O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O clima pesado dos mercados externos acabou influenciando o comportamento do Ibovespa e do dólar à vista. No entanto, o noticiário local trouxe algum alívio às negociações por aqui
Os oceanos do mercado financeiro estão agitados. Lá fora, a previsão do tempo desanimou os agentes financeiros, que preferiram ficar num porto seguro a se jogarem ao mar aberto. As águas turbulentas também afetaram os ativos locais — o Ibovespa e o dólar até tentaram navegar, mas acabaram desligando os motores e recolhendo as velas.
O principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão desta quinta-feira (23) em queda de 0,48%, aos 93.910,03 pontos. Apesar de negativo, o desempenho contrasta com o tom das bolsas americanas: em Nova York, a aversão ao risco tomou conta das negociações e fez os mercados acionários dos EUA recuarem mais de 1%.
Por aqui, o Ibovespa chegou a cair 1,12% no pior momento do dia, aos 93.299,97 pontos. No entanto, o noticiário político local neutralizou parte do pessimismo vindo lá de fora, afastando o índice das mínimas — no início da tarde, chegou até a subir 0,20%, aos 94.546,68 pontos.
O navio do dólar à vista também teve um dia parecido: logo após a abertura, a moeda americana chegou a bater os R$ 4,0714 (+0,76%), pressionada pelas ondas ameaçadoras que se formavam no horizonte dos mercados externos. Mas, ao longo do dia, o dólar absorveu esse sentimento, terminando em leve alta de 0,17%, aos R$ 4,0475.
Por um lado, a guerra comercial dificulta bastante a leitura dos radares no exterior, tornando a navegação perigosa. Mas, por outro, as águas estão mais calmas no front doméstico, o que faz com que os mercados locais não fiquem tão indispostos.
O mar está revolto no exterior. Lá fora, a troca de ameaças entre os governos dos Estados Unidos e da China tem atingido especialmente o setor de tecnologia — e, cada vez mais, os mercados precificam uma longa disputa entre as duas potências, sem que um acordo seja firmado no curto prazo.
Leia Também
Pequim, como tem sido praxe, tenta fazer pouco caso das ameaças de Washington. O governo chinês afirmou ter "instrumentos amplos" e "experiência acumulada" para lidar com as flutuações no mercado cambial. Mas, apesar dessa postura firme do país asiático, o clima nos mercados é cada vez menos convidativo para um passeio de barco.
Esse pessimismo ganhou ainda mais força com a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos que ficaram aquém do esperado por analistas. O PMI composto preliminar do país em maio caiu a 50,9 pontos, o menor nível em 36 meses. Além disso, as vendas de moradias novas recuaram 6,9% em abril ante março.
Tais números contrariaram a percepção de fortalecimento da economia americana e dão força à leitura de que a guerra comercial tende a causar impactos negativos na economia do mundo. E os mercados refletem bem essa preocupação generalizada.
As bolsas da Europa tiveram quedas firmes nesta quinta-feira — o índice Stoxx 600 recuou 1,42%. E, nos EUA, o Dow Jones (-1,11%), o S&P 500 (-1,19%) e o Nasdaq (-1,58%) caíram em bloco.
A tensão entre Estados Unidos e China também afetou fortemente as commodities. O petróleo teve um dia amplamente negativo, com o Brent (-4,55%) e o WTI (-5,71%) registrando perdas expressivas em meio à aversão global ao risco.
O mau desempenho do petróleo trouxe efeitos ao mercado de câmbio. O dólar ganhou força ante as divisas emergentes e mais dependentes das commodities, caso do peso mexicano, rublo russo, peso colombiano e rand sul-africano. O real é afetado por esse cenário, mas o front local ajuda a neutralizar o efeito negativo.
Por aqui, o noticiário político parece propício para um passeio tranquilo de barco, uma vez que as pautas defendidas pelo governo têm avançado no Congresso. A MP que abre o setor aéreo ao capital estrangeiro foi aprovada ontem pelo Senado — o texto perderia validade se não fosse votado na quarta-feira.
"A cena política deu uma leve acomodada", diz Victor Cândido, economista-chefe da Guide Investimentos. "A estratégia do governo, de votar as MPs ao longo da semana, se mostrou vitoriosa".
Também teve andamento na Câmara a MP da reforma administrativa, que reduz o total de ministérios dos atuais 29 para 22 — e avanço dessas pautas é entendido pelo mercado como um indício de maior alinhamento entre o governo e o Congresso.
"O cenário político local é um driver importante para o mercado", diz Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos. "Essa série de MPs está saindo da esteira e liberando espaço para a apreciação da reforma da Previdência, que segue no trâmite normal na comissão especial da Câmara".
E nem mesmo o fato de os deputados terem retirado o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do ministério da Justiça, devolvendo o órgão para a pasta da Economia, parece trazer um mal-estar mais intenso aos mercados. Para Cândido, esse cenário já estava no preço, não representando uma novidade no front político.
Assim, a calmaria local ajudou o Ibovespa e o dólar a não sofrerem tanto os impactos da pressão vinda lá de fora. E o mercado de juros seguiu a mesma toada: os DIs com vencimento em janeiro de 2021 fecharam em queda de 6,85% para 6,79%, os para janeiro de 2023 recuaram de 8,01% para 7,97%, e os para janeiro de 2025 foram de 8,60% para 8,57%.
As ações ON da Natura (NATU3) tiveram mais uma sessão agitada, após a empresa brasileira fechar a compra da rival Avon — ontem, os papéis da companhia já haviam avançado mais de 9%, em meio à expectativa em relação ao anúncio.
E nesta quarta-feira, com a transação oficializada, os ativos da Natura devolveram boa parte dos ganhos da sessão passada: fecharam em queda de 8,54%, a R$ 56,25, e tiveram o pior desempenho do Ibovespa.
Analistas ponderam que, embora a operação tenha diversos pontos positivos, os papéis da empresa brasileira subiram demais nas últimas semanas e já precificaram boa parte dos potenciais ganhos a serem destravados com a união com a Avon.
Quem também teve um dia negativo foram as ações da Petrobras, impactadas pelas fortes perdas do petróleo no exterior. Nesse cenário, os mercados encontram pouco espaço para reagir positivamente ao anúncio de que a estatal pretende reduzir sua participação na BR Distribuidora para menos de 50%.
Os papéis PN da Petrobras (PETR4) terminaram a sessão em baixa de 1,71%, e os ON (PETR3) tiveram perda de 1,74% — BR Distribuidora ON (BRDT3), por outro lado, avançou 0,32%.
A Centauro partiu para a briga com o Magazine Luiza e fez uma oferta hostil pela Netshoes — a proposta da varejista do setor esportivo, de US$ 87 milhões — ou US$ 2,80 por ação — é 40% maior que o valor oferecido pelo Magazine Luiza.
Em reação à disputa, as ações da Netshoes disparam e terminaram o dia em alta de 43,88% na NYSE, a US$ 2,82. Por aqui, os papéis ON da Centauro (CNTO3) caíram 0,44%, enquanto Magazine Luiza ON (MGLU3) avançou 0,11%.
Fora do Ibovespa, destaque para as ações ON da Duratex (DTEX3), que fecharam em forte alta de 6,01%. Os mercados reagiram bem à compra da Cecrisa Revestimentos, por quase R$ 1 bilhão — a cifra inclui a aquisição de ativos (R$ 539 milhões) e de dívidas (R$ 442 milhões).
Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.
Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline
Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra