Menu
2019-09-16T15:03:57-03:00
oportunidades à vista

Brasil consegue abertura do mercado egípcio para lácteos e Bolsonaro comemora

Produtores brasileiros poderão exportar, já a partir de outubro, produtos como leite em pó e queijos para o mercado egípcio

14 de setembro de 2019
16:56 - atualizado às 15:03
Jair Bolsonaro
Imagem: Marcos Corrêa/PR

Depois de três anos, o governo brasileiro conseguiu sinal verde do Egito que vai abrir o mercado local para os produtos lácteos brasileiros. Com a decisão, os produtores brasileiros poderão exportar, já a partir de outubro, produtos como leite em pó e queijos para o mercado egípcio.

A notícia foi dada neste sábado pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que está em missão comercial no Oriente Médio. A abertura foi comemorada pelo presidente Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, o presidente, que está hospitalizado em São Paulo se recuperando de uma cirurgia, postou mensagem ressaltando que a decisão do governo egípcio ocorre depois da abertura de mercado de carne pela Indonésia e ampliação de vendas para a China.

Com imagem desgastada no exterior pela política ambiental do seu governo, o presidente não perde oportunidade de comemorar os avanços nas negociações comerciais do País.

No Cairo, onde está começando a missão brasileira, a ministra da Agricultura informou que a aprovação do Certificado Sanitário Internacional (CSI), que respalda as exportações brasileiras de leite, é uma grande noticia e que as negociações foram muito rápidas. "É mais uma vitória de abertura do mercado do Brasil para os países árabes", disse a ministro em vídeo postado nas redes sociais.

Esforço comercial

A ministra está no Oriente Médio para tentar ampliar as relações comerciais com países da região, sobretudo Arábia Saudita. Estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que a balança comercial entre os países oscilou de 2009 a 2018, com registros de queda nos últimos anos.

É o caso da Arábia Saudita, principal destino dos produtos brasileiros no Oriente Médio. A balança comercial com o país é deficitária para o Brasil desde o ano passado. Em 2018, após três anos de superávit, a balança fechou com déficit de US$ 219 milhões para os brasileiros. No acumulado do primeiro semestre de 2019 o déficit é US$ 178 milhões.

Em 2014, após a queda dos preços do barril de petróleo - o que culminou em aumento nas importações brasileiras de produtos sauditas e queda nas exportações brasileiras para o país árabe - a balança registrou o maior déficit na série histórica analisada.

Desde 2012, o setor do agronegócio é responsável por mais de 80% das exportações ao país, com US$ 1,7 bilhão em 2018. No último ano, o setor foi responsável por 85% dos embarques brasileiros ao país árabe. Em compensação, o Brasil não importa produtos agropecuários sauditas.

Na viagem ao Oriente Médio, Tereza Cristina se encontrará com Matt Jansen, CEO da Salic (Saudi Agricultural and Livestock Investiment Company), empresa ligada ao fundo soberano da Arábia Saudita. O encontro é considerado "um dos pontos altos da viagem", segundo uma fonte do Ministério.

Os motivos para o otimismo são as oportunidades de negócio envolvidas, já que o fundo tem orçamento de US$ 1 bilhão para investir, podendo ser ampliado via apresentação de projetos. A Salic tem mandato estratégico para a segurança alimentar da Arábia Saudita, pois possui 32,9% da Minerva Foods.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Em pronunciamento

Bolsonaro defende hidroxicloroquina e diz respeitar autonomia de governadores e prefeitos

“Todos devem estar sintonizados comigo”, afirmou Bolsonaro, dizendo que tem a responsabilidade sobre decisões do país de forma ampla usando a equipe de ministros que escolheu

Seu Dinheiro na sua noite

Um risco a menos

Caro leitor, No início do ano, antes de o coronavírus se espalhar pelo mundo, virar de cabeça para baixo todas as projeções para o futuro próximo e talvez mudar o nosso modo de vida para sempre, o principal risco citado por analistas e gestores para os mercados em 2020 eram as eleições presidenciais americanas. Alguns […]

Dinheiro à vista

Raia Drogasil aprova pagamento de R$ 20 milhões em dividendos

O pagamento dos dividendos será realizado até 31 de maio de 2020, sem correção monetária, informou a Raia Drogasil em comunicado ao mercado

Crypto News

Quando e como ter dólar e bitcoin na carteira

A despeito dos 10 milhões de desempregados nos EUA, o S&P500 está subindo quase 20% desde o último fundo. Isso faz sentido para você? Para mim, não

Cuidado com o fiscal

Secretário diz que situação fiscal do Brasil exige ‘cautela e serenidade’

Secretário de Política Econômica Adolfo Sachsida disse que a situação fiscal exige cautela e serenidade ao se adotar medidas no contra coronavírus

Mortes sobem 20%

Brasil registra 800 mortes pelo novo coronavírus

São Paulo concentra o maior número de pessoas mortas pela covid-19

Pegando carona

Ibovespa engata a terceira alta e vai ao maior nível em quase um mês, puxado por Wall Street

O fortalecimento dos mercados americanos impulsionou o Ibovespa nesta quarta-feira, levando-o para além dos 78 mil pontos. O dólar à vista caiu pelo terceiro dia, voltando ao nível de R$ 5,14

BC americano

Fed vê como adequado manter juro parado até que membros estejam ‘confiantes’ com economia

Juro americano prosseguirá entre 0% e 0,25% até que formuladores da política monetária estejam confiantes de que a economia “resistiu a eventos recentes” e “estava no caminho certo”

Alívio depois do tombo

Após chegarem às mínimas desde 2011, ações da Cielo disparam mais de 20%

Desde o começo da semana, os papéis da Cielo já sobem mais de 25%, aproveitando a onda de otimismo vista na bolsa para se afastar das mínimas

Saída de dólares

Saída de dólar supera entrada em US$ 13,079 bilhões no ano até 3 de abril, diz BC

Fluxo cambial até 3 de abril foi negativo em US$ 13,079 bilhões, informou o BC. No mesmo período de 2019, dado era positivo em US$ 2,729 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements