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O atraso bate na porta

Destaques do relatório da reforma da Previdência devem ficar para outra sessão

Apesar das indicações de que não há condições para votar o relatório, presidente da comissão disse que não irá atrasar essa etapa

Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara
Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara - Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Apesar de não ter acordo para iniciar a votação do relatório da proposta da reforma da Previdência nesta quarta-feira, 3, na comissão especial da Câmara dos Deputados, o presidente do colegiado, Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou que vai dar prosseguimento, hoje, à tramitação da proposta no colegiado.

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A reunião estava marcada para começar às 13h, mas até por volta das 13h30 não havia quórum para o seu início. Ramos explicou também que, assim que abrir a sessão, irá colocar em análise requerimentos de obstrução: um que pede a retirada da proposta da pauta desta reunião e cinco que querem o adiamento da votação.

O deputado disse, após se reunir com os coordenadores de bancadas no colegiado, que se o relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB-SP), quiser apresentar uma complementação de voto, ou seja, novos ajustes, poderá fazê-lo também. Mas fontes ouvidas pelo Broadcast Político afirmaram acreditar que Moreira não fará isso nesta quarta-feira.

Apesar das indicações de que não há condições para votar o relatório da reforma da Previdência, Ramos disse que não irá atrasar essa etapa e que poderá colocar a proposta em análise assim que tiver uma sinalização para isso.

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Ele avalia, no entanto, que os destaques deverão ser votados em uma segunda sessão, porque não haveria tempo hábil para votar o texto-base e esses dispositivos no mesmo dia.

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Ramos rechaçou a ideia de adiar a sessão para mais tarde ou mesmo para quinta-feira. “A reunião da comissão começará quando relator chegar”, repetiu.

A afirmação ocorreu após os deputados do chamado Centrão tentarem iniciar um movimento para pressionar pela suspensão da sessão e retomar só às 18 horas.

O painel da comissão registrava naquele momento a presença de 40 parlamentares na sessão, ou seja, já com quórum para o início.

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A sessão do Congresso marcada para às 14h também pode dificultar o andamento dos trabalhos da comissão nesta tarde. Regimentalmente, quando ela começa, nenhuma outra comissão da Câmara e do Senado pode realizar votações.

Quero um tempo

Logo no início da sessão desta quarta-feira, Ramos explicou que a demora para a abertura dos debates se deve ao tempo pedido pelo relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), para apresentar uma nova complementação de voto.

"Moreira pediu uma hora, quando ele chegar começamos a sessão", disse Ramos. A reunião da comissão especial estava marcada para as 13h e o plenário já tem quórum suficiente para a abertura dos trabalhos.

Mais cedo, líderes partidários ainda pleiteavam que o relator retirasse qualquer menção a Estados e municípios da reforma. No voto complementar apresentado na terça, Moreira havia retomado a possibilidade de os entes legislarem sobre a cobrança de contribuições extraordinárias dos servidores.

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*Com Estadão Conteúdo.

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