Menu
2019-04-05T10:44:09-03:00
Estadão Conteúdo
Não tem dinheiro!

Militares chegaram no finalzinho da festa, diz Maia sobre pedido de reajuste

Presidente da Câmara afirmou que a situação fiscal do País deixa pouco espaço para fazer concessões em troca de inclusão na reforma da Previdência

19 de março de 2019
17:58 - atualizado às 10:44
RodrigoMaiaPlenario
Participação dos militares é um ponto sensível dentro da reforma da PrevidênciaImagem: J.Batista/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que, apesar da "defasagem grande" nas remunerações dos militares ao longo das últimas décadas, a situação fiscal do País deixa pouco espaço para concessões à categoria como condição para a inclusão deles na reforma da Previdência: "O problema é que estamos no fim da festa. O Brasil quebrou e eles (os militares) estão querendo entrar nesta festa no finalzinho, quando já está amanhecendo, a música está acabando e não tem mais ninguém para dançar", afirmou.

Maia disse que vai criar uma comissão especial para analisar a proposta assim que o projeto chegar no Legislativo. O governo deve entregar o texto amanhã. Para o presidente da Câmara, não há espaço para a discussão da chamada paridade (dar os mesmos reajustes da ativa aos aposentados) e é "difícil" garantir a integralidade (se aposentar com o último salário da ativa). "Paridade não há mais quem defenda. Integralidade há ainda quem defenda. Temos que discutir todos os pontos para ver o que gera impacto fiscal positivo para os brasileiros."

A participação dos militares é um ponto sensível no envio dessa nova reforma, já que o presidente é capitão reformado do Exército. A equipe econômica vai encaminhar ao presidente alguns modelos da proposta que está prevista para ser apresentada na Câmara na quarta-feira, 20.

O jornal O Estado de S. Paulo mostrou nesta terça-feira, 19, que a divulgação da proposta em estudo pelo governo de reestruturação da carreira militar gerou inquietação na tropa e obrigou o presidente Jair Bolsonaro e a cúpula das Forças Armadas a agir para acalmar os ânimos dos militares de patentes inferiores, que se sentiram prejudicados. O texto deve ser apresentado ao Congresso até a quarta-feira no mesmo pacote da reforma da Previdência da categoria.

O Ministério da Defesa precisou se mobilizar na segunda-feira para negar que apenas a alta cúpula será atendida. O próprio presidente utilizou seu Twitter no domingo para tentar acalmar a tropa. "Possíveis benefícios, ou sacrifícios, serão divididos entre todos, sem distinção de postos ou graduações", escreveu.

A reestruturação da carreira - com reajustes, aumento no bônus para ir para reserva e incremento das gratificações por qualificações - é uma exigência dos militares para serem incluídos na reforma da Previdência.

Com esses ganhos, eles aceitam o endurecimento nas regras previdenciária, como o aumento do tempo mínimo de contribuição de 30 anos para 35 anos e a elevação das alíquotas dos atuais 7,5% para 10,5%. O custo da reestruturação da carreira, mesmo com as mudanças na Previdência em torno de R$ 10 bilhões nos primeiros dez anos. Depois, o sistema passaria a ser superavitário.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Relembre a história

Crime e castigo: Bernie Madoff, responsável pela maior pirâmide financeira da história, morre na cadeia

Condenado a 150 anos de prisão, financista que fraudou US$ 20 bilhões e enganou milhares de investidores morreu em desgraça aos 82 anos. Conheça sua história e relembre seus crimes.

Atividade em queda

Indicador da FGV mostra contração da economia em março com agravamento da pandemia

A queda nas expectativas dos consumidores foi um dos destaques negativos entre os componentes do indicador

Benefício com garantia

Paulo Guedes reeditará BEm somente após a aprovação do Orçamento ou da PEC “fura-teto”

“O ministro disse ‘ou um, ou outro, o que sair primeiro a gente faz o BEm'”, afirmou Paulo Solmucci, presidente da Abrasel

PPI

Decreto de Bolsonaro inclui Correios no Programa Nacional de Desestatização

A privatização dos Correios ainda depende da aprovação de um projeto de lei de autoria do Executivo que permite à iniciativa privada prestar serviços

Exile on Wall Street

Bitcoins, IPOs, reestruturações e M&As: coisas para comprar ainda nesta semana

De onde você menos espera é que não vem nada mesmo. É notável a regularidade da incompetência. Ela não surpreende. Está sempre por aí.  Lembro com frequência da famosa frase, já meio clichê, você tem razão, do Kennedy: não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies