O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para a economista da XP Investimentos, Zeina Latif, a economia mundial ainda vai piorar antes de melhorar. Mas há chances de uma redução do ritmo de desacelaração global.
Para a economista da XP Investimentos, Zeina Latif, a economia mundial ainda vai piorar antes de melhorar. Mas há chances de uma redução do ritmo de desacelaração global.
Na avaliação dela, além do corte dos juros americanos, a China ainda tem alguma munição para estimular sua economia, o que pode diminuir o ritmo de retração. "Mas não vejo um novo ciclo mundial com a economia voltando a ganhar tração logo. Ainda vamos ter um cenário desafiador em 2020, com desaceleração."
Segundo ela, apesar de ser uma economia fechada, o Brasil não tem como ficar imune a esse cenário.
O impacto, no entanto, vai depender de como o governo vai fazer sua lição de casa: "Mas, nesse aspecto, tenho mais dúvidas do que respostas. Sabemos quais os princípios básicos que norteiam a política econômica, mas há dúvidas sobre o que vem pela frente."
A economista participará do painel "O Poder da Economia", do Summit Brasil, promovido pelo jornal O Estado de S.Paulo, no próximo dia 30.
Como a sra. vê o cenário internacional e a desaceleração da economia global?
Acredito que ainda tem mais para piorar antes de melhorar. Estamos tendo uma desaceleração que pode perder fôlego e reduzir o ritmo. O efeito dos juros altos do Fed (o banco central americano) lá atrás está perdendo força pela própria defasagem da política monetária, mas também porque o Fed está cortando os juros. O banco central quando mexe nas taxas de juros demora um tempo para se materializar na economia. Por essa defasagem natural, 2019 era exatamente o ano de maior impacto da alta dos juros americanos. Daqui para frente, o efeito daqueles juros mais altos tende a ser menor. Soma-se a isso, o fato de Fed ter cortado juros. Para o ano que vem, isso ajuda a conter o ritmo de desaceleração.
Leia Também
E na China?
Sabemos que a China tem usado políticas de estímulo desde meados do ano passado. É claro que há limites para a eficácia dessas políticas, mas também sabemos que eles têm mais munições para usar. A China tem opções para estimular crédito e para injetar liquidez no seu mercado. Estamos vindo num ritmo forte de desaceleração, mas pode ser que perca o fôlego. Não acho que seja para agora e também não é possível dizer que o ciclo de enfraquecimento da economia terminou.
E o efeito da guerra comercial?
É claro que acima de tudo isso tem a questão da guerra comercial. O mês de agosto deu uma chacoalhada no Trump (Donald Trump, presidente dos EUA) e ele deu uma segurada. Mas sou cética em relação a ter um progresso nessa questão. Uma coisa é parar de piorar. A outra é termos de fato uma solução rápida para esse conflito. Acredito que não. A China não é qualquer país que está do outro lado da mesa de negociação. Estamos falando de uma potência mundial, que olha o longo prazo e não vai aceitar qualquer acordo para resolver um problema de desaceleração de curto prazo. Para esse problema, ela vai usar os instrumentos que tem. Mesmo que saia algum esboço de acordo não é algo para se resolver rapidamente. Provavelmente será tudo muito devagar, em etapas. Serão muitas idas e vindas. Além disso, o Trump é muito imprevisível.
E como o Brasil fica nesse cenário?
Não dá para ficar totalmente descasado desse cenário. Para um país que já não tem grande crescimento, qualquer coisa impacta, apesar de sermos uma economia fechada. Da mesma forma que na década passada boa parte da nossa performance foi fruto do boom de commodities, agora também não vamos ficar imunes. Mas há o impacto nos fluxos de investimentos e no próprio comércio. Percebemos que o volume de exportação não está crescendo. Teve boas notícias para a agropecuária com a guerra comercial e com a gripe suína (na China), mas de forma geral estamos falando de exportação praticamente andando de lado. Os fluxos financeiros também. A discussão era de que haveria uma avalanche de investimentos no Brasil depois da aprovação da reforma da Previdência - não concordava com essa visão.
E qual a sua expectativa em relação às mudanças após a reforma da Previdência?
Nesse aspecto, tenho mais dúvidas do que respostas. Sabemos quais os princípios básicos que norteiam a política econômica, mas não temos clareza do que vem pela frente após a reforma da Previdência. Sabemos da reforma administrativa e da tributária. Mas com que ordem isso ocorrerá, qual a prioridade? Qual será a dinâmica no Congresso? No caso da Previdência, era de interesse do Congresso aprovar a reforma. Afinal, sem a reforma era um colapso. E no colapso ninguém ganha, todo mundo perde. As outras reformas que estão pela frente não tem esse debate tão amadurecido. Tenho ainda dificuldade de enxergar esse ambiente, apesar de ver boa intenção e de enxergar que é uma agenda na direção correta. Não sabemos qual a capacidade de entrega.
Há alguma melhora da economia?
No caso do varejo, há alguns números que estão vindo melhores por causa do crédito. Vemos o fluxo de crédito para pessoa física em patamares pré-crise. O movimento de recuperação tem ficado mais disseminado. Com o corte dos juros, o crédito começa a voltar e estimula a demanda. Vemos também alguma melhora na construção civil, especialmente em moradias para classe com renda mais alta. O mercado de trabalho também está demonstrando alguma tração. Na margem, as notícias são mais positivas. Mas tudo ainda é muito lento. E aqui há um descompasso. Se por um lado há notícias positivas no consumo das famílias e até de algum investimentos, os dados da indústria e de serviços são de uma economia que não está reagindo. Minha preocupação é exatamente a indústria, que acaba contaminando os serviços. Uma parcela do setor de serviços depende da indústria.
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
Erich Decat, analista político da Warren, faz um balanço da gestão Lula 3 no podcast Touros e Ursos, e comenta os impactos da queda de Nicolas Maduro nas eleições brasileiras
Até o momento, não há notícias de brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques dos EUA ao país vizinho
Em entrevista à agência Reuters, o senador falou em corte de gastos, privatizações e governo “enxuto”
Previdência e seguro‑desemprego têm redução, enquanto emendas somam R$ 61 bilhões em ano eleitoral; texto vai ao plenário e pode ser votado ainda nesta sexta-feira (19)
Ministro afirma que não será candidato, mas prevê saída do cargo até fevereiro para colaborar com a reeleição de Lula
Durante evento nesta quinta-feira (11), promovido pelo Itaú Asset Management, Thomas Wu e Felipe Seligman dizem que o petista é o favorito, mas enfrenta alta rejeição e dilemas econômicos e geopolíticos que podem redefinir o futuro do Brasil
A ministra do Planejamento e Orçamento defendeu em evento da Febraban que o governo quer cortar “gastos ruins”, mas sofre com a resistência de grandes setores
STF tem maioria contra revisão da vida toda, do INSS; impacto da medida alivia até R$ 480 bilhões para as contas públicas
Segundo Moraes, convocação de apoiadores “disfarçada de vigília” indica a repetição do modus operandi da organização criminosa no sentido da utilização de manifestações populares criminosas, com o objetivo de conseguir vantagens pessoais
Ao decretar a prisão de Bolsonaro, Alexandre de Moraes argumentou que “foram adotadas todas a medidas possíveis para a manutenção da prisão domiciliar” do ex-presidente
Documento de identidade e caneta esferográfica preta são itens obrigatórios, e há itens de vestuário que são proibidos
Ex-ministro da Economia acredita que o mundo vive um novo momento de desordem em que os conservadores estão à frente das mudanças
Em visita à Indonésia, Lula confirmou que pretende disputar um quarto mandato; pesquisas mostram o petista na liderança das intenções de voto
Levantamento feito pelo Datafolha pressiona governo por definição clara antes da COP30, enquanto Petrobras aguarda liberação do Ibama
Com a decisão, Barroso encerrará um ciclo de 12 anos no STF
Levantamento Genial/Quaest indica resistência à nova candidatura do presidente, enquanto eleitorado bolsonarista se divide sobre o futuro político do ex-presidente
Deputados retiraram a votação do texto da pauta e, com isso, a medida provisória perde a validade nesta quarta-feira (8)
Aprovação sobe a 48%, impulsionada por percepção positiva da postura do governo diante de tarifas impostas por Trump
Medida provisória 1.303/25 é aprovada por comissão mista do Congresso e agora segue para ser votada nos plenários da Câmara e do Senado
Telefonema de 30 minutos nesta segunda-feira (6) é o primeiro contato direto entre os líderes depois do tarifaço e aumenta expectativa sobre negociações