🔴 RENDA MÉDIA DE R$ 21 MIL POR MÊS COM 3 CLIQUES – SAIBA COMO

Cotações por TradingView
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Dia da marmota

Déjà vu? Saiba como o mercado recebeu o recuo da Petrobras em relação ao diesel

Temores de interferência do governo voltaram a rondar a Petrobras — e as ações da estatal despencaram

Victor Aguiar
Victor Aguiar
12 de abril de 2019
12:07 - atualizado às 18:46
Prédio da Petrobras no Rio de Janeiro, PETR4
As ações da Petrobras aparecem entre as maiores perdas do Ibovespa nesta sexta-feira - Imagem: Shutterstock

O mercado amanheceu com a sensação de estar passando por uma situação estranhamente familiar. E a memória desse episódio que se repete não é nada boa.

A protagonista desse filme é a Petrobras, e o enredo, sua política de preços. Tudo ia de acordo com o script, com a estatal confirmando um aumento no valor do diesel, conforme esperado. Mas aí veio o plot twist — que alguns diriam nem ser tão surpreendente assim.

Horas depois, a empresa voltou atrás e disse que manteria "por mais alguns dias" o valor praticado desde 26 de março. O mercado rapidamente interpretou o recado: o governo estaria interferindo na administração da Petrobras, sacrificando a estatal para manter os ânimos dos caminhoneiros sob controle — e, com isso, evitar uma nova greve da categoria.

A reação a esse déjà vu foi intensa: os papéis PN da Petrobras fecharam em queda de 7,75%, a R$ 25,83, e os ON recuaram 8,54%, a R$ 29,13 — o Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,98%, aos 92.875,00 pontos. Com o desempenho de hoje, as Petrobras perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado.

"A interferência do governo em qualquer empresa, mesmo sendo o acionista controlador, é muito ruim. Principalmente considerando a agenda liberal proposta [pela administração Bolsonaro]", diz um gestor de uma asset no Rio de Janeiro que prefere não ser identificado.

Para ele, o ponto que gera maior incômodo é a maneira como a decisão foi conduzida — com a própria empresa vindo a público para desmentir a informação. "Mostra que não há organização no processo. Se de fato fosse necessário não ter um aumento, isso deveria ter sido assumido pelo governo".

Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial Research, segue linha semelhante. Ele pondera que o mercado ainda tem na memória as intervenções promovidas pelo governo Dilma Rousseff na política de preços da Petrobras — e a evocação dessa lembrança ruim traz mal-estar às negociações.

"Cabe agora entender se a politica de preços vai continuar mesmo ou não. Na duvida, o investidor vende", diz Figueredo.

Entre a cruz e a espada

Em relatório, o BTG Pactual classifica toda essa situação como um "dilema".

Por um lado, as consequências de uma nova greve de caminhoneiros provavelmente seriam muito negativas para a agenda do país e para a própria Petrobras. Mas, por outro, o sentimento de que a estatal está exposta à influência política, mesmo sob uma agenda liberal, põe em risco os pilares de seu processo de redução de riscos.

"Em última instância, agora tememos que mesmo após revisar a periodicidade dos ajustes de preço para mitigar a volatilidade dos preços, a capacidade de a Petrobras perseguir a paridade internacional será prejudicada num cenário em que os preços de petróleo e o câmbio exigem reajustes constantes", diz o BTG.

FMI diz que tudo está nebuloso

O vice-diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Krishna Srinivasan, foi questionado pela imprensa sobre a interferência do governo no reajuste do preço do diesel.

Segundo ele, a estatal vinha em uma trajetória positiva e não é possível dizer, já neste momento, se isso provocaria uma revisão para um lado ou para outro na perspectiva para a estatal brasileira.

E as ações?

Apesar da forte queda nas ações da Petrobras nesta sexta-feira, há a percepção de que o noticiário de hoje ainda não implica em mudanças conjunturais para os papéis.

