem alterações na Câmara.
O ministro da Economia também afirmou que o mais importante é a "harmonia entre poderes independentes". O comentário foi uma alusão à chegada de Lira ao comando da Câmara.
Guedes também destacou a importância do projeto de autonomia do BC para o controle da inflação no Brasil. Ele pontuou ainda que "aumentos setoriais de preços", como os ocorridos recentemente nos setores de alimentação e energia, "não devem se transformar em aumento generalizado da inflação".
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Guedes disse que o governo está esperançoso que a Câmara "consiga aprovar o projeto de autonomia". O ministro da Economia lembrou, inclusive, que a autonomia do Banco Central era algo previsto desde a criação da autarquia, levada a cabo pelo economista Roberto Campos, avô do atual presidente do BC.
Após seu pronunciamento, Guedes foi questionado por jornalistas a respeito da volta do auxílio emergencial. O ministro limitou-se a dizer: "Isso é outra conversa". Mais cedo, em entrevista à TV Bandeirantes, o presidente Jair Bolsonaro disse que a discussão sobre a volta do benefício é para "ontem", mas admitiu que isso vai trazer "problema" para a economia.
O presidente do BC participou da reunião, esteve ao lado de Guedes e Arthur Lira na fala à imprensa, mas não se pronunciou.
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