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Calendário fechado por líderes partidários previa a votação do segundo turno para o próximo dia 10; o próprio líder do governo, no entanto, evitou cravar uma data
O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), um dos vice-líderes do governo no Senado, afirmou que a votação da reforma da Previdência em segundo turno vai ficar somente para o dia 22 de outubro ou ainda depois dessa data. "Chance zero de votar antes", disse.
O calendário fechado por líderes partidários previa a votação do segundo turno para o próximo dia 10. Mas, segundo Rodrigues, as próximas duas semanas serão mais esvaziadas no Senado. Ele lembra que um grupo de parlamentares viajará a Roma para a canonização de Irmã Dulce. A cerimônia está marcada para dia 13.
Além dos ruídos no calendário, a votação do segundo turno da reforma corre risco diante da preocupação de senadores com a indefinição na divisão dos recursos do megaleilão do petróleo com Estados e municípios. Além disso, há outras demandas, como a liberação de emendas parlamentares.
Chico Rodrigues, no entanto, nega que o problema seja o impasse na negociação política. "O acordo da cessão onerosa está feito, não se pode criar barganha", declarou. Ele ainda afastou a possibilidade de a reforma ser ainda mais desidratada no segundo turno.
Até agora, o Senado já retirou R$ 133,2 bilhões da economia da proposta em dez anos.
O líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), evitou se comprometer com uma data. Ele disse que o prazo será definido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
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Na quarta-feira, Alcolumbre citou a semana entre 14 e 18 de setembro como cenário para o segundo turno.
*Com Estadão Conteúdo
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