"Os papéis tinham subido muito e estavam bem a frente do Ibovespa, então, tinha espaço para uma realização", diz o gestor da asset carioca. Petrobras PN ainda acumula alta de 18% desde o início de 2019, enquanto Petrobras ON sobe 19% — o Ibovespa tem ganho de 7,2% no ano.

Para Figueredo, da Eleven, o sentimento do mercado é negativo, mas a reação de hoje dos papéis é um espasmo localizado. "A notícia só cria nuvem negra, mas não muda a trajetória macro da empresa", conclui.

*Com Estadão Conteúdo.

Compartilhe

U9

A China vai passar por cima da Ferrari? O novo supercarro elétrico da BYD que promete fazer o esportivo dos sonhos comer poeira

26 de fevereiro de 2024 - 14:31

A chinesa revelou neste fim de semana um novo supercarro elétrico que, segundo ela, pode atingir velocidades semelhantes às dos modelos de última geração produzidos por gigantes da indústria

PROBLEMAS NO PORTFÓLIO

Fiagro quer executar garantias de CRA após empresa de biocombustíveis pedir blindagem temporária de dívidas na Justiça

26 de fevereiro de 2024 - 13:28

O VCRA11 investe em títulos ligados à Brasil Bio Fuels, companhia que conseguiu uma tutela cautelar de urgência contra execução de dívidas

EM OUTRAS TERRAS

Vale (VALE3) vai receber US$ 160 milhões por venda de operação na Indonésia

26 de fevereiro de 2024 - 10:55

Após o fechamento da transação — algo que só deve acontecer no fim de 2024 —, subsidiária da Vale manterá exposição à PTVI como uma joint venture não operada

LOGÍSTICA EM FOCO

Sequoia (SEQL3) e Grupo Move3 recebem sinal verde do Cade para fusão

26 de fevereiro de 2024 - 9:03

A fusão aprovada pelo Cade cria um dos líderes no segmento de encomendas expressas e soluções logísticas no setor privado, de acordo com a Sequoia

Foguete não tem ré?

Petrobras (PETR4) bate 6 recordes em valor de mercado só em fevereiro e já vale R$ 571 bilhões; hora de vender as ações?

25 de fevereiro de 2024 - 17:19

Analistas explicam o bom desempenho da estatal na bolsa, mas acreditam que pode ser hora de reduzir a exposição no papel

óleo, gás e... fertilizantes

Petrobras (PETR4) anuncia aumento da produção com nova plataforma no pré-sal e religação de fábrica de fertilizantes

25 de fevereiro de 2024 - 13:00

Estatal divulgou a ida do navio-plataforma Marechal Duque de Caxias para o campo de Mero, na bacia de Santos, e a religação de uma fábrica de fertilizantes

Carta aos acionistas

Em carta anual aos acionistas, Warren Buffett elogia suas empresas favoritas, mas diz ver poucas oportunidades novas para investir

24 de fevereiro de 2024 - 16:39

Saiba quais são as queridinhas da carteira do megainvestidor, que tem ainda US$ 167,6 bi em caixa, mas não vê boas candidatas a novos investimentos

Warren Buffett

Berkshire Hathaway vê lucro operacional saltar 28% no 4T23 e bate recorde de caixa; veja os principais números da empresa em 2023

24 de fevereiro de 2024 - 15:36

Empresa do megainvestidor Warren Buffett está sentada sobre uma pilha de dinheiro de US$ 167,6 bilhões

Desceu quadrado

Para grandes credores da Light (LIGT3), não é possível aprovar novo plano de recuperação judicial da empresa

24 de fevereiro de 2024 - 14:54

Só os pequenos credores teriam apoiado novo plano de RJ da empresa, diz fonte; Light tem muitas debêntures na mão de pessoas físicas

Parem as maquin...inhas

OPA da Cielo (CIEL3): CVM suspende registro de oferta para fechar o capital da empresa após questionamento de acionistas minoritários

24 de fevereiro de 2024 - 13:04

Um grupo de gestoras convocou assembleia de acionistas nesta semana para propor outros preços para a oferta da empresa de maquininhas

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies