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Negociações entre a estatal e a FUP giram em torno do ajuste salarial para funcionários, da redução ou cancelamento de benefícios e do fim do Programa Jovem Universitário
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) cancelou as reuniões temáticas sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019 que teria com a Petrobras esta semana, depois que a empresa não apresentou, na semana passada, uma proposta de ajuste salarial para a categoria, além de ter proposto a redução ou cancelamento de benefícios e acenar com o fim do Programa Jovem Universitário, entre outras medidas de contenção de despesas.
A estatal alega que apesar de ter melhorado seu balanço em relação aos últimos anos, ainda está com indicadores financeiros abaixo de suas concorrentes do setor.
Diante da recusa de aumento por parte da estatal, a FUP convocou os trabalhadores para se reunirem em assembleias até 6 de junho, para tomar uma posição em relação à direção da companhia.
"A proposta da empresa rebaixa e retira direitos conquistados da classe trabalhadora ao longo de muitos anos, com muita luta. Vamos mostrar (nas assembleias) ponto a ponto porque a proposta da Petrobras não tem a ver com pontos econômicos, e sim ideológicos", afirmou em vídeo o coordenador da FUP, José Maria Rangel.
Após reunião com a empresa na semana passada, ao lado da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), a FUP já havia acusado a Petrobras de querer reduzir direitos dos seus empregados e lançou a campanha "Nenhum direito a menos", que poderá desencadear uma greve de petroleiros no País. Rangel afirma que a estatal está sendo preparada para privatização e por este motivo o governo quer retirar direitos dos trabalhadores, para atrair o setor privado.
De acordo com a estatal, "a proposta de acordo coletivo de trabalho apresentada pela Petrobras reflete o momento atual da companhia". A companhia alega que apesar da melhora da relação dívida líquida/Ebitda (geração de caixa) nos últimos quatro anos, o indicador ainda está em um patamar elevado quando comparado a "empresas saudáveis" do setor de óleo e gás.
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"A Petrobras reafirma o objetivo de concluir a negociação até o mês de agosto, antes da data-base (1º de setembro). Novas reuniões deverão ser agendadas para o início de junho", informou a empresa em nota.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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