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Estadão Conteúdo
Eleições ocorrem em fevereiro

Simone Tebet vai disputar com Renan Calheiros a indicação do MDB para a presidência do Senado

Senadora oficializou sua disputa contra o cacique do partido, considerado um parlamentar hostil ao governo Jair Bolsonaro

Estadão Conteúdo
21 de janeiro de 2019
20:05 - atualizado às 10:40
Simone Tebet sentada em sofá, faz o número 4 com as mãos.
Senadora é tratada como uma espécie de alternativa a Renan - Imagem: André Dusek/Estadão Conteúdo

Vista como uma espécie de "plano B" do MDB, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) decidiu se antecipar e oficializou, nesta segunda-feira, 21, sua intenção de disputar contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL) a preferência da bancada do partido para eleição de presidente do Senado. Renan é um dos nomes fortes para a disputa, mas considerado parlamentar hostil ao governo Jair Bolsonaro.

Simone conversou com o presidente do MDB, Romero Jucá (RR), e comunicou suas intenções no fim da tarde de hoje. O movimento não estava previsto até a semana passada e a senadora era tratada como uma espécie de alternativa a Renan, já que ele sofre resistência de parte da opinião pública por estar identificado com a "velha política". Em nota na qual anunciou sua decisão, Simone faz referência justamente ao "recado das urnas", em tom de contraposição à candidatura do alagoano.

"Coloco minha candidatura em defesa da independência, da autonomia, da soberania do Senado, que será a ponte de travessia para todas as saídas econômicas, sociais, regionais e políticas para o País. É preciso resgatar e fortalecer o papel constitucional do Senado Federal. Além disso, devemos absorver o recado das urnas, que clamou por renovação na política e, consequentemente, no Senado", disse em nota. "É um novo tempo, são novos ventos. É hora de olhar para a frente e nos reinventarmos, sob pena de sucumbirmos. Há um clamor por renovação. Por isso, coloco a minha candidatura na bancada".

A bancada do MDB irá decidir se indica Renan, Simone ou eventuais outros candidatos do partido a partir da próxima terça-feira, 29, quando os emedebistas vão iniciar o debate para saber quem é a melhor opção. Ao todo, o MDB terá 12 parlamentares a partir de 2019 e, atualmente, a bancada estaria dividida. Até a semana passada, interlocutores de Simone enxergavam uma leve vantagem para Renan, mas agora dizem que o cenário oscila entre empate ou vantagem para ela. "Sabemos da importância que o Senado terá na travessia desse novo momento pelo qual o País está atravessando", complementa a nota.

A candidatura de Simone é vista com simpatia até mesmo por candidaturas lançadas em oposição a Renan. O senadores Major Olímpio (PSL-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) já chegaram a declarar ao Broadcast Político que podem abrir mão de suas candidaturas ao comando da Casa se o MDB optar pelo nome da senadora do Mato Grosso do Sul.

Mais cedo, Renan usou o Twitter para dizer que não tem intenção de ser novamente presidente do Senado Federal. "Os alagoanos me reelegeram para ser um bom senador, não presidente", afirmou. "Já fui várias vezes [presidente do Senado], em momentos também difíceis. A decisão caberá à bancada, e temos outros nomes", escreveu Renan, que já presidiu a Casa por quatro vezes.

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