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Objetivo muito distante

Maia diz ser ‘temerário’ falar em privatização da Petrobras até 2022

Presidente da Câmara ressaltou que, por ser a Petrobras uma empresa de capital aberto, o assunto da venda fica mais delicado

22 de agosto de 2019
20:30 - atualizado às 14:15
Rodrigo Maia
Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou há pouco que é "temerário" falar na hipótese de privatizar a Petrobras até 2022, por se tratar de uma empresa de capital aberto.

"Eu estive a manhã inteira de ontem com o governo e não me falaram nada de privatizar a Petrobras", disse o parlamentar, depois de participar de evento em São Paulo.

"Falar na hipótese de privatizar uma empresa de capital aberto não parece o caminho correto. Você mexe com o valor de uma ação sem informar antes os seus acionistas e a sociedade como um todo que você pretende fazer isso", afirmou. "No caso da Eletrobras isso foi feito, então eu tenho condições de falar", disse o presidente da Câmara, para quem o correto, neste momento, é focar na privatização da empresa de energia elétrica.

Para Maia, falar de qualquer outra empresa que tenha ação listada, que não seja a Eletrobras, "parece um risco desnecessário por parte de quem tem vocalizado esse tema".

Em relação à Eletrobras, o parlamentar ressaltou que, segundo o governo, a empresa perdeu a capacidade de investir, pois precisa fazer investimentos de R$ 16 bilhões e só tem investido R$ 3 bilhões. "Sendo verdade, e eu acredito que seja, quem perde são os brasileiros", declarou Maia.

Na avaliação de Maia, o governo tem agora de mostrar aos parlamentares que a empresa não gera caixa, pois o Congresso precisa de argumento. "Agora falta convencer 257 deputados, quer dizer, 256, porque eu não voto", disse o parlamentar, em referência à maioria simples necessária para aprovar a questão.

*Com Estadão Conteúdo.

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