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2019-05-08T12:56:19-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Hora de comprar?

“Boas notícias adiante.” Como os analistas reagiram ao balanço da Petrobras no 1º trimestre

Lucro da Petrobras caiu 42% afetado por mudança contábil, mas ações sobem forte com melhora nos mercados e perspectiva de melhora na produção e venda de ativos

8 de maio de 2019
12:56
Plataforma de petróleo da Petrobras
Imagem: Ag. Petrobras

O lucro da Petrobras veio abaixo do esperado pelo mercado no primeiro trimestre, mesmo sem considerar os efeitos das mudanças contábeis no balanço.

Mas os analistas que acompanham a estatal seguem otimistas com as ações, com base principalmente no que vem pela frente, como a expectativa de venda de ativos, além dos efeitos positivos da retomada da produção já no segundo trimestre.

As ações da Petrobras reagem em alta expressiva ao balanço e à melhora no humor dos investidores aqui e lá fora. Por volta das 12h35, os papéis preferenciais (PETR4) subiam 3,95%, cotados a R$ 27,39. Confira também nossa cobertura completa de mercados.

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 4 bilhões nos três primeiros meses deste ano, uma queda de 42% em relação ao mesmo período de 2018. Só que a maior parte dessa redução no resultado se deveu a uma mudança para adaptar o balanço da companhia às normas internacionais (IFRS). Além do lucro, a mudança contábil afetou outras linhas do balanço, como o endividamento.

Sem esse efeito, o resultado da Petrobras seria de R$ 5,142 bilhões, uma queda bem menor, de apenas 5%. A queda na produção da estatal e das cotações do petróleo no primeiro trimestre afetaram os números.

Leia a seguir os comentários sobre o balanço e as recomendações para as ações nos relatórios encaminhados aos clientes das corretoras dos bancos:

Bradesco BBI - Boas notícias adiante

Recomendação: outperform (compra)

Preço-alvo: R$ 37,00

"Apesar do risco de curto prazo do preço do diesel nacional (que, em nossa visão, adicionou alguma cautela), continuamos gostando dos aspectos do investimento no longo prazo, que incluem a sólida geração de fluxo de caixa, desalavancagem (redução do endividamento) e potencial recuperação da condição de grau de investimento."

Itaú BBA - Produção afetada por paradas

Recomendação: outperform (compra)

Preço-alvo: R$ 32,00

"Os resultados foram em linha com as nossas expectativas, mas abaixo das projeções do mercado (...) O principal destaque foi o número mais fraco de produção, que ficou em linha com a nossa estimativa, mas recuou 4% no trimestre e 5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado com uma maior concentração de paradas de manutenção e atrasos no início de novas unidades."

"A Petrobras continua sendo nossa "top pick" no setor, com a expectativa de crescimento da produção, reclassificação e desalavancagem."

BTG Pactual - Permanecemos compradores

Recomendação: compra

Preço-alvo: US$ 20,00 (ADR)

"Embora os resultados tenham nos deixado um pouco preocupados sobre como o mercado vai lidar com as mudanças contábeis na endividamento e no valor da Petrobras, ainda enxergamos o compromisso de redução da alavancagem como forte o suficiente para manter uma visão positiva para as ações."

"Além disso, a recente alta do preço do petróleo, em conjunto com nossa expectativa de que a estatal retomará o nível de produção de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia a partir de maio, também indica uma melhor qualidade dos resultados no segundo trimestre."

